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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Oferta de sonhos

Sempre pensei que os sonhos são nosso maior combustível de movimento. Só acreditamos, construímos, modificamos, lutamos, perseveramos e mudamos porque sonhamos. E como amo de paixão a semiótica, não poderia me furtar de apresentar nossas (minhas e do meu querido Kurumin) últimas fotos como signos de transformação.

Nos conhecemos sem grandes expectativas. Ele como sub e eu como domme, na época pensando estar aposentada. A energia e a troca foram boas. Viramos amigos. Ok, sempre amigos coloridos. Nunca passamos mais de três semanas sem nos tocarmos, fosse um beijo, fosse um arreto dentro do carro, fosse uma boa transa.

A dúvida acerca dos sentimentos estava mais na mente dele do que na minha. Na verdade, sempre soube que seria meu par, no mais amplo sentido da palavra. E não era porque me aquecia o coração e os lençóis; mas porque sentia que nossas energias eram complementares.

Quando decidimos assumir o namoro, ainda havia alguma coisa pendente na nossa trajetória. Nem nós mesmos sabíamos do que se tratava, até descobrirmos que o que realmente queríamos era nos tornarmos também domme e submisso de maneira permanente.

E como diz meu amigo e brother de BDSM, Parallax, ainda estou experimentando essa sensação, mas confesso ser um sonho realizado. E na simbologia deste sonho, nada melhor que a ideia dele de me trazer sonhos de padaria para que os pisasse, num dos fetiches que mais nos dá prazer: o crushing.


Ofereço-te meus sonhos em troca dos teus, para que sejamos plenitude no fetiche, no prazer e no amor!

domingo, 25 de outubro de 2009

A oportunidade e a honra

Oportunidade é algo que nem sempre acontece duas vezes na vida. Aquela conquista, aquele emprego dos sonhos, aquela pessoa fantástica, aquele momento inesquecível, aquele fetiche... quantas pessoas infelizmente perdem a oportunidade de viver esses momentos? As justificativas sempre são abundantes: "estou ocupado, não tenho tempo, tenho medo, não sei se é isso que quero realmente, vamos deixar pra próxima, estou sem dinheiro, não tenho coragem"... e por aí vai o estoque de desculpas.

Porém, queridos, a vida só é desfrutada plenamente por quem se permite vivê-la, ousa, enfrenta, corre riscos, acredita e não protela.

Acho que um ensinamento que aprendi muito cedo na vida foi o de me arrepender pelo que fiz e nunca pelo que não fiz. Odeios os "se" que as pessoas colocam nas suas vidas. E no BDSM não seria diferente. Lamentavelmente o que vemos por aí é um bando de submissos sedentos por ser dominados, porém covardes demais para enfrentar o que ainda desconhecem na prática, covardes demais para a entrega. Alguns até têm repertório (coisa que considero básica para confiar minha coleira), mas não têm suficiente ousadia para levar a brincadeira adiante. Para estas pessoas, mesmo a condição financeira ideal, a falta de compromisso matrimonial e a HONRA de uma domme como eu estar disposta a dominá-los não é o suficiente simplesmente porque o problema não está comigo, nem em outras dommes, nem no BDSM. O problema está neles e tem nome: covardia!

Estes dias li uma frase muito interessante no blog Sexo Verbal. É sobre ousadia, sexo e amor. "O sexo é democrático: é para preto, puta, pobre, alemão, rico, asiático, anão... Já o amor impõe uma simples condição: só os corajosos!"

Da mesma forma, o BDSM só pode ser vivido, em sua plenitude, com coragem e maturidade. Implica riscos, como todo relacionamento humano, mas traz muito prazer a quem se permite. Não deixa de ser uma relação de amor porque pressupõe cumplicidade, confiança, consensualidade, treinamento, entrega, carinho e muitas vezes paixão e amizade. Portanto, queridos covardes, afastem-se de mim. Sou mulher para quem tem culhões; sou domme para quem se banca!

"Eu penso na deusa do amor, descida do Olimpo, indo ao encontro de um homem mortal, tremendo de frio nesta terra moderna, e procurando aquecer o corpo augusto em uma pele grande e pesada, os pés do regaço do amado; penso no escolhido de uma forma despódica, que quando se cansa de fustigar o seu escravo se põe a beijá-lo – é que por ele tanto mais é amada quanto mais o espezinha [...]" (Sacher-Masoch)