quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Concessão macabra

Uma noite escura. O brilho da lua foi roubado por alguma das aves de rapina que sobrevoavam aquele bosque. Andávamos em silêncio por entre as árvores; parecíamos conhecer o caminho aberto na relva. Não era claro onde estávamos indo nem mesmo o porquê.

Estava vestida com um corset negro, feito de um tecido pesado, com apliques que lembram um voal. Calça colada e uma saia estranha por cima. Botas de cano longo, maquiagem pesada, cabelos lisos e soltos em estilo gótico. Ele vestia calça e camisetas cor de chumbo, botas punk e uma longa capa preta por cima. Os cabelos também estavam soltos e voavam ao toque da brisa da noite.

De vez em quando erguíamos o rosto e nos olhávamos embebidos numa malícia macabra. Certa hora uma árvore frondosa se interpos em nosso caminho. O tronco era largo o suficiente para suportar um corpo em sua base. E como nos sonhos não há muita explicação para o que surge de repente, muitas cordas apareceram nas mãos dele. Lentamente encostei na árvore e ele me amarrou a ela. Os laços marcavam as minhas carnes, aflorando uma lascívia carregada de pesar.

Quando terminou sua arte, baixou minha saia e a calça, tirou as suas próprias e me possuiu, não tirando os olhos dos meus por nenhum instante. O ritmo da respiração era a música rasgando o silêncio da floresta.

...

Exaustos, sabíamos que era imperioso prosseguir, ainda que nossos corpos quisessem permanecer ali embriagados no prazer; me soltou e me refiz, enquanto ele mesmo se recompos.

Seguimos o caminho e um clarão se fez a frente do bosque. Um barulho de água foi quebrando o silêncio e aos poucos um sorriso invadiu meus lábios. Carregava uma espécie de coleira numa das mãos e na outra um chicote de couro. Novamente o olhar que nos convidava ao instinto nos fez interromper a caminhada. Era uma linda queda d'água, naquele momento prateada pela lua baixa que refletia na margem.

Pus a coleira nele e o mandei que se abaixasse em posição de reverência. Sem muitas palavras ele o fez aguardando o açoite. Foram muitos e sonoros, embora nenhuma vez ele tenha reclamado ou mesmo gemido; apenas erguia os olhos quando me cansava.

Achei que era o suficiente. Fiz com que se erguesse e me tomasse nos braços. O momento de concessão que só o prazer nos impõe...

Sem nenhuma julgamento ou censura, seguimos até o castelo que, no meu sonho, representa a nossa vida real. Trabalho, família, compromissos, tudo que sustenta e permite que vivamos o que realmente queremos e o que é latente nos nossos corações. E quem dera pudéssemos permanecer neste caminho por mais tempo além dos sonhos...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Drummond


Não sou de publicar poesias ou letras de música, porém eventualmente algo nos toca em proporções maiores, seja pela efemeridade do momento, seja pela delicadeza das palavras. Hoje reli este poema do Drummond num blog de uma amiga aqui de Floripa. Fez muito sentido no meu momento atual e quero partilhar com vocês!

Quero
Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.
No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O infinito particular

Meu mundo não é nada de mais. Sou uma pessoa comum, com desejos, fraquezas, virtudes e defeitos. Sou mulher, mãe, amiga, amante, profissional e tento conciliar as tarefas domésticas, as obrigações de mãe, os compromissos profissionais e os momentos de prazer da forma mais equilibrada que consigo.

Ok, Lady, mas por que esse papo agora se todo mundo que te conhece bem sabe disso? Porque alguns dos momentos mais marcantes da vida da gente acontecem quando encontramos alguém com quem tenhamos afinidade descompromissada. Notem que tudo que falei acima implica de alguma forma em um compromisso: ser uma mulher bonita, ser uma mãe atenciosa, ser uma amiga presente, ser uma amante ardente e criativa, ser uma boa jornalista...


Pois é, meus caros, no último fim de semana eu estive no Rio de Janeiro, a terra onde vivi por mais de cinco anos e que continua linda, com umas das melhores energias que conheço, apesar dos tiros e da má fama que carrega. Fui visitar uma pessoa com quem há tempos conversava, numa afinidade tremenda e admiração crescente. ACM, o melhor bondagista da América Latina, é uma pessoa fantástica. Conhecê-lo pessoalmente provou que minha intuição continua afiada e que realmente não existem acasos.

