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sábado, 28 de dezembro de 2013

Fetiches Vividos - Parte 1 - Podolatria

Na volta da atividade deste blog, apresento a série “Fetiches Vividos”. São textos em forma de descrições ou contos apresentados pelos meus dois submissos: Kurumin e Hybris.

Cada um vai descrever a seu modo a forma como vivencia ou imagina um tipo de fetiche determinado por mim semanalmente. Relatos fiéis e cotidianos, com o mínimo de cortes ou correções.

Espero que gostem. O primeiro texto é sobre podolatria, prática que aprecio e vivo há bastante tempo.

Kurumin diz:
Não sei se considero isso um fetiche. Para mim é uma prática que faz parte de qualquer relacionamento meu assim como beijar, andar de mãos dadas e transar. Não sei viver sem um bom pé para beijar. 



Comecei a gostar de pés antes de me entender como gente. Acredito que devo ter dado meus primeiros beijos em um pé mais ou menos aos 4 anos de idade. Depois disso nunca mais parei e todos os meus relacionamentos amorosos envolvem podolatria.

Atualmente estou tendo os pés da minha Rainha para adorar e acredito ser a combinação perfeita: uma mulher poderosa e de pés lindos, que saiba como colocar um capacho em seu lugar. Pés são sempre bons, mas quando vêm acompanhados dos reflexos de um longo de dia de trabalho, suor, chulé e uma ordem: '- Tire meus sapatos e adore meus pés', se tornam uma das melhores coisas do mundo.

Meu último fetiche relacionado a isso é conseguir beijar os pés de uma completa estranha, mesmo que essa estranha seja amiga da minha Dona.”


Hybris diz:
“Escrever já é difícil; falar sobre alguma prática ou fetiche que não me agrada muito é mais complicado ainda. Mas bom, o jeito é tentar.
Muitos me perguntam: gosta de fazer massagem? Por impulso costumo responder que sim, afinal quem não gosta de uma massagem nas costas? Grande engano, pedem-me para fazer nos pés. E como explicar a alguém que eu não gosto de encostar nos pés de outra pessoa e detesto mais ainda que encostem nos meus. Ainda não sei o motivo de ter tanta aflição em passar a mão e beijar os pés de alguém, mas de qualquer forma se isso me for imposto farei. 


Podolatria, adoração por pés, uma prática que eu dispensaria, e que não vejo muita graça, a não ser para quem goste (a maioria). Minha Dona gosta muito de um carinho e uma massagem em seus pés e como uma boa submissa devo agradá-la mais que a mim mesma. Passar uma semana fazendo carinhos e convivendo perto Dela mudaram algumas ideias, inclusive a de ver meu irmão de coleira adorar tanto aqueles pés. São bonitos, isso é fato. Na verdade são pés que eu não me importo de encostar. Faria uma massagem ou beijaria esses pés apenas para ver um sorriso e uma expressão de aprovação.
Um fetiche um tanto diferente (pelo menos pra mim). Como expliquei no começo, ainda não sei os motivos de não gostar, mas a cada dia me coloco prontamente para uma massagem, um beijo ou um carinho. Hoje me questiono o quão longe eu iria em relação a esse fetiche. Ainda não consigo colocar pés na boca, mas quem sabe daqui uns dias. Hoje me ponho a prova de querer agradar minha Dona Lady Vulgata, e posso dizer que são os primeiros e únicos pés que me agradam tanto. A sensação de estar se tornando aos poucos muito confortável, que me faz pensar muito; adoro essa sensação de que estou aos seus pés, e que por ela eu faria muitas coisas e abriria mão de outras mais para ver um sorriso.”

domingo, 6 de novembro de 2011

Asas do desejo – mistérios de uma Papisa



                Há pessoas que nos despertam sensações estranhas. Não são sensações simples, que possam ser classificadas como boas ou más, porém complexas para fazer-nos refletir e até mudar alguns paradigmas.

