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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ode à ausência



Esta play de outubro foi bastante marcante para mim por alguns motivos pontuais, os quais pretendo descrever em posts separados. Tenho muito a dizer... sobretudo a mim mesma. São análises que ainda permanecem fervendo na mente. E decidi, então, começar pelas ausências.

Algumas pessoas foram sentidas na presença e outras na ausência. A mim, especificamente, foram cruciais as ausências dos meus irmãos Cosmo_Vain e Parallax. O primeiro porque é meu cúmplice dentro e fora do BDSM e sua energia é quase vital para mim; o segundo, porque é o Imperador do grupo. E como fica uma Imperatriz sem o Imperador?

Também senti muita falta da Jeh, a sub mais completa que já conheci na vida e uma pessoa que prezo na essência; do bousfieldy, o bottom mais bottom do grupo e o vencedor do troféu ‘guerreiro play julho 2011’; da MistressAmanda, minha sister afastada cuja autoridade está no olhar e ética está em cada gesto e palavra; e do meu mestre bondagista ACM que, por problemas pessoais, não pode comparecer. Dele nem me atrevo a dizer nada agora porque seria tudo redundante ou simples demais diante de tanto talento, generosidade e sabedoria.

A dança das cadeiras rodou e é lindo ver a vida girando e se acomodando conforme as boas intenções e as oportunidades de aprendizado.

Aos presentes na play de 14 a 16 de outubro de 2011, meu muito obrigada nesta abertura de post especiais sobre o evento. Aos ausentes, meu sentimento de ausência e minha saudade...


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sorvete de creme


Ela queria um sorvete com calda de chocolate e bastante chantilly, bem ao estilo colegial. Talvez sua pureza a denunciasse nos pequenos gestos como o gosto pela sobremesa de infância.
O estranho é que ele adorava aquele sorvete, mas para contrariá-la ou reforçar suas rédeas, resolveu pedir a taça com maçãs cozidas. Engraçado. Em anos jamais o ouvi mencionar maçãs cozidas como um gosto particular. Enfim...
A dominação tem dessas coisas. Há que se fazer contrariedades aos submetidos pelo desprazer da liberdade. Estranho. Eu jamais pensei que cercear fosse sinônimo de dominar, mas há quem discorde de mim e esse coro ganhou a força de alguém especial aos meus olhos e ao meu coração. Respeito. Ponto.

Nas colheradas lentas daquele sorvete pude observar como sou marciana diante deste mundo bedeessemista. Eu apreciei o meu sorvete ao lado de Cosmo, porque a ele não devo nada além do olhar cúmplice. E nem sei bem se a palavra é dever, só sei que o aprendizado é ao mesmo tempo belo e reflexivo.
Não se trata de crítica. Trata-se de observação de algo em que já estive submersa e que hoje me causa espanto quando vejo tão cruamente diante de mim. Talvez porque ao contrário dele, eu jamais planejei nada. Fui sempre impulsiva, improvisada, visceral. E talvez esteja aí o brilho dos olhos que eu senti falta, embora a beleza mesmo assim esteja radiante.
Sabes que te amo, né?

* Este texto é um pequeno mimo ao meu babyboy JonJon e sua CherryLips