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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

20 anos de BDSM do meu mestre ACM

Em novembro passado, meu mestre ACM completou 20 anos de BDSM e eu publiquei no Fetlife um texto que agora reproduzo aqui:


"Quando a gente entra num mundo novo onde, embora curiosos e sedentos, nos sentimos inseguros, perdidos, quase desesperados por alguém que nos norteie, a figura do mestre, do mentor, do guia cumpre a função de um anjo de guarda, adestrando inclusive nossa percepção para separar o joio do trigo.
Para mim esse mestre atende pelas letras ACM. E hoje escrevo para falar dos 20 anos de BDSM no Brasil dessa figura que habita o imaginário de muitas pessoas no meio, antigas ou recém praticantes, e que encanta a todos que o conhecem melhor.
         E eu não poderia deixar de fazer um breve histórico do seu contato com esse lado underground da vida de cada um de nós. Lá pelos idos de 1990, Antonio, como eu gosto de chamá-lo, foi viver na Holanda, onde permaneceu por quase três anos. Uma das cidades mais liberais do mundo, Amsterdã, ofereceu muito ao Antonio em termos de aprendizado e vivências BDSM.
         De volta ao Brasil, em 1993 começou a participar das primeiras tentativas de se criar um grupo de estudos com temática BDSM. Como estava conhecendo algumas pessoas do meio, como Barbara Reine e os demais membros do grupo Nós SoMos, o entrosamento foi fácil e ele pode contribuir com suas vivências na Holanda.
O grupo Nós SoMos virou, então, um provedor de internet e se transformou em SoMos. Ao mesmo tempo, na organização de munchs e encontros sociais, idealizou o grupo BDSMer's que passou a realizar encontros semanais no Bar America de São Paulo ainda na década de 1990.
E como se não bastasse, ainda realizou workshops de bondage para o SoMos, participou das plays parties mais famosas e da inauguração do Clube Valhala no começo dos anos 2000. Na Cidade Maravilhosa, sua terra natal, ajudou a criar o grupo BDSM Rio.
         Desde 1997, filmou para a Harmoby Concepts como produtor independente até criar o site e produtora Bound Brazil em 2008, sendo agraciado com a premiação de terceiro melhor bondagista do mundo em 2012 por voto popular, entre outros prêmios que a produtora recebeu ao longo dos seus cinco anos de existência.
Enfim, isso só mostra parte da história deste homem repleto de experiências e testemunhos de todos os tipos aqui e fora do Brasil, no BDSM, no fetiche e fora deles. Um homem admirável, de caráter e condutas ilibados, com senso de humor refinado e cultura ímpar. Um amigo simples e prestativo; um mestre generoso; um bondagista de primeira linha; um encantador das palavras; um profundo conhecedor das artes bedessemistas, do fetiche e da alma humana; um cara pra lá de especial. A ti, amigo Antonio, Mestre ACM, meu muito obrigada por tanto, por tudo. Que sejam mais muitos anos de práticas onde possamos beber um pouco dessa tua fonte inesgotável de conhecimento, carinho e amizade.
Um beijo da discípula, amiga e admiradora Letícia - Lady Vulgata"


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Concessão macabra

Uma noite escura. O brilho da lua foi roubado por alguma das aves de rapina que sobrevoavam aquele bosque. Andávamos em silêncio por entre as árvores; parecíamos conhecer o caminho aberto na relva. Não era claro onde estávamos indo nem mesmo o porquê.

Estava vestida com um corset negro, feito de um tecido pesado, com apliques que lembram um voal. Calça colada e uma saia estranha por cima. Botas de cano longo, maquiagem pesada, cabelos lisos e soltos em estilo gótico. Ele vestia calça e camisetas cor de chumbo, botas punk e uma longa capa preta por cima. Os cabelos também estavam soltos e voavam ao toque da brisa da noite.

De vez em quando erguíamos o rosto e nos olhávamos embebidos numa malícia macabra. Certa hora uma árvore frondosa se interpos em nosso caminho. O tronco era largo o suficiente para suportar um corpo em sua base. E como nos sonhos não há muita explicação para o que surge de repente, muitas cordas apareceram nas mãos dele. Lentamente encostei na árvore e ele me amarrou a ela. Os laços marcavam as minhas carnes, aflorando uma lascívia carregada de pesar.