                Há uma gaúcha entre nós que chegou de mansinho, se submeteu à vontade dos dominadores presentes no primeiro encontro, e se revelou uma promissora sádica na segunda play. A beleza de longos cabelos negros não é nada óbvia, exceto pelo gênio forte exposto nas poucas palavras que ela troca.
                Morgana Le Feu ou Senhora M13 não me permite usar o verbo ser (ainda). Não a decifrei com segurança para entender o que se passa em sua alma, mas sei o suficiente acerca da satisfação que tem trazido ao meu querido Monstrinho.
                No tarô, o arquétipo 2, a Papisa (ou Sacerdotisa), representa a sabedoria, a gnose, o sagrado, a lei e seus mistérios, a Cabala, a igreja oculta e a reflexão. Quando propus este arcano à Senhora M13 pensei no princípio feminino, que tanto é receptivo e materno, quanto misterioso e intuitivo. Há ainda que considerar os aspectos em grupo que são a reserva, a discrição, o silêncio, a meditação, a fé, a determinação e a confiança atenta.

                Dizem que pessoas deste arquétipo são pacientes, meticulosas, resignadas, com tendência às ciências e forças ocultas, mas não são afetuosas, embora recebam bem. O adendo a esta parte está no afeto. Noto que essa relação de afeto está intimamente ligada à emoção e à entrega; portanto, desejo que brevemente a minha parceira de liderança feminina de grupo consiga conquistar seu sonho e possa conversar mais comigo (diálogos cheios de 'bahs') e com todos nós.
                Mas mais do que tudo, desejo que ela continue fazendo meu Monstrinho feliz, que aprenda mais e mais deste mundo BDSM e que consiga mostrar a todos a pessoa maravilhosa e generosa que certamente é. A cara pode até ser de sádica, mas sinto que há uma energia tão acolhedora quanto a minha naquela alma soberana.
              

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Pedido diferente



A balzaca corou ao ouvir as palavras do menino-ousado que, por trás das lentes e da aparente timidez, a havia conquistado.

“Faz isso pra mim, faz?” - empolgado acordando ao lado dela naquela manhã quente carioca.

Ela, apesar da surpresa e de uma pontinha de vergonha, se esmerou por fazer o melhor, dando asas à volúpia de ambos. Era lindo testemunhar aqueles olhos cheios de paixão, agora embebidos em outro prisma. Quando ambos se permitem, os mesmos momentos, as mesmas palavras e as mesmas personagens invadem outra frequência e tudo ganha intensidade.

Sim, assim como descreve Balzac, uma mulher da idade dela não aceita mais qualquer coisa; não se permite viver coisas pela metade ou ser apenas um apêndice. Ela queria o papel principal e a custo de muita paciência, persistência, argumentação e pedras nos caminho (pedras essas de cabelos compridos e uma década a menos de vida), ela conseguiu! Mesmo ao revés de todos os conselhos, sua teimosia, embalada pela intuição de grandes sorrisos, lhe deu fôlego para conquistar o coração do menino-ousado.

E mesmo que hoje a vida lhes afastasse mais do que a distância física que já se impõe, ela estaria feliz na certeza de ser capaz de amar e ser amada novamente por alguém que a completa, que a entende, que é parceiro-amigo-amante-sonhador-confidente.

E o que ele pediu pra ela fazer??? Segredo...

domingo, 12 de setembro de 2010

O ensaio

Então, meus fofos, o ensaio completo está no blog do Tiago, fotógrafo e meu xuxu.

Mas vou dar uma prévia mais comportada aqui:

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Parábola do caranguejo



Eita bichinho estranho esse tal de caranguejo: só anda pros lados, foge de tudo e quando se sente ameaçado se volta pra dentro da carapaça! Pouco vive porque tem medo de tudo. O que julga ser os riscos que corre, não passa de ilusão da sua própria mente que insiste em desenhar um mapa contrariado pelo destino, sabotado pelo que sente. E dentro do seu medo, é míope e incapaz de aprender outros modos de sobreviver.

Não é à toa que está ameaçado de extinção o pobre e, mesmo sabendo disso, não faz nada para mudar. O que busca fora de si, cotemplando por horas e horas aquela praia imensa, não está no fundo do mar das suas ilusões e sim dentro de si, aprisionado em sua carapaça.

Pois era um desses, jovem, lá pela idade de testar o mundo com suas pinças em forma de fortes garras, quem resolveu entrar no universo do fetiche. Curioso, cheio de ansiedade e impulso desmedido, queria a todo custo viver uma fantasia DE VERDADE. Até então só tinha passeado pelas margens da coisa e ainda sim tudo o encantava.

