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domingo, 2 de setembro de 2012

Vulgaridades

ENSAIO DESPRETENSIOSO SOBRE UM CONTO DE FADAS BDSM*



Estava quase mudando o título deste post quando me veio a idéia de procurar no dicionário o significado da palavra ‘vulgarizar’: tornar muito conhecido, divulgar, propagar. Portanto, o título é perfeito para minha linha de raciocínio.

Tempos atrás eu publiquei um texto sobre a construção do imaginário. Comentei como naturalmente criamos mitos em cima de pessoas que só conhecemos virtualmente ou com alguma distância em evento e festas, fetichistas ou não.

Recentemente comprei o livro 50 Tons de Cinza. Aliás, confesso, comprei logo toda a trilogia mesmo sabendo que os dois outros livros demorariam alguns meses para chegar. Comprei de teimosa, porque a maior parte dos meus amigos já torceu o nariz de cara para a sinopse. Assisti a alguns vídeos e fiquei apavorada quando a estória foi comparada a Crepúsculo – que não é exatamente o tipo de literatura que curto. Resumindo, pelas previsões, tinha tudo para odiar o livro e ter jogado meu rico dinheirinho no lixo.

Porém, surpresa! Eu amei o livro. Li em menos de dois dias as mais de 500 páginas do volume, ansiosa para que chegue o segundo, previsto para o mês que vem. E em meio a tantas críticas e o massacre da autora, resolvi escrever sobre o dito cujo com o pouco de autoridade que minha paixão por livros e meus anos de BDSM me conferem.

Analisemos os fatos. O livro foi escrito por uma mulher para mulheres LEIGAS. O livro tem uma narrativa bem construída, que cumpre perfeitamente aquela vontade louca de devorar uma página atrás da outra. O livro tem romance de forma pouco piegas e nada convencional. O livro mexe com a fantasia de toda mulher – ter em algum momento da vida um homem lindo, que a proteja e por que não rico?

Logo, o sucesso seria fatal. Se a senhora Erika Leonard James queria polêmica, ela conseguiu com elementos simples de acordo com os conceitos mais banais da psicologia social. Considerada uma das personalidades mais marcantes e influentes da Inglaterra contemporânea, a autora pisou num terreno sedento por aceitação. Por mais bem resolvidos que nós os fetichistas e / ou sadomasoquistas sejamos, sabemos que a marginalidade é a nossa praia e isso nem chega a incomodar alguns; mas perturba a muitos.

Li num comentário de um amigo que Cinquenta Tons de Cinza é uma trilogia como Sabrina ou Júlia, ou qualquer romance água com açúcar que recheou os sonhos das meninas-moças das décadas de 60, 70, 80 e 90. Sim, concordo. E eu adorava aqueles romances.

Raramente entro em discussões acaloradas nas redes sociais porque penso que após dois ou três trechos o argumento dá lugar à vaidade numa disputa sedenta pela razão. Prefiro ficar lendo e refletindo. Porém, a reflexão central do sucesso de 50 Tons para mim passa por uma questão importante: por que o diferente precisa ser denso? Ou melhor, por que a leveza de um romance não pode habitar estórias fetichistas ou SM?

Partindo do pressuposto que a literatura, assim como o teatro, o cinema e as artes em geral devem nos levar a mundos distintos por meio do lúdico, do prazer, do novo, do inusitado, da provocação e até do incômodo, qual o grande ‘erro’ de 50 Tons para estar sendo tão criticado pelo público SM? Será que é medo de que muita gente queira de fato conhecer esse mundo perverso, mundano e luxurioso e nos perturbe a paz com suas perguntas ingênuas ou descabidas? Ora, senhores, e isso já não acontece com freqüência mesmo antes destes fenômenos literários que tiraram a poeira das prateleiras de Sade e Bataille?

Mulheres buscando um príncipe encantado, de chicote ou cavalo, sempre vão existir. Aliás, elas estão aos montes no FetLife e em todas as redes sociais, muitas vezes disfarçadas em peles costuradas em letras muito bem escritas, ideologias requentadas e frases de efeito reconstruídas.



Tons indigestos


Ok, o livro é ingênuo para um praticante SM. Concordo. Até porque talvez até eu virasse sub “Alice” se um Christian Gray me aparecesse pelo caminho...rs

O que temos na vida real é bem mais cru esteticamente e na prática! Não há quartos da dor, tampouco concessões contratuais naquele nível. Eu pelo menos nunca soube de nada parecido.

Talvez uma impressão mais próxima da realidade, igualmente despertando emoções, só que de forma mais crível para a mente de um sadomasoquista, está contida no livro Amsterdã SM, do professor Antonio Vicente Seraphim Pietroforte. Na trama - que uns dizem ser autobiográfica - o autor narra as bizarrices da capital do submundo numa perspectiva fetichista. As sensações inquietantes e indigestas nos fazem viajar pelas cenas da capital holandesa. Não a toa é considerada a melhor novela erótica sobre o tema escrita em português.

