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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A galera ‘tri’ do Sul



                “Este é um grupo de gente chata, pouco democrática e rigorosa em quesitos como ética”. Assim é a SAT. Antipática por natureza. Mesmo assim, volta e meia aparecem novas figuras querendo saber ‘qualé’ da chatice dessa gente um tanto estranha. E foi assim que conhecemos o Senhor H e sua mimosa, a subamanda e a Mistress Atena. 


                A última é do Sul de Santa Catarina e os demais da Grande Porto Alegre. O primeiro contato com a galera gaúcha, ao que tudo indica, partiu do JonJon; não sei bem quais os meandros e como surgiu o convite. Por fim, o nosso cônsul oficial, MZ – vulgo Monstrinho -, fez as honras da casa ao participar do encontro BDSM de Porto Alegre recentemente. Já com Mistress Atena a conversa já era longa há mais de um ano. Eu a conhecia de longos papos virtuais e por telefone, assim como ela já havia conversado com JonJon e Kurumin. Logo, o convite tardou, mas aconteceu.

                E como não existe acaso, nesta última play estavam todos lá com seus sorrisos largos, francos, como todo bom sulista sabe dar quando quer ser bem aceito. Chegaram apenas no sábado, mas puderam desfrutar conosco do ápice da confraternização, além do bom churrasco feito pelo duduh no domingo.

                Ainda não tenho muitos elementos para discorrer sobre eles e nem pretendo ser o Olho de Rá do grupo, exceto um pouco mais sobre a Atena. Do Senhor H tive a impressão de ser um praticante cauteloso, de bastante conhecimento e curiosidade. A simpatia é típica do gaúcho – sim, eu tenho que puxar a sardinha pro meu lado. E ele protagonizou uma das cenas mais lindas desta play com a nossa querida Sophia (foto). A emoção de ambos foi contagiante.

                Da mimosa, creio que a alcunha foi escolhida com muita propriedade. No Rio Grande do Sul, costumamos chamar ‘mimosas’ as moças que são graciosas, bonitas e de imagem terna. E a mimosa é realmente muito bonita. O rosto de traços fortes, a personalidade marcante não tira seu ar meigo. E aquele sininho no pescoço foi fantástico!

                E a subamanda é um amorzinho de pessoa. Delicada e simpática, mesmo tímida diante da vergonha que sentia de mim, pode mostrar que tem excelente senso crítico e eu aprecio pessoas de idéias lúcidas. A vergonha, aliás, poderia ser dispensada. Fiquei feliz dela ter se entregado às cordas do meu Monstrinho. E quem sabe uma hora ela não toma coragem para o resto?

                Por fim, minha amiga Atena deu um show de humildade. Atenta e observadora, foi cooperativa, espontânea e alegre o tempo inteiro, além de ter me ajudado na mumificação da Naivara. Eu bem sei que sua mente é altiva, mas ela realmente provou que eu estava certa na minha intuição. Desejo, amiga, que estejas mais e mais presente às nossas plays para que todos possam conhecer teu lado generoso.
                Enfim, essa gente 'tri legal' fez da nossa play um evento mais hospitaleiro, divertido, cheio de olhos curiosos e ouvidos atentos. 

Obrigada aos quatro pela oportunidade de conhecê-los pessoalmente e esperamos tê-los em breve em novos encontros.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O Monstrinho e O Pendurado



                Existem problemas difíceis de resolver, sobretudo quando nascem de situações engraçadas. Há duas figuras que estão na SAT as quais me orgulho muito de ter introduzido no grupo: MZ e duduh - e eles têm problemas...rs. 