Um dia ele encontrou uma certa carangueja, plena de si e cheia de convicções; frágil, sensível e exausta de ser rainha do grupo. Ela, ao contrário dos demais da sua espécie, não andava para os lados. Havia desenvolvido um método de andar para frente e para trás, sacrificando sua carapaça, pagando o preço de não ter mais refúgio como seus companheiros. Da carangueja quase todos gostavam, exceto os que não a compreendiam ou a invejavam.

Apesar de muito diferentes, a carangueja se encantou com o jovem e resolveu aceitar os flertes que o introduziram em seu mundo. Alertou que era difícil. Entretanto, ela tentava acompanhá-lo andando para os lados para que se acertassem não só nos fetiches crustáceos, mas principalmente nas cicatrizes que ambos mantinham. Ela queria levá-lo pela mão e mostrar como se andava para frente. Ele quis e até arriscou alguns passos. Mas por sua carapaça ser tão rígida, não resistiu às dores iniciais e não acreditou que logo logo eles estariam libertos para viver o que ele sempre sonhava ao contemplar o mar.

O que o caranguejo não sabia é que ela sofria muito andando para frente, mas que toda essa dor compensava e que a única coisa que lhe faltava era um caranguejo que a acompanhasse permanentemente. E embora sofresse, ela continuava andando e até volta e meia dava um passo para trás, retornando ao seu rumo sem desistir. Era comum vê-la acompanhada; gostava de rir com os amigos de outra espécie que andavam como ela. Por vezes andava com outro macho, sossegando de tempos em tempos seu caminhar. Porque a solidão é que dava o peso às costas da carangueja, mesmo sem ter mais aquela armadura.

Muitas vezes o jovem caranguejo foi visitá-la e ela estava banhada em lágrimas porque o caminhar adiante a consumia de forma quase insuportável, desgastando suas garras. Ele a contemplava admirado e, quando estava carente da força e dos cuidados da carangueja, até punha suas pinças por cima dela e a abraçava. Porém, assim como os demais do bando, ele não se sentia capaz de sacrificar-se para andar para frente como sua musa inspiradora.

E assim ele permaneceu parado, andando às vezes para o lado no arfã de encontrá-la em algum cruzamento. Infelizmente muito pouco ele viveu da sua fantasia porque não teve paciência para esperar um desses momentos de dor da carangueja que acontece quando ela dá um passo muito longo. Porque ao invés dele entender que somente esses passos dolorosos são os que fazem dela uma Rainha, ele preferiu continuar andando para os lados e jamais contemplar um horizonte de frente.


Hoje ele é um caranguejo aparentemente feliz, cheio de soberba, grudando nas raízes dos mangues próximos à praia, onde as árvores retorcidas muitas vezes o impedem de contemplar o mar que ele tanto ama e que guarda os segredos daquela carangueja que para sempre vai amar; e ela seguiu seu caminho. Nos seus sonhos, ele a encontra todos os dias num sentimento platônico, frustrado e covarde. No mais profundo da sua alma, ele guardou os desejos que endereçou a ela e a vontade de viver uma vida diferente.

Ela? Bem, ela... está por aí. Dando um passo por dia, às vezes mais largo. Ora recua de leve porque se enfraquece; ora anda para os lados devagarinho para descansar da maratona de uma vida sem carapaça, exposta e sem volta. Sim, ela gostaria que ele a tivesse acompanhado, mas até porque anda para a frente, entendeu que cada um ao seu tempo e que, sim, todos estão fadados a encontrar-se na mesma praia...

O fetiche ela guarda consigo e o vive quando quer; ele é só uma porta - de entrada ou saída. Afinal, ela é uma Rainha. Sem nada que a prenda, partirá para uma nova enseada, cheia de vontade de que seus passos sejam amparados por um caranguejo que se arrisque aprender a andar para frente como ela e compreenda que é muito mais fácil do que parece. Só exige CORAGEM e FÉ NA VIDA!

"[...] as pessoas mais sensíveis podem ser as mais fortes. É preciso coragem para chorar, para demonstrar dúvidas e sentimentos, para dizer 'Eu te amo' e até mesmo para mentir.[...]