Foram muitas horas de conversas, passeios, gravações, visitas e eu me senti desobrigada de tudo, com o único compromisso de ser eu mesma. Essa leveza tem um valor inestimável, relaxa, recarrega as baterias e dá um prazer indescritível.

Conhecendo o trabalho do ACM, fui apresentada a pessoas especiais, cheias de talento, carinho, profissionalismo. Conhecendo um pouco do infinito particular do meu querido amigo, pude ter certeza que realmente vale a pena continuar a ser como sou, encarando o fetiche como parte de uma mulher que fez um pacto com o hedonismo!

Obrigada a todos que me receberam com tanto carinho e em especial ao ACM por ser quem é e fazer parte da minha vida. "Cada um dá o que tem de melhor, não é amigo?" ;-)

domingo, 18 de outubro de 2009

Por que os homens amam as mulheres poderosas?***


Well, terminei de ler o meu último presente literário com toda a atenção do mundo por dois principais motivos: porque foi presente de alguém que amo; porque é da editora Sextante, a qual respeito muito em termos de seleção de originais.

A capa é instigante - uma perna feminina calçada em uma bota de dominatrix e um homem pequenino com uma flor oferecendo àquela mulher "gigante".

Abaixo do título a frase de auto-ajuda "Um guia para você deixar de ser boazinha e se tornar irresistível". Ok, ok, odeio livros de auto-ajuda e muito menos manuais que se propõem a dar 'receitas de bolo' para o que quer que seja. Mas acredito que um livro cumpre sua função quando atinge seu objetivo. Neste caso, o livro cumpriu porque me fez refletir sobre as minhas atitudes, herdadas ou não, erradas ou não, que pretendo valorizar e descartar.

Resumindo bem a proposta do livro, a autora Sherry Argov baseia o texto numa pesquisa realizada com centenas de homens. Segundo Sherry, 90% deles, abertamente ou não, dizem preferir as poderosas. Ela define o que é uma mulher boazinha e o que é uma mulher poderosa. Ainda segundo a autora, nenhum de nós veste apenas uma dessas personagens e sim dá prioridade a algumas características que nos tornam atraentes ou não, ou seja, poderosas ou boazinhas demais.

Enfim, tirando todo o blá blá blá, dividido em princípios de atração, ela tem razão em muita coisa. É óbvio? Infelizmente não. E sabe por quê? Porque os homens têm uma imensa dificuldade em ser claros conosco. Mesmo quando damos todas as oportunidades e nos portamos com total transparência, parece que há um botãozinho de liga-desliga que os impede de serem totalmente honestos. A maioria, na minha experiência modesta, pensa que se assim agirem serão mal interpretados ou causarão discussões desnecessárias. Pois novamente eu digo: ERRADO!

Realmente ocultando algumas verdades ou intenções, é possível evitar discussões momentâneas, mas com certeza essa "omissão da verdade" gerará outras discussões maiores e mais profundas em médio e longo prazo, e para algumas mulheres, com dores e desculpas irreversíveis.

Mas este post não é sobre homens e sim sobre nós, mulheres. Minha crítica vai justamente no oposto que ela cria entre boazinha e poderosa. Não vejo como pólos opostos e sim como complementares. A mulher desintetressante, para mim, é a otária! Ok ok, ela não poderia usar este termo num livro... Então vou tentar exemplificar meu raciocínio:

"As garotas boazinhas precisam aprender algo que as poderosas já sabem. As concessões excessivas e a ânsia de agradar diminuem o respeito que o homem tem pela mulher e acabam com a atração que inicialmente os aproximou.[...] Os homens, em geral, não se sentem desafiados quando se vêem diante de uma mulher que não mede sacrifícios para conquistá-los. Elas não oferecem o desafio mental que os homens procuram".

Traduzindo, queridas, é o velho ditado que diz que homem é como chiclete: quanto mais pisamos, mais ele gruda! A minha pergunta é "até quando vamos ter que nos relacionar com pessoas imaturas que precisam de 'mistérios' disfarçados de grosserias e dissimulações ou de joguinhos com 'moeda de troca' para manter uma relação duradoura"?