                O primeiro é e será meu eterno Monstrinho, protagonista de muitas histórias deste blog. Corresponde ao arcano 19, cujo arquétipo é representado pelo Sol. E quem conhece MZ sabe que ele é o Sol. Trata-se de uma alma cheia de luz, sapiência e conciliação. Ao lado dele, nunca há tempo ruim e há solução para tudo.
                “Se não for para ser divertido, não deve acontecer”. Assim ele sempre conduz as relações, mesmo sendo submisso, com muito bom humor, talento e criatividade, marca deste ariano que adora desafios num limite extenso de mente libertina.
                Nesta play, ele teve o prazer de ter a condução da Morgana – ou Senhora M13 – cuja inexperiência no BDSM não lhe tirou o brilho do olhar típico de domme, nem aliviou suas mãos aparentemente pequenas e frágeis, mas cheias de intenções sádicas. Para mim uma alegria ver meu Monstrinho feliz. Para Morgana, uma oportunidade ímpar de começar com um dos melhores submissos disponíveis no meio BDSM brasileiro.
                A mommy aqui ficou muito feliz de provar novamente desses abraços que sempre reenergizam e me fazem acreditar do quanto vale a pena viver, progredir e optar pelas soluções generosas que a vida apresenta.
                E as suspensões estão cada vez mais lindas e criativas. Parabéns!



                O segundo talvez seja um dos mais gatos submissos que se tem notícia, além de ser um menino de ouro, no melhor sentido da palavra. Duduh também é meu pupilo, com todo orgulho do mundo, e também é personagem de alguns posts mais antigos deste blog. Seu arquétipo é O Pendurado, arcano 12, número que representa o equilíbrio e a justiça pela generosidade.
                Posso afirmar a vocês que se há alguém prestativo neste mundo é o meu protegido duduh. E com toda essa entrega, nas voltas que a vida dá e dentro da SAT, ele encontrou a florzinha Manndy, uma jovem promessa do SM do Sul. Mais linda impossível, com um abraço franco e sorriso encantador, ela tem feito meu querido duduh muito feliz, para a alegria dessa matriarca coruja. Ambos são belíssimos e se complementam na estética; mas nem só de beleza eles vivem porque têm mostrado excelentes progressos dentro do BDSM e, pelo que senti, fora também, já que mantêm um relacionamento estável.

                Juntos são considerados o casal mais fofo do grupo, o que eu concordo, até porque é impossível estar ao lado deles sem rir. Duduh tem um senso de humor surpreendente, além de transmitir doçura no olhar, mesmo quando conta piadas. E ser bonito muitas vezes é mais difícil do que ser feio. O preconceito existe e o ‘provar pra todo mundo que também sou legal’ se torna tarefa árdua diante dos olhares desconfiados de algumas pessoas. Mas eles nos provam que sim, é possível ser lindo, ser legal e ter repertório!
                Guris queridos, obrigada pelos momentos de prazer, de alegria, pela generosidade e pelo carinho que sempre devotam a mim. A cena militar foi impagável e ver MZ de vestido com unhas pintadas, e duduh de biquíni cortininha, com óleo de bebê realmente não tem preço!!! Gurias, obrigada por conduzirem tão bem meus meninos e por fazê-los tão felizes...


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ode à ausência



Esta play de outubro foi bastante marcante para mim por alguns motivos pontuais, os quais pretendo descrever em posts separados. Tenho muito a dizer... sobretudo a mim mesma. São análises que ainda permanecem fervendo na mente. E decidi, então, começar pelas ausências.

Algumas pessoas foram sentidas na presença e outras na ausência. A mim, especificamente, foram cruciais as ausências dos meus irmãos Cosmo_Vain e Parallax. O primeiro porque é meu cúmplice dentro e fora do BDSM e sua energia é quase vital para mim; o segundo, porque é o Imperador do grupo. E como fica uma Imperatriz sem o Imperador?

Também senti muita falta da Jeh, a sub mais completa que já conheci na vida e uma pessoa que prezo na essência; do bousfieldy, o bottom mais bottom do grupo e o vencedor do troféu ‘guerreiro play julho 2011’; da MistressAmanda, minha sister afastada cuja autoridade está no olhar e ética está em cada gesto e palavra; e do meu mestre bondagista ACM que, por problemas pessoais, não pode comparecer. Dele nem me atrevo a dizer nada agora porque seria tudo redundante ou simples demais diante de tanto talento, generosidade e sabedoria.

A dança das cadeiras rodou e é lindo ver a vida girando e se acomodando conforme as boas intenções e as oportunidades de aprendizado.

Aos presentes na play de 14 a 16 de outubro de 2011, meu muito obrigada nesta abertura de post especiais sobre o evento. Aos ausentes, meu sentimento de ausência e minha saudade...