Na lápide de mais um caranguejo falecido em sua alma ela gravou com a força do tempo, senhor de todas as respostas: "que um dia tu entendas que somente quando tu arriscares a viver o que a vida te oferecer serás feliz plenamente; e que geralmente essa oferta está muito distante dos planos mirabolantes que nossa mente limitada faz e das idealizações que cercam as surpresas de estar nesse mundo"!
 



quarta-feira, 7 de abril de 2010

Novo post no TPMulheres

Hoje falei um pouco sobre o BDSM e seus conceitos básicos na minha coluna do TPMulheres. Vinha recebendo e-mails perguntando mais sobre o assunto e com algumas questões fundamentais.

Espero que gostem!

Beijos da Vulgata

quinta-feira, 18 de março de 2010

Provocação - Parte 1

Ele era estranho, calado, semblante fechado. Mas algo palpitava dentro dela sempre que aqueles olhos castanhos cruzavam os seus.

Tatuagens expostas. Ela no tornozelo, pescoço e nas costas; ele nos braços, invadindo o peito e o pescoço, pulando camiseta afora. Haviam se conhecido há meses. Nunca prestaram muita atenção um ao outro. Mas naquele dia algo mudou. Ela falou dos seus fetiches para alguns amigos em comum e seu olhar brilhou. Aos poucos a atenção foi monopolizada, assim como ela gostava que fosse. P-R-O-V-O-C-A-Ç-Ã-O!

O interesse foi crescendo e as observações também. Em minutos ele já havia reparado no seu decote, nos seus pés, nos seu olhar e nos cabelos rubros, além das palavras sempre muito bem escolhidas, pronunciadas em tom lascivo por aquela boca carnuda. Sim, ela sabia seduzir até o mais duro dos machões!

Várias investidas de olhares. Vários encontros ‘casuais’. Várias reuniões...

- Podes ir lá em casa ver se há algo a aproveitar na minha discografia.
- Vou sim. Agora?
- Claro.

Havia fogo nos olhos clandestinos de ambos. Entraram porta adentro do apartamento. A timidez se configurou como mais uma arma diabólica de sedução.

- Tenho Glory Box e outras do Portishead (sorriso maroto)
- Não sei se lembro bem. Será que podemos ouvir no seu quarto?


Falta de ar. Os movimentos, frenéticos demais, deixavam a respiração tornar-se algo supérfluo em meio à volúpia dos corpos se fundindo, peças de roupa voando e passos mal conduzidos palpados nas paredes do corredor que conduzia à suíte. Certamente Glory Box era lembrada em casa vai-e-vem.

Foi tão rápido o traçado entre a frase tímida/marota e dois corpos nus em cima da cama que até este clássico da fuck music pareceria monótona se estivesse tocando.

Ela fez questão de lamber-lhe todas as tatuagens buscando apreender um pouco do da sua sensualidade. Ele era incrivelmente sexy! Ele deteve-se nos pés, nos seios, na boca, na nuca e no sexo, não necessariamente nesta ordem. Parecia querer engoli-la.

Pernas cruzadas e uma nova posição se adaptou à anatomia de ambos. Com suas mãos firmes, ele segurou os quadris dela, ditando os movimentos que ela suavemente mantinha com a pressão das suas coxas nas dele. Dessa forma tudo era acessível, do íntimo ou belo. Desenhos expostos, mamilos intumescidos e línguas muito ocupadas. Era difícil controlar o prazer, mas nenhum deles queria findar aquele momento de erotismo simbiótico tão raro.

- Não agüento mais. (Ela disse sussurrando, avisando do gozo iminente)
- Por mim ficaria aqui a noite toda vendo você gozar. (Respondeu lentamente beijando seu lóbulo da orelha esquerda)

Ela olhou no fundo de seus olhos, gemendo e implorando sem palavra pelo gozo simultâneo. Ele entendeu, moveu seus quadris e fez com que ela recostasse a cabeça sobre os travesseiros, de forma que as estocadas aumentassem de ritmo e ambos atingissem o orgasmo juntos.

Alguns segundos e os gritos concretizaram o desejo. Em seu íntimo, ela sentiu-se inundada de prazer.

E o rapaz a surpreenderia em poucos minutos quando ela percebeu que o pós-gozo foi apenas um rápido cochilo do ‘rapazinho’, já pronto para a próxima!

(Continua)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Sou infantil

Lembra que te disse que um dia me prometi que não ficaria mais de 12 horas triste com alguma coisa? Pois bem, vou cumprir essa promessa mais uma vez, mas antes vou escrever o que refleti. Talvez te sirva...