Quando terminou sua arte, baixou minha saia e a calça, tirou as suas próprias e me possuiu, não tirando os olhos dos meus por nenhum instante. O ritmo da respiração era a música rasgando o silêncio da floresta.

...

Exaustos, sabíamos que era imperioso prosseguir, ainda que nossos corpos quisessem permanecer ali embriagados no prazer; me soltou e me refiz, enquanto ele mesmo se recompos.

Seguimos o caminho e um clarão se fez a frente do bosque. Um barulho de água foi quebrando o silêncio e aos poucos um sorriso invadiu meus lábios. Carregava uma espécie de coleira numa das mãos e na outra um chicote de couro. Novamente o olhar que nos convidava ao instinto nos fez interromper a caminhada. Era uma linda queda d'água, naquele momento prateada pela lua baixa que refletia na margem.

Pus a coleira nele e o mandei que se abaixasse em posição de reverência. Sem muitas palavras ele o fez aguardando o açoite. Foram muitos e sonoros, embora nenhuma vez ele tenha reclamado ou mesmo gemido; apenas erguia os olhos quando me cansava.

Achei que era o suficiente. Fiz com que se erguesse e me tomasse nos braços. O momento de concessão que só o prazer nos impõe...

Sem nenhuma julgamento ou censura, seguimos até o castelo que, no meu sonho, representa a nossa vida real. Trabalho, família, compromissos, tudo que sustenta e permite que vivamos o que realmente queremos e o que é latente nos nossos corações. E quem dera pudéssemos permanecer neste caminho por mais tempo além dos sonhos...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Duas Rainhas

Chovia na Ilha. Passava das 23h quando eles estacionaram embaixo do meu prédio, como combinado. Desci com minha bolsa preparada e ele já me esperava com a porta aberta, mesmo em meio aos pingos incessantes, para mostrar sua primeira função bem desempenhada: a de motorista.

Ela já estava lá, linda como sempre, com aquele olhar imponente de quem conduz sua peça com disciplina e carinho. Engraçado como desde o início "bati" com a energia da Poderosa. Ela é uma moça bonita, é verdade, mas não é por isso. Acho que temos pensamentos parecidos sobre submissão e sobre amor. Enfim...

Voltando...

Ele dirigiu até o motel enquanto nós duas conversávamos sobre submissão, dominação, sadismo, masoquismo e aleatoriedades. Chegando lá, o quarto nos surpreendeu. Decoração envolvente, com predominância do preto e uma bela mesa onde pude espalhar meus acessórios.

Os olhos do moço brilhavam a cada "coisinha nova" que eu tirava da bolsa. O que Ela não conhecia, eu apresentava e dava uma breve explicação de como usar.


Mandamos que ficasse só de calcinha e plug - que Ela fez com que ele usasse desde a saída de casa. O pus deitado na cama, prendi seus tornozelos e seus pulsos com uma demonstração modesta de bondage. Dei o flog para ela e fiquei com o meu vermelinho velho de guerra. Vendei seus olhos para que aprenciasse a sensação de ser dominado por duas Rainhas. O moço é bom mesmo. Aguentou uma boa sessão de spanking moderado e bastante cêra quente nas costas e na bunda. Nem precisei amordaçá-lo porque ele mordia os lençóis - já que havia avisado que não queria gritos nem reclamações...

Cansamos de brincar assim. Ordenamos que vestisse a roupa de vadia, com direito a espartilho e meias 7/8. É certo que para mim faltava algo no visual. Ok ok, os cabelos compridos do meu Monstrinho sempre me fazem falta, mas estava disposta a curtir a cena da melhor forma possível.

Tirei a saia e vesti meu strap-ons. Poderosa me ajudou a escolher o dildo e optamos pelo intermediário. Não tirei as botas pois sabia do fetiche do moço por saltos e vinil. Ordenei que ficasse de quatro e empinasse a bunda. Ele, muito obediente, colocou aquele corpão de atleta ao meu dispor. Bela cena, belas pernas, belo rabo ele tem. Estava uma vadia perfeita e a Poderosa se deliciava com a cena, dava uns tapas e batia fotos.