E sem essa conversa de "desafio mental"... Ser interessante, então, é ser previsível no sentido de sempre estar escondendo algo? Me desculpem, mas eu discordo! Assim como muitas mulheres porretas que vivem por aí, eu me basto, me amo, adoro minha própria companhia, sou inteligente, me sinto bonita apesar dos meus quilos a mais, e nem por isso me envergonho de demonstrar que estou triste ou que fracassei em algo. Dissimulação passa longe de atração pra mim. Pode até funcionar num primeiro momento ou para cabeças-de-ovo-choco, mas este definitivamente não é o tipo de homem que quero atrair! Além do mais, carência é algo comum que todos passam. O que é patológico é a carência PERMANENTE.

Portanto, fazer um agradinho a quem se ama, ser carinhosa, demonstrar os sentimentos (inclusive o ciúme e as emoções negativas) e ser transparente é um estilo de vida que tem um preço alto, porém garanto a vocês que é muito gratificante. Sei que quem se aproxima de mim o faz porque realmente valoriza a minha essência. Pode não ter surpresas constantes nas minhas reações, nos meus comportamentos oscilantes - de lua -, mas com certeza terá surpresas muito mais interessantes entre quatro paredes...

Sabe quem é a mulher poderosa para mim? Aquela que se valoriza! Que pode amar muito a alguém, mas que se ama em primeiro lugar. Essa jamais vai permitir que seu homem a fira de forma a violentar sua dignidade e seu amor-próprio e, se isso acontecer, o eliminará da sua vida. No mais, cada pessoa é diferente e todos nós, fatalmente, um dia magoaremos quem amamos e seremos magoados por eles... É a vida. Se fôssemos todos iguais na maneira de agir, não teríamos nenhuma graça para o outro. Deixar de melindres e buscar o equilíbrio diante dessas interpéries é o desafio dos relacionamentos que se baseiam no hedonismo e na liberdade!

Não me sinto menos forte por ter momentos de carência, por sentir falta ou saudades (alguém me disse que são conceitos diferentes...) de quem me é caro, por sentir dúvidas, por nem sempre ter pensamentos bons, por agir de forma pérfida às vezes, por sentir tristeza ou por me sentir fraca quando o mundo parece ter desabado. Até porque, meus caros, mulheres fortes sempre superam os infortúnios, por mais lágrimas que caiam de seus olhos e por mais despedaçados que estejam seus corações.

Discordo quando a autora diz que homens tendem a desrespeitar mulheres flexíveis. Ela poderia dizer que eles perdem o interesse por aquelas que sempre dizem sim ou que mudam suas vidas por eles constantemente. Porém, um homem inteligente sabe reconhecer que as mudanças oferecidas por uma mulher poderosa são fruto de uma conquista dele!
 
Concordo muito muito quando ela diz que a dignidade é a mais atraente de todas as qualidades e que as mulheres poderosas têm determinação e fé em si mesmas. Por fim, Clarice sempre é muito adequada: "Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente."

Ou seja, amor, se eu estou contigo é porque OPTEI por isso e aceito o pacote completo que veio contigo, ainda que muitas vezes eu proteste ou me culpe pelas pedras que estão no nosso caminho...

*** Post originalmente publicado no blog Delírios Diários

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O que eu quero de ti, alma submissa?

Quero o teu eu, absorto na minha luxúria, compreendendo que não nasci para rótulos e que toda a minha beleza reside na ousadia em ser eu mesma...



Ser tão liberta que possa me permitir o máximo do prazer em me aprisionar em teus braços e em teus carinhos, sem temer um novo nascer do sol. Porque não importa se o amanhã será de passos ladeados; importa que o hoje foi de passos intensos, cúmplices...

Portanto, alma minha, entrega teu corpo aos meus caprichos e teu coração aos meus cuidados, e de ti só restará a satisfação de ter sido usado pela tua Dona, tua Rainha, tua Soberana - aquela que realmente sabe o que tu desejas, ainda antes que tu mesmo o saibas!!!

Relaxando em meus braços

Há algum tempo venho estudando hipnose. Sempre achei algo interessante e uma vez até me submeti a uma sessão em Brasília sob a supervisão de um profissional.