#ficaadica



Tons inversos


E o que seria a relação Anastacia Steel e Christian Gray real?

Em primeiro lugar, o livro me despertou lembranças, emoções inquietantes e nostálgicas pelas quais me senti confortada em perceber suas existências. Emoções relativas a submissos e dominadores com os quais tive relacionamento. Logo, se as emoções existiram, é porque existe um vínculo do devaneio da autora com as reais práticas BDSM.

O vínculo maior, para mim, foi a inquietação que uma pessoa sente ao entrar neste mundo. A sensação de ser diferente, lasciva de forma insana. Não é rebeldia; é a transgressão de si mesmo. E esta sensação está impregnada nas páginas de 50 Tons, sobretudo na personagem de Anastasia, a submissa.

Outro ponto fundamental que acho similar ao real é como a submissa conduz verdadeiramente a relação. Uma fala de Gray mais ou menos no meio do livro chega a declarar essa premissa com todas as letras. Eis uma ‘verdade’ polêmica da qual sempre falei em textos e conversas. O poder do submisso é muito grande e está na sua satisfação muitas das posturas do dominador. Com a desculpa de agradar ao dono ou dona, o submisso ou submissa se submete a certas transgressões, mas na verdade testa os limites e o poder de quem está acima no chicote, exigindo disciplina, equilíbrio e estudo freqüentes, além de uma sensibilidade e responsabilidade de que pouco se fala neste universo.

Por fim, apesar de ser um livro com poucas entrelinhas – tudo passa a ser muito explícito logo na terceira página -, há algo de revelador nas tentações movidas pelo marketing de prateleira. A dominação psicológica sempre terá mais valor do que qualquer prática ou mesmo teatro SM. E se E.L. James bebeu ou não bebeu da fonte (ela nega em entrevista recente concedida à Revista Veja), só ela mesma para explicar os agradecimentos prévios do livro. Para mim, fica claro que sim. Ela dá detalhes demais para alguém que apenas imaginou um cenário sadomaso. E sabemos muito bem que quando se trata do Lado B de cada um, tudo é muito relativo. Agatha Christie que o diga...

* Texto originalmente publicado no portal iFetiche


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Parábola do inverso



- “Quantas vezes já te disse que morra?”
                Todos os dias era assim que ela respondia aos apelos do pobre rapaz insistente, sedento por uma migalha de atenção da rainha de seus sonhos. Redes sociais, sms, e-mails e até cartas ele arriscou usar para ter uma única chance com aquele poço de arrogância que despertava tanta repulsa na maioria das pessoas.


                Permitam-me apresentá-la antes dos pormenores. Natasha era estranha. Não havia melhor palavra para ela. Apesar dos traços suaves vindos da descendência europeia em harmonia com a herança cigana, vestia-se de forma inadequada para uma professora. Os cabelos mudavam de cor frequentemente, assim como as unhas que ostentavam as cores mais bizarras que poderiam existir.

                Em meio à maquiagem e aos acessórios exóticos, Natasha tentava esconder o lado negro da sua natureza. Desde cedo, seu maior prazer era provocar a dor. Não a dor física – esta lhe provocava a graça -, mas a dor moral. Nada lhe fazia mais plena do que trazer à tona os maiores flagelos da alma de quem se submetia aos seus caprichos.

                Era sempre a mesma ladainha. No início, buscavam o chicote e a adoração. Ela aceitava quase piedosa, com alta dose de generosidade. Chegava a ter candura nos olhos. Aos poucos, quando ganhava terreno, tomava conta da alma submissa das suas vítimas. Os flagelos eram muitos; variavam da sensação de impotência à vitimização extrema. Os que antes eram belos homens se tornavam verdadeiros trapos dependentes dos seus carinhos e dos seus conselhos.

                Até que um dia aquele servo que tanto implorava por uma chance de se acorrentar ao inusitado parou de procurá-la. Tão acostumada que estava com os galanteios e insistências, Natasha estranhou. Logo ela, que carregava no nome o código gélido de quem não admite ser interrompida em suas intenções, ainda que aparentemente disfarçadas de recusas. Natashas já são críticas por demais com si mesmas e com os outros...

                Estranhou. Talvez ela nem fosse tão estranha, mas os outros lhe 'pintavam' assim. Passou a olhar diariamente os mesmos locais onde ele costumava deixar suas súplicas. Não mais apareceu. Nem uma palavra. Nenhum “Senhora”, “Rainha” ou Deusa”. Muito menos um “por favor”. Passaram-se algumas semanas e ela já estava perdendo a noção das suas rédeas com os demais, aflita por alguém desistir dela sem mesmo tocá-la.