Achei que aquela bunda era deliciosa demais para que eu a comesse numa só posição. Deitei de costas na cama e mandei que sentasse no "meu pau".

- Rebola, sua putinha! - Dizia Ela
- Vai, mostra que tu estás adorando dar o cu pra mim. - Dizia eu

Ele obedecia, como todo bom cachorrinho que se preza. Para brindar a cena, mandei que gozasse nas minhas botas e que lambesse tudo depois.

- Tá quentinho? Limpe bem as botas da Vulgata, hein! Ordenou a Poderosa.

Eu tinha alguns outros planos, mas Ela estava impedida. Mesmo assim, foi uma sessão cheia de tesão, muito interessante, brindando nossa afinidade e nossa amizade, com aprendizado mútuo. Agora, o próximo a ter essa honra, é o meu Monstrinho. ;-)

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A Midwinter Night's Dream***

I arrived at my Mistress place and all of my feelings where touched by that pleasant atmosphere. It was inviting enough for wishing a hole life standing there close to my owner. She informed me all the instructions for the night as I entered her garçoniere."-I'm going to set you ready as I'm used to doing. I'm going to leave you alone as long as I want it. I need to take a refreshing shower and latter some delicious meal for dinner. Be polite!, Do not disturb my silence! I want you thinking about how good is this pleasure I offer you!

I was left there naked! My mouth was muted by a silver tape forcing my words inwards. My
silence was enhanced when she inserted those ear protectors due to leave me in contact with the thoughts inside my desire. My Mistress bandaged my head keeping my eyes totally in the dark. Without further words she left.

I was getting blue for feeling nothing but the cold floor under my empty butt. What a sad sadness! I love to be left tied, immobilized for hours and senseless. How I wonder she had tied me, plugged me in! Sad!

Suddenly I felt her hands on my butt cheeks inserting me a toy. My legs were bent to wear some panties. I heard her voice saying "-That makes you more comfortable!".



I was getting excited then I heard a new age song. Calm, soft... my time was coming.

The song was not clear anymore! My Mistress surprised me with her voice, close to my head. I couldn't feel her next to me but her voice. Maybe she was far from me, speaking with her red lips into the microphone.

I got the clue! It was a relaxing game. She was telling me to breath slowly, release the strength I had on my muscles. I was already relaxed with the voice of Her. Everything was perfect! I was constantly ordered not to move my arms and legs.

She told me to feel the scent of patchouli and it was getting stronger! It seemed to be within my nose. I was getting confused! I couldn't tell if my feelings were real or just my mind surrounded by desire.

This feeling play was getting more exciting as I felt a hand pressing my nipples and taking off my panties on my knees. I was confused, and the voice in my brain was telling me lots of nasty words. I was hot! My cock was hard as I've never felt it before.

The tape (as I presume) told me to feel the soft texture of her mouth sliding along my cock. I would love to never stop that feeling. I was put in a trance. I tried hard to move my body but I was immobilized, not with ropes but with my mind. I couldn't move my legs and arms. The voice was there saying what to feel. I was exposed to those words that my body and mind were under control.

I lost the track of reality among those feelings, words and senseless members.

Everything was precisely synchronized that I couldn't notice if I had lost my sanity or not. The voice of my Mistress told me to cum and my cock obeyed! Then I was told to relax and be in silence. It was so confusing, wonderful and inebriating. I was sure my arms and legs where there but I cummed immobilized.

I was relaxed! The voice told me my Mistress was unhappy that she could be healed punishing me. My mind started another cruising trough words and feelings. I was told to imagine a long and flexible cane touching the inner part of the thigh. At first I felt a light burning an then it started a torrent of crackings like rain beating down on my thighs.

Then I heard I would feel a hand turning my body aside to leave my butt free for another punishing act. The voice was telling me the facts that made me deserve those violent blows. I was remembered that I had to be an obedient submissive. That was the only way to make my Mistress happy.

It was so painful each rhythmic stroke I could feel inside my soul. My inert body was taken by the command of my Mistress severe as never.That feeling would remain for a long time as I was informed by the voice not to forget the power of my Mistress.

