Mostrando postagens com marcador poema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poema. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O que eu quero de ti, alma submissa?

Quero o teu eu, absorto na minha luxúria, compreendendo que não nasci para rótulos e que toda a minha beleza reside na ousadia em ser eu mesma...



Ser tão liberta que possa me permitir o máximo do prazer em me aprisionar em teus braços e em teus carinhos, sem temer um novo nascer do sol. Porque não importa se o amanhã será de passos ladeados; importa que o hoje foi de passos intensos, cúmplices...

Portanto, alma minha, entrega teu corpo aos meus caprichos e teu coração aos meus cuidados, e de ti só restará a satisfação de ter sido usado pela tua Dona, tua Rainha, tua Soberana - aquela que realmente sabe o que tu desejas, ainda antes que tu mesmo o saibas!!!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Beijo roubado

Ela amava João. Mas João ainda não a amava. Mesmo assim, eles tinham um porém, misto de reticências, dores e prazeres. João negou o beijo e o afago. Ela, impertinente, procurou na madrugada o consolo para a rejeição.

Maria era bonita, doce, pervertida. Ela não amava Maria, mas a conhecia muito bem.

Pedro era um garoto bonito, descolado. Pedro não a conhecia, mas sabia de Maria todas as noites.

E naquele pequeno espaço de veludos azulados, Maria amou a menina por um instante, quase o mesmo em que Pedro roubou seu beijo... seus beijos, seus afagos. Então ela que amava João, foi amada por Maria e beijada por Pedro.

E beijo roubado é mais doce do que pirulito açucarado... Amor adoçado é elogio-curativo em coração adormecido.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Swinburne


All thine the new wine of desire
The fruit of four lips as they clung
Till the hair and the eyelids took fire;
The fan of a serpentine tongue,
The froth of the serpents of pleasure.
More salt than the foam of the sea,
Now felt as a flame, not at leisure
As wine-shed for me!

They were purple of rainment, and golden,
Filled full of thee, fiery with wine,
Thy lovers, in haunts unbeholden,
In marvellous chambers of thine.
They are fled and their footprints escape us
Who appraise thee, adore, and abstain,
O daughter of Death and Priamus!
Our Lady of Pain.