O interesse pela hipnose erótica começou como uma curiosidade do meu Monstrinho no início do nosso relacionamento. Passei a devorar tudo que encontrava sobre o tema e até um curso de técnicas básicas fiz. O que sempre dificultou a prática entre nós é que a hipnose exige testes e tempo. Geralmente não dispomos de muito tempo e acabávamos por matar as saudades de outra forma. Por outro lado, com os outros submissos com quem me relacionei neste ano, não houve afinidade o suficiente para que eu me aventurasse a testar meus dotes de hipnodomme.

A primeira tentativa com MZ foi um desastre. Havia gravado alguns trechos, com direito a trilha celta e tudo, para usar na segunda parte do teste. Porém, não consegui fazê-lo relaxar e ainda por cima a ereção que ele manifestou logo nos primeiros minutos fizeram com que minha concentração fosse por água abaixo. Ok, não podemos acertar sempre de primeira, né... Mas minha natureza é insistente. Enquanto não esgoto as possibilidades de sucesso, não desisto!

Estava planejando como faria para testar novamente, sem muitas perspectivas. Na última sexta em que meu Monstrinho esteve aqui eu realmente não pretendia hipnotizá-lo. Mais uma vez ele não ficaria muito tempo e eu queria aproveitar para experimentar um novo "desenho" de bondage. Porém, a certa altura da noite, senti vontade de colocá-lo no meu colo; nem sei se por impulso de cuidar da sissy ou de realmente fazê-lo relaxar. Foi um momento especial entre nós porque foi muito além do bdsm... foi um momento onde os sentimentos afloraram!

E quem já me conhece um pouco sabe o quanto sou romântica na mesma medida em que sou safada...

Fui falando baixinho no seu ouvido enquanto manipulava algumas partes do seu corpo, alguns pequenos prendedores, intercalando com um lento cafuné. Ele fechou os olhos e fui dando alguns comandos. Percebi que estava cada vez mais relaxado e que, naturalmente, respondia fisicamente aos meus desejos sussurrados. Eu mesma me abismei com a pronfudidade que consegui obter por meio dos meus comandos despretenciosamente hipnóticos. Talvez por isso não tenha ficado muito tempo e o chamei. Tive que dizer três vezes seu nome verdadeiro para que voltasse a si, todo cheio de sorrisos, com os olhinhos verdes brilhando pra mim.


Sim, naquele momento fui mais Rainha do que normalmente sou; rainha porque consegui levá-lo, pelas minhas mãos, a lugares que ambos desconhecemos, mas que com certeza são prazerosos; rainha porque alcancei a plenitude da dominação, ainda que por alguns momentos; rainha porque sei que podemos progredir e realmente alcançar sensações ainda inimagináveis; rainha porque finalmente consegui abrir a porta de um novo fetiche.

Reviso, portanto, um texto anterior meu onde afirmo que um orgasmo simultâneo brinda um momento de afinidade absoluta entre domme e sub. Ainda concordo com isso; mas o que vivemos naquela madrugada prova que há meios de conseguir uma afinidade transcendente, que ultrapassa os limites do bdsm e consagra o amor e o respeito entre dois seres que se permitem o hedonismo!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Dia das crianças da "Malvada"

Pois o post do Malvadas me fez escrever aqui também, depois de mais de 48 horas sem dormir direito. Afinal, além de dominatrix, sou mãe - o meu personagem mais importante!

Quando eu era criança, realmente adorava brincar de polícia e ladrão. Amarrar os meninos e as meninas na árvore do clubinho me despertava um prazer que não consigo traduzir em palavras. Nesta foto eu tinha apenas 7 meses! Quase ninguém imaginaria que me tornaria uma Mistress...

Porém, isto está muito bem ilustrado no post das meninas. Aqui eu pretendo falar da alegria de todos os momentos em que me sinto livre para ser criança e da renovação que é olhar nos olhos da minha filha e ver a infância revivida.

Acredito que se todos nós vivêssemos mais momentos inspirados na sabedoria infantil, com certeza seríamos mais leves e, consequentemente, mais felizes!

E não é a toa que meu amigo-amante-sub-fofo-gostosão-Monstrinho ganhou o apelido de um personagem de desenho animado, provando o quão "bobalhona" eu sou...