After consolidating in my mind the sensation of burning in my butt the voice made me relax again. The voice was gone and I could listen to the relaxing music again. The next song came with the presence of my Mistress letting my eyes and ears free again. Then she fed me.

Her skin was fresh and scented as she had just left the shower. The dinner was ready. There was no evidence of incense, cum or cane in the room. Everything was carefully in the same way. My buttocks were burning. That was the only thing that made me sure about everything I'd been through in that room (or in my mind). I touched the burning skin with my hand but it seemed normal. But the burning feeling was there!

*** Conto escrito pelo meu Monstrinho e fofamente traduzido / adaptado pelo Cosmo.

Obrigada, amigo

Preciso agradecer ao meu amigo e parceiro ACM, do Bound Brazil e Bondage & Fetiches, pelas simples e eficientes dicas que me deu na última semana. Aliás, tenho aprendido muito com ele.

Querido, foi um sucesso minha primeira tentativa de love bondage na cadeira! uhulllll
Até eu me surpreendi!

Conto no próximo post...

Besitos

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Três passos para uma masoquista sem rumo

Passo 2:

...

Mudei de idéia. Coloquei-a sobre a cama, como quem debruça uma estátua delicada no melhor canto da sala. Sempre carrego pelo menos uma vela comigo e uma caixinha de fósforos. A de hoje era vermelha, de 10 dias, para produzir muita cêra...

Coloquei a venda na moça, um tanto tensa. Corri meus dedos sobre seu corpo, belisquei os mamilos e beijei sua barriga. Observei o sexo úmido de tesão, apreensivo. O cheiro da pólvora tomou a atmosfera e ela deu um gemido abafado.

A formação da cêra quente é um momento ímpar na cerimônia de dominação; momento em que a domme observa seu alvo com respeito, autoridade, admiração, lascívia. O corpo da deliciosa masoquista havia sucumbido aos meus encantos. Não tratava-se de uma submissa e sim de uma moça que apreciava a dor, mas precisava ser convencida a confiar nas mãos de quem se propunha a subjugá-la.

Pinguei algumas gostas nos seios. Os gritinhos foram deliciosamente excitantes. Ambos ficaram vermelhos quase por inteiro. Torci os mamilos e puxei os prendedores. Delicamentemente apertei cada biquinho, deixando-os roxos.

Decidi amordaçar a moça com um dos meus lenços de seda - o preto. Ficaria mais sexy a cena, para meu deleite solitário. O som dos gritos contidos me excita.

Cada gota que caía, um degrau a mais no prazer. Não me contive e deixei a vela na cabeceira. Tinha que sentir seu néctar com os lábios. Minha leitura é sempre tão mais completa com os lábios, como se neles houvesse uma sinestesia apurada dos sentidos.

Ela estava molhada, rija, crescida, doce. Se contorcia com meu toque da língua. Mas meu limite estava distante. Peguei as cordas e resolvi lhe impor mais uma privação: amarrei-lhe os pulsos e os tornozelos, de forma que ambos ficassem unidos e eu a pudesse mover como uma canoa e, quando conveniente, pudesse afastar suas pernas.

Lindo! Já estava banhada de cêra vermelha cristalizada quando eu resolvi usar meu strap-ons. Ainda vendada, ela pôde sentir o gel frio escorrendo em meio às nádegas. A posição do bondage era perfeita para a penetração. Movimentava os quadris e mordia sua orelha em meio aos cabelos presos na venda. Fiz questão de respirar ofegante na nuca enquanto ela reagia apertando meu "membro" cada vez com mais força. A vadia sabia engolir um pau e não foi diferente com o meu, ainda que não seja exatamente uma parte oficial do meu corpo.



A sensação de comê-la e ir desgrudando a cêra aos poucos era a união perfeita entre a volúpia e o lúdico. Brincamos muito. Ela ria, sentia cócegas, gemia. Tirei a mordaça da boca e a beijei longa e profundamente.

Soltei todas as cordas. Apenas a venda permanecia.

- Agora vamos ver se você é boa mesmo. Me faça gozar!