                Quando reapareceu, já ousava chamá-la por Natasha. Tornou-se um espelho de suas fragilidades. Cada vez que ela lia “Natasha” sem a presença do símbolo mor da “Rainha”, seu sangue gelava; os argumentos eram perdidos; o autocontrole se esvaia sem muitas explicações.

                E sucessivamente a conversa amadureceu despindo o ego da provocação; dando lugar ao profundo, onde não mais residia o prazer. E quem se machucava agora era ela, num ímpeto de masoquismo antes adormecido. Para sobreviver, ela passou a reencontrar velhos caminhos, na esperança de ver novamente o semblante de Rainha no espelho da emoção.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sorvete de creme


Ela queria um sorvete com calda de chocolate e bastante chantilly, bem ao estilo colegial. Talvez sua pureza a denunciasse nos pequenos gestos como o gosto pela sobremesa de infância.
O estranho é que ele adorava aquele sorvete, mas para contrariá-la ou reforçar suas rédeas, resolveu pedir a taça com maçãs cozidas. Engraçado. Em anos jamais o ouvi mencionar maçãs cozidas como um gosto particular. Enfim...
A dominação tem dessas coisas. Há que se fazer contrariedades aos submetidos pelo desprazer da liberdade. Estranho. Eu jamais pensei que cercear fosse sinônimo de dominar, mas há quem discorde de mim e esse coro ganhou a força de alguém especial aos meus olhos e ao meu coração. Respeito. Ponto.

Nas colheradas lentas daquele sorvete pude observar como sou marciana diante deste mundo bedeessemista. Eu apreciei o meu sorvete ao lado de Cosmo, porque a ele não devo nada além do olhar cúmplice. E nem sei bem se a palavra é dever, só sei que o aprendizado é ao mesmo tempo belo e reflexivo.
Não se trata de crítica. Trata-se de observação de algo em que já estive submersa e que hoje me causa espanto quando vejo tão cruamente diante de mim. Talvez porque ao contrário dele, eu jamais planejei nada. Fui sempre impulsiva, improvisada, visceral. E talvez esteja aí o brilho dos olhos que eu senti falta, embora a beleza mesmo assim esteja radiante.
Sabes que te amo, né?

* Este texto é um pequeno mimo ao meu babyboy JonJon e sua CherryLips

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Relaxando em meus braços

Há algum tempo venho estudando hipnose. Sempre achei algo interessante e uma vez até me submeti a uma sessão em Brasília sob a supervisão de um profissional.

O interesse pela hipnose erótica começou como uma curiosidade do meu Monstrinho no início do nosso relacionamento. Passei a devorar tudo que encontrava sobre o tema e até um curso de técnicas básicas fiz. O que sempre dificultou a prática entre nós é que a hipnose exige testes e tempo. Geralmente não dispomos de muito tempo e acabávamos por matar as saudades de outra forma. Por outro lado, com os outros submissos com quem me relacionei neste ano, não houve afinidade o suficiente para que eu me aventurasse a testar meus dotes de hipnodomme.

A primeira tentativa com MZ foi um desastre. Havia gravado alguns trechos, com direito a trilha celta e tudo, para usar na segunda parte do teste. Porém, não consegui fazê-lo relaxar e ainda por cima a ereção que ele manifestou logo nos primeiros minutos fizeram com que minha concentração fosse por água abaixo. Ok, não podemos acertar sempre de primeira, né... Mas minha natureza é insistente. Enquanto não esgoto as possibilidades de sucesso, não desisto!

Estava planejando como faria para testar novamente, sem muitas perspectivas. Na última sexta em que meu Monstrinho esteve aqui eu realmente não pretendia hipnotizá-lo. Mais uma vez ele não ficaria muito tempo e eu queria aproveitar para experimentar um novo "desenho" de bondage. Porém, a certa altura da noite, senti vontade de colocá-lo no meu colo; nem sei se por impulso de cuidar da sissy ou de realmente fazê-lo relaxar. Foi um momento especial entre nós porque foi muito além do bdsm... foi um momento onde os sentimentos afloraram!

E quem já me conhece um pouco sabe o quanto sou romântica na mesma medida em que sou safada...

Fui falando baixinho no seu ouvido enquanto manipulava algumas partes do seu corpo, alguns pequenos prendedores, intercalando com um lento cafuné. Ele fechou os olhos e fui dando alguns comandos. Percebi que estava cada vez mais relaxado e que, naturalmente, respondia fisicamente aos meus desejos sussurrados. Eu mesma me abismei com a pronfudidade que consegui obter por meio dos meus comandos despretenciosamente hipnóticos. Talvez por isso não tenha ficado muito tempo e o chamei. Tive que dizer três vezes seu nome verdadeiro para que voltasse a si, todo cheio de sorrisos, com os olhinhos verdes brilhando pra mim.