Feliz dia das crianças para todos nós!


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A Bruxinha


Embora desconfiasse que algum segredo imperava, não imaginava que fosse relativo a misticismos. Sempre tão arredia, a moça demonstrava medo de qualquer situação que ameaçasse a segurança dos dogmas em que fomos criados.

Convidei para participar de reuniões, sessões e trabalhos com energia. Tudo despertava receio, medo e... recusa! Ontem, então, descobri parte do "segredo": ela é iniciada nos ensinamentos wicca e teme se perder caso misture as coisas.

- Tolinha, não sabes que tudo é energia e não importa de que forma a canalizemos e sim em que propósito? - Afirmei

- Sim, rainha. Estou aprendendo a lidar com "meus poderes".

- Esses "seus poderes" são comuns a todas as pessoas sensíveis e de boa vontade. Com certeza poderão ser aproveitados em outros trabalhos. Só te peço que não te prendas aos muros das escolas religiosas ou de qualquer seita. No fim é isso que prejudica a evolução do pensamento comum. Ademais, respeitarei teu tempo e tua opção, inclusive porque já estudei bruxaria e por algum tempo frequentei o que tu frequentas.

Naquele momento achei meu pequeno bibebô mais plena; sua timidez residia no temor de ser rejeitada, na ignorância de não perguntar e ver descortinado um novo mundo de possibilidades.

Pois bem, agora tenho um Monstrinho e uma Bruxinha. ;-)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Duas Rainhas

Chovia na Ilha. Passava das 23h quando eles estacionaram embaixo do meu prédio, como combinado. Desci com minha bolsa preparada e ele já me esperava com a porta aberta, mesmo em meio aos pingos incessantes, para mostrar sua primeira função bem desempenhada: a de motorista.

Ela já estava lá, linda como sempre, com aquele olhar imponente de quem conduz sua peça com disciplina e carinho. Engraçado como desde o início "bati" com a energia da Poderosa. Ela é uma moça bonita, é verdade, mas não é por isso. Acho que temos pensamentos parecidos sobre submissão e sobre amor. Enfim...

Voltando...

Ele dirigiu até o motel enquanto nós duas conversávamos sobre submissão, dominação, sadismo, masoquismo e aleatoriedades. Chegando lá, o quarto nos surpreendeu. Decoração envolvente, com predominância do preto e uma bela mesa onde pude espalhar meus acessórios.

Os olhos do moço brilhavam a cada "coisinha nova" que eu tirava da bolsa. O que Ela não conhecia, eu apresentava e dava uma breve explicação de como usar.


Mandamos que ficasse só de calcinha e plug - que Ela fez com que ele usasse desde a saída de casa. O pus deitado na cama, prendi seus tornozelos e seus pulsos com uma demonstração modesta de bondage. Dei o flog para ela e fiquei com o meu vermelinho velho de guerra. Vendei seus olhos para que aprenciasse a sensação de ser dominado por duas Rainhas. O moço é bom mesmo. Aguentou uma boa sessão de spanking moderado e bastante cêra quente nas costas e na bunda. Nem precisei amordaçá-lo porque ele mordia os lençóis - já que havia avisado que não queria gritos nem reclamações...

Cansamos de brincar assim. Ordenamos que vestisse a roupa de vadia, com direito a espartilho e meias 7/8. É certo que para mim faltava algo no visual. Ok ok, os cabelos compridos do meu Monstrinho sempre me fazem falta, mas estava disposta a curtir a cena da melhor forma possível.

Tirei a saia e vesti meu strap-ons. Poderosa me ajudou a escolher o dildo e optamos pelo intermediário. Não tirei as botas pois sabia do fetiche do moço por saltos e vinil. Ordenei que ficasse de quatro e empinasse a bunda. Ele, muito obediente, colocou aquele corpão de atleta ao meu dispor. Bela cena, belas pernas, belo rabo ele tem. Estava uma vadia perfeita e a Poderosa se deliciava com a cena, dava uns tapas e batia fotos.

Achei que aquela bunda era deliciosa demais para que eu a comesse numa só posição. Deitei de costas na cama e mandei que sentasse no "meu pau".