Como quem tem na sua frente a última garrafinha de água no verão, ela se jogou entre minhas pernas, acertando o alvo de primeira. Vendada, sentia meu calor e excitação crescentes. A menina era realmente muito boa. Ulálá!

Em certos momentos, me fez lembrar meu Monstrinho... saudades...

Enfim, a danada conseguiu me arrancar dois orgasmos dos mais longos, daqueles bons, que deixam a gente com as pernas bambas.

Ainda deitada entre minhas pernas, os olhos ganharam uma malícia a mais:

- Quando vou conhecer teu sub, Mistress?
Pensei um pouco...
- Espero que em breve.
- Passei no teste?
- Que achas?
- Dei o melhor de mim.
- Não creio que deu o melhor de si, mas foi o suficiente para um teste e para te credenciar a conhecer minha peça mais cara.
- Obrigada, Mistress. Na verdade só o fato de estar contigo já foi um prêmio pra mim.
- Não puxe meu saco senão vou mudar de idéia. Sei o que sou, minhas virtudes e fraquezas. O reconhecimento quero que venha em forma de prazer e letras. No teu caso, a primeira opção me basta.

Algo em mim queria ir adiante no diálogo. Porém, respeitando o tempo de cada um, resolvi calar. Ser admirada talvez fosse um boa para manter a masoca no limiar da sensatez. Nada de apologias a verdades ou sanidade, mas bom senso nunca é demais!

Tomamos um banho divertido de banheira, brincamos um bocado e terminamos no cachorro-quente da esquina da minha casa, onde os marmanjos admiravam as únicas mulheres risonhas-desbocadas-ousadas-infantis.

Próximo encontro marcado para o acaso...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Comparações limitadas


Ele não podia sentir nada além de aromas. Ouvia passos estalados pelo salto das botas no taco antigo. Vez em quando sentia o calor do corpo dEla mais próximo ao seu; bocas que se encontravam.

Vendado, amarrado, deitado e calado. Assim era o próprio objeto de prazer. O tempo havia dilatado o máximo do limite administrável. Logo, o castigo seria multiplicado pelo número de dias que excediam a sua saudade. Muitos sonhos a realizar, três planos a seguir.

Ela o observava sem pressa, como quem se perde no devaneio da paixão. Contemplando seu escravo mais caro, arquitetava as ações seguintes, equilibrando a ansiedade e a prática. Deitou-se sobre ele para que sentisse o peso de seu corpo. Acariciou e beijou cada parte do seu objeto precioso.

Abriu suas pernas e lhe ofereceu o sexo como prêmio por ser tão sádico enquanto submisso. Aquela língua sem controle que a faz perder todos os sentidos... Enquanto se deliciava, contava a ele sua última experiência, dizendo que havia transado com outro masoquista pensando na língua em questão. Agarrou seu membro com força

- Sabe, Monstrinho, eu permiti que aquele projeto de submisso me comesse apenas pelo prazer da comparação.

Ele só podia gemer. Mesmo vendado, tinha certeza do olhar que naquele momento se formava com as palavras e o aumento da excitação...

- Depois que bati bastante nele, subi sobre seu corpo assim como estou fazendo agora contigo. Ele se esforçou muito para me dar prazer, mas nada se compara ao músculo mais forte da ti que me pertence

Com um gemido mais longo, ele quis concordar.

- Depois que ele me fez gozar (sim, porque ele conseguiu), sentei sobre seu pau e me movimentei com toda graça que sei. Quis que ele provasse do verdadeiro pompoarismo para que me tenha como meta de prazer absoluto sempre. Assim como a vaidade está para a devassidão, senti o quanto prefiro o teu pau nas minhas entranhas.

Agora ela sabia que havia mexido com os seus brios. Misto de provocação, ciúme, possessão e satisfação por se sentir literalmente "fodástico", aumentou o ritmo das lambidas e a Rainha se sentiu a máxima majestade sobre seu trono!

Um gozo lascivo e abundante inundou a boca do seu querido. Um tanto lânguida, quis continuar o treinamento psicológico. Apenas deslocou seu tronco para trás e abocanhou seu membro com o sexo ainda pulsante, enxarcado de tesão.