Sim, naquele momento fui mais Rainha do que normalmente sou; rainha porque consegui levá-lo, pelas minhas mãos, a lugares que ambos desconhecemos, mas que com certeza são prazerosos; rainha porque alcancei a plenitude da dominação, ainda que por alguns momentos; rainha porque sei que podemos progredir e realmente alcançar sensações ainda inimagináveis; rainha porque finalmente consegui abrir a porta de um novo fetiche.

Reviso, portanto, um texto anterior meu onde afirmo que um orgasmo simultâneo brinda um momento de afinidade absoluta entre domme e sub. Ainda concordo com isso; mas o que vivemos naquela madrugada prova que há meios de conseguir uma afinidade transcendente, que ultrapassa os limites do bdsm e consagra o amor e o respeito entre dois seres que se permitem o hedonismo!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O diferente


Quando tentamos algo diferente do habitual, há que ser ousada e persistente. As pessoas são distintas em suas formas de agir e, sobretudo, em suas exigências. Penso que mulheres naturalmente exigem mais, seja atenção, seja dedicação. Porém, homens nos sugam toda a paciência para que evitemos confrontos pelo modo simplista, muitas vezes egoísta de pensar e agir.

Mas há coisa mais linda nesse mundo do que pessoas? Cada traço, cada emoção, cada rosto, cada capacidade de superação e as surpresas que brotam da CONVIVÊNCIA.

Estou num novo desafio. Tenho muita vontade de fazer as coisas progredirem; por mim, por ele e por ela...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Comparações limitadas


Ele não podia sentir nada além de aromas. Ouvia passos estalados pelo salto das botas no taco antigo. Vez em quando sentia o calor do corpo dEla mais próximo ao seu; bocas que se encontravam.

Vendado, amarrado, deitado e calado. Assim era o próprio objeto de prazer. O tempo havia dilatado o máximo do limite administrável. Logo, o castigo seria multiplicado pelo número de dias que excediam a sua saudade. Muitos sonhos a realizar, três planos a seguir.

Ela o observava sem pressa, como quem se perde no devaneio da paixão. Contemplando seu escravo mais caro, arquitetava as ações seguintes, equilibrando a ansiedade e a prática. Deitou-se sobre ele para que sentisse o peso de seu corpo. Acariciou e beijou cada parte do seu objeto precioso.

Abriu suas pernas e lhe ofereceu o sexo como prêmio por ser tão sádico enquanto submisso. Aquela língua sem controle que a faz perder todos os sentidos... Enquanto se deliciava, contava a ele sua última experiência, dizendo que havia transado com outro masoquista pensando na língua em questão. Agarrou seu membro com força

- Sabe, Monstrinho, eu permiti que aquele projeto de submisso me comesse apenas pelo prazer da comparação.

Ele só podia gemer. Mesmo vendado, tinha certeza do olhar que naquele momento se formava com as palavras e o aumento da excitação...

- Depois que bati bastante nele, subi sobre seu corpo assim como estou fazendo agora contigo. Ele se esforçou muito para me dar prazer, mas nada se compara ao músculo mais forte da ti que me pertence

Com um gemido mais longo, ele quis concordar.

- Depois que ele me fez gozar (sim, porque ele conseguiu), sentei sobre seu pau e me movimentei com toda graça que sei. Quis que ele provasse do verdadeiro pompoarismo para que me tenha como meta de prazer absoluto sempre. Assim como a vaidade está para a devassidão, senti o quanto prefiro o teu pau nas minhas entranhas.

Agora ela sabia que havia mexido com os seus brios. Misto de provocação, ciúme, possessão e satisfação por se sentir literalmente "fodástico", aumentou o ritmo das lambidas e a Rainha se sentiu a máxima majestade sobre seu trono!

Um gozo lascivo e abundante inundou a boca do seu querido. Um tanto lânguida, quis continuar o treinamento psicológico. Apenas deslocou seu tronco para trás e abocanhou seu membro com o sexo ainda pulsante, enxarcado de tesão.

- Aí, cada vez que eu apertava seu pau ASSIM com minha buceta, ele se contorcia. E eu só pensava em como teus quadris mexem melhor, vadia! Nada como cavalgar em ti... Quero gozar te olhando, vendo teu sorriso malicioso me adorando...
- Minha Rainha pare senão não consigo me controlar
- E quem te disse que quero teu controle? Quem tem controle aqui sou eu! Vai, me inunda com vontade! Mostra quanto de saudades tu guardavas pra mim

Derrotado pela volúpia, ele cedeu aos apelos da dona e gozou de forma intensa, abundante. Ela, inebriada pelo resultado da sua vadiagem, repetiu o êxtase, misturando seu orgamo ao dele.

Os olhos foram libertos para que contemplassem o júbilo do laço sadomasoquista. Porém, as cordas só seriam soltas bem mais tarde...