- Rebola, sua putinha! - Dizia Ela
- Vai, mostra que tu estás adorando dar o cu pra mim. - Dizia eu

Ele obedecia, como todo bom cachorrinho que se preza. Para brindar a cena, mandei que gozasse nas minhas botas e que lambesse tudo depois.

- Tá quentinho? Limpe bem as botas da Vulgata, hein! Ordenou a Poderosa.

Eu tinha alguns outros planos, mas Ela estava impedida. Mesmo assim, foi uma sessão cheia de tesão, muito interessante, brindando nossa afinidade e nossa amizade, com aprendizado mútuo. Agora, o próximo a ter essa honra, é o meu Monstrinho. ;-)

domingo, 4 de outubro de 2009

A primeira impressão é a que fica

Este post é uma homenagem aos 8 meses de coleira do meu Monstrinho MZ...

Msn é algo que, na minha opinião, é geralmente um recurso mal utilizado pela maioria das pessoas. Além do insuportável "miguxês", há que se topar com aquelas pérolas de criatividade: "Oi td bem? Tcl de onde?" (sendo que foi o cara que te adicionou e muito provavelmente pelo orkut)...

Poderia fazer um post sobre isso, mas o espaço seria outro. Só comecei falando do Msn porque foi a única vez em toda a minha vida de internauta que eu adicionei algum endereço que vi num orkut aleatoriamente. A foto não me chamou a atenção, até porque tinha certeza que era fake, e o perfil não tinha nada de mais, a não ser um fetiche comum. Porém, foi algo tão estranho que até hoje não consigo lembrar exatamente do momento em que copiei e colei aquele endereço.

Pois bem, este endereço de msn era o do meu Monstrinho...

De cara a gente se deu bem, num papo bem humorado sobre uma viagem em comum. Aliás, eu realmente achava que ele era um dos caras que eu havia encontrado na viagem aos Andes do início do ano. Ele fez a viagem há três anos e só descobrimos isso depois de muito papo. Daí eu me toquei que era o tal endereço que eu resolvi adicionar sem pudor e, mais ainda, que pelo jeito estava tendo sorte. E para surgir a vontade de nos encontrarmos pessoalmente foi um pulo.

Nosso primeiro encontro foi divertido e excitante, como deve ser. Estava hospedando pessoas de um programa do qual participo e, naquela época, minha filha estava de férias. O fato é que o programa que o japa que eu tava hospedando tinha marcado furou e ele voltou pra casa. Péeeeeeeee. Como eu iria mostrar meus dotes de domme sem levantar suspeitas? Também não poderia fechar a porta e ficar me agarrando com alguém sob pena de ser mal avaliada no programa e causar uma péssima impressão.

O jeito foi rir, trocar uns beijos escondidos e uns amassos... porque quando o japa voltou, Monstrinho já estava tirando minha blusa e abrindo a minha calça...

Pensei, pensei, pensei e uma idéia me veio à mente pelo menos para deixá-lo com gostinho de "quero mais". A parede ao lado da porta do meu quarto é grande e quem vem do corredor não pode enxergar quem está encostado nela. A acústica não é perfeita, mas o ap é antigo; ainda guarda certo sigilo.

Empurrei aquele que se tornaria meu cabeludo preferido para a parede, peguei meu chicote vermelinho de bastão ao lado da cama e o coloquei no meio das pernas dele, de forma que ele precisasse ficar nas pontas dos pés para não machucar as bolas. Com a coxa direita, afastei suas pernas e com a mão esquerda levantei sua blusa. A essa altura o olhar dele já havia mudado e a respiração estava a mil.

Tinha vontade de bater nele, chupá-lo, amassá-lo e tudo o mais. A química era incrível e eu mal podia acreditar que tinha achado o MEU sub. Ele gemia baixinho pro japa não ouvir. Eu dava os comandos e fingia não escutar o que ele implorava. Até que eu mordi os mamilos dele pra valer, sentindo seu pau explodindo de tesão dentro das calças. A amostra foi tão boa que ele voltou, continua voltando e cada vez quero que volte mais e mais pra minha cama, pro meu chicote, pro meu strap-ons e pros meus braços.



E até hoje a parede é usada para prensá-lo, como forma de relembrar nosso primeiro encontro...