- Aí, cada vez que eu apertava seu pau ASSIM com minha buceta, ele se contorcia. E eu só pensava em como teus quadris mexem melhor, vadia! Nada como cavalgar em ti... Quero gozar te olhando, vendo teu sorriso malicioso me adorando...
- Minha Rainha pare senão não consigo me controlar
- E quem te disse que quero teu controle? Quem tem controle aqui sou eu! Vai, me inunda com vontade! Mostra quanto de saudades tu guardavas pra mim

Derrotado pela volúpia, ele cedeu aos apelos da dona e gozou de forma intensa, abundante. Ela, inebriada pelo resultado da sua vadiagem, repetiu o êxtase, misturando seu orgamo ao dele.

Os olhos foram libertos para que contemplassem o júbilo do laço sadomasoquista. Porém, as cordas só seriam soltas bem mais tarde...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

vinho quente desperta a volúpia?

O chefe re-ensinou a receita da nona: duas gemas, duas colheres grandes de açúcar; bater numa gemada lisa e branquinha; misturar ao vinho aquecido no microondas lentamente e beber já na cama. No caminho de casa, algumas palavras sobre como aprender a viver.

Não sei se foi a lembrança, se foi o cuidado do chefe e a gentileza de me levar em casa, mas sei que funcionou. Um sono profundo me invadiu o corpo e a alma.

Havia dezenas de computadores negros numa sala escura e fria. Luzes pequenas azuis piscavam ininterruptamente e alguns lampejos vermelhos saltavam no espectro vez em quando. Um gato preto atravessa a imensa sala. No fundo, em uma das cadeiras, uma pessoa sentada e compenetrada nas imagens confusas que perpassavam a tela do computador.

Eu estava vestindo apenas uma camisola preta de um tecido fino e transparente. Conforme meus passos avançavam na direção do rapaz, o tecido "reagia" aos movimentos do corpo. Estava descalça e a certa altura o gato passou a me acompanhar.

Chegando mais perto, pude ver de quem se tratava. O comprimento e a cor dos cabelos foram suficientes para entregar a identidade do solitário nerd. Pensei que faria uma surpresa, mas ele parecia estar me monitorando. Há cerca de 10 metros, ele virou-se e levantou para me abraçar. Um longo abraço...

Eu estava um tanto ébria, não por álcool, mas por algum torpor da própria sala. Meu querido entregou-me as cordas. Num instante uma imensa parede ergueu-se em meio aos computadores. Tirei suas roupas, beijei seus cabelos e o amarrei na pilastra ultramar fosca. Manifestava uma habilidade no bondage que reside em meus sonhos, mais de fato ainda não a possuo. Os nós ficaram perfeitos, simétricos! Quanto mais eu o deixava sem escolhas, mais ele me olhava com prazer. Soltei os seus cabelos e coloquei em sua boca um lenço negro que guardava amarrado na ponta da camisola.

Com uma pequena fita, amarrei seus testículos separando delicadamente cada hemisfério. O nó final brindou a ereção e a essa altura as gotas de prazer já molhavam o chão. A cena era linda! Quisera eu saber desenhar ou pintar...

Minha única alternativa naquele momento era colocar a boca no centro do amor de meu par. Ordenei que não ejaculasse, mas me empenhei em lambê-lo e chupá-lo de todas as formas possíveis. Minha língua passeava por seu sexo, descia pelas fitinhas que cercavam suas bolas. Quando senti seu falo latejar, pressionei a base para que o gozo não fosse naquele momento. Queria mais e queria de outro jeito...

Afrouxei os nós e de alguma forma um tanto mágica e permissiva apenas nos sonhos, eu o amarrei de costas, deixando boa parte do seu corpo livre. Ainda amordaçado, tocava meu próprio sexo e dava de beber a ele em conta gotas, puxando o lenço de lado levemente. Seu prazer parecia alucinógeno. Puxei seus cabelos e eis que surge minha companheira de labuta. Vesti o strap-ons e o segurei firmemente pelos quadris. A pressão do corpo dele contra a pilastra fez minha mão que o masturbava ficar levemente esfolada. A respiração aumentava no ritmo das estocadas. As tiras da cinta me roçavam de uma forma a imitar a língua mais deliciosa que conheço.


A iminência do clímax chegou ao insuportável e a tortura perderia a graça diante de tanto tesão sincronizado. Deixando o brinde aos deuses do amor, jorrou o líquido abençoado em minhas mãos simultaneamente ao que escorreu de leve em minhas coxas.

Acordei com a mão doendo... Creio que plasmei parte da volúpia...
Se assim for, nem é tão ruim ficar doente!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

As práticas e as preferências

Antes de qualquer coisa, é importante que eu coloque minhas preferências, embora elas mudem com frequência de acordo com as descobertas e leituras que faço. Meu Monstrinho (como carinhosamente chamo MZ) tem contribuído para a metamorfose dos meus gostos.

1. Sou praticante e defensora da inversão como forma de prazer máximo aos homens que se permitem prazer total e às mulheres que se deleitam experimentando o falo como instrumento de dominação. Pratico há algum tempo e tenho me aprimorado na técnica.

Nesta prática, tenho um "brinquedinho" que chamamos de Pretinho Básico. Ele tem 23 cm e é objeto de temor para alguns e prazer para outro especificamente. Por ser um tanto pesado, dificulta o suporte do strap, mas nada que a habilidade e a prática não superem.

2. Sou apaixonada pela arte do bondage e do shibari. Mas sei pouco. O básico faço faz tempo, mas estou aprendendo com meu sub (sim, a gente aprende muito com eles...) a fazer nós lindos, com materiais diferentes e com funções diferentes.

3. O spanking é definitivamente O Instrumento de dominação física. Quem nunca levou uns tapas na vida? Além de ser prazeroso bater (e creio, receber), remete às lembranças mais mundanas do íntimo que, frequentemente, trazem um prazer quase inexplicável. Sou adepta do spanking simples ao moderado.

4. Hipnose erótica é minha mais nova curiosidade sexual. Tenho lido e estudado muito sobre o assunto. Minhas práticas ainda sao tímidas, mas deram bons resultados. É o que pretendo me aprofundar com mais intensidade nos próximos meses.

5. Feminização e práticas crossdressers: Para quem não sabe o que é um CD (ou crossdresser), trata-se de um homem, quase sempre heterossexual, que se excita com a própria figura vestida de mulher. Os acessórios como lingeries, corserts, espartilhos, sapatos de saltos, botas, meias e cintas-liga fazem muito sucesso entre os CDs.

Transar com um CD é uma experiência que aprendi a gostar. Inicialmente achei que não iria curtir, mas depois fui tomando gosto pelo ato de subjugar um homem e utilizar a dominação psicológica sobre ele. Muito frequentemente os CDs não se aceitam no seu próprio fetiche e isso abre uma linda brecha para que sejam dominados. Eu particularmente me excito em imaginar que tenho uma putinha na minha cama sob meus comandos.

Já a feminização é o treinamento do sub para se portar como uma mulher. Mas não se resume apenas aos acessórios ou roupas e sim às atitudes femininas, que podem estar ligadas a alguma fantasia bi ou lésbica da dominatrix. Enfim, como dizem que toda mulher é um pouco lésbica, eu me aproprio do conceito porque me é conveniente. Também é uma prática que pretendo me dedicar mais nos próximos meses.

Além dos que detalhei acima, gosto e pratico massagem de próstata, mumificação, candle wax, privação de sentidos, facesitting, vendas/mordaças/plugs/prendedores e outros apetrechos, brincadeira dos cheiros (nome dado por mim ao treinamento olfativo dos meus subs, onde utilizo aromas de frutas, óleos, ervas e essências); cinto de castidade e privação de orgasmos.

Eu faço sexo com meus subs, mas como forma de prêmio. A todos permito que pratiquem sexo oral e frequentemente os brindo com minha habilidade felativa porque me dá muito prazer chupar pau (não há como dizer isso sem ser assim...). O sexo em si é uma paixão e uma delícia. Transaria várias vezes ao dia. Mas entendo que, no caso do BDSM, é uma espécie de ápice da relação. Quando uma domme e um sub conseguem chegar ao orgasmo juntos, está brindada a afinidade entre ambos!