Hoje cheguei à conclusão que sou infantil. Sim sou muito infantil. Não posso dizer que sou ingênua porque muita água já passou por debaixo 'dessa ponte' e alguma malícia eu aprendi; porém mantenho meus olhos ingênuos diante das pessoas. Falo da minha vida como quem conta uma fábula sem se preocupar com o lúdico do outro. Falo falo falo... sem pudores, sem rancores, colocando todo o meu 'eu' sem artimanhas para obter isso ou aquilo. Dispo-me das roupas expondo minhas imperfeições e cicatrizes, assim como dispo minha alma em busca do novo. Não sei tramar, medir, articular. Se conquisto é por eu mesma, pela minha essência; minha manipulação é a minha transparência.

Sinto saudades de acreditar nas pessoas e daquele tempo onde as únicas promessas e planos eram as brincadeiras do dia seguinte (sempre cumpridas, diga-se de passagem, a não ser que caísse um toró). Sinto saudades de quando não existia msn e e-mail era algo complicado para usar; assim éramos obrigados a olhar nos olhos das pessoas e conversar. Sim, o msn, skype, e todas essas parafernálias facilitam a nossa vida em algumas ocasiões, mas tiram toda a nossa expontaneidade diante das emoções próprias e alheias. Sim, tenho um olhar infantil sobre tudo isso e adoraria ser criança para ter como única diversão os joguinhos e desenhos coloridos em multimídia. Mas eu sou adulta... e fetichista...

Há algumas semanas eu conheci um rapaz que me fez acreditar que algo ainda poderia valer a pena nesse mundo complicado do BDSM. Diante de tantos chatos desprovidos completamente de qualquer repertório, das montanhas de mentirosos que já cruzaram a minha vida, até hoje somente duas pessoas realmente valeram a pena na minha trajetória sadomasoquista - e peloamordedeus não pensem meus amigos que estou falando de vocês, ok! Falo dos famosos e controversos submissos. Sim, até porque submissAs são tão raras por essas bandas quanto araras azuis.

Conheci muita, mas muita gente mesmo. Nem saberia precisar. A maioria não me fez tremer nem um dedo, quanto mais me despertar a vontade de colocar pra fora a Lady Vulgata e seus diabólicos olhos verdes... Alguns valeram a pena pelo corpinho, confesso. Sabia que não seriam bons submissos, mas poderiam ser boas 'saídas'. E foram. Outros foram esforçados, mas não conseguiram conciliar suas vidas com as 'atividades' SM.

Mas valer a pena pra mim é criar cumplicidade, permitir aprendizado, confiar e se entregar ao hedonismo da cena, do momento e do relacionamento que se cria. É ter mais que afinidade; é ter química, parceria e respeito mútuos, não só pelos sigilos sociais, mas pelos sentimentos envolvidos. Já disse aqui que BDSM dessa forma, na minha opinião, é um tipo de amor... e muito prazeroso! Porém tão raro... tão tão raro...

E quem valeu a pena até hoje foi quem me iniciou como domme (sim, isso existe e quem me acompanha aqui sabe da importância do Tolkien na minha vida) e permaneceu com a minha coleira por mais de 2 anos;  e meu amado Monstrinho MZ Submisso, com quem completei um ano de relacionamento SM em fevereiro. Jurava que havia encontrado o terceiro... e este post não tem a pretenção de ser saudosista, tampouco falar das vezes em que nos decepcionamos na vida ou nos equivocamos, mas sim em lançar uma reflexão de como o BDSM pode causar medo nas nossas vidas por ser tão distante dos sonhos que fantasiamos.

Não estou aqui para falar mal do moço. Pelo contrário. Sei que ainda seremos amigos e confidentes. Tive o mais íntimo dele nas minhas mãos e vi nos olhos dele que não é pouco (coisas que nem ele sabia que estavam na sua alma; coisas que resplandeceram no seu sorriso em cada palmada e chicotada que eu dei). Extremamente honesto, franco, carinhoso e cavalheiro, além de inteligente e bem humorado. Entretanto, foi mais um vencido pelos fantasmas da consciência. Acho que todos nós já passamos por isso e são poucos os que enfrentam e vão adiante, por isso é tão comum dizer que "BDSM tem início difícil". Pessoas que acreditam que podem matar seus desejos em nome do que socialmente ou moralmente se convenciona como o correto. Pessoas que se deixam morrer um pouco a cada dia por desejar e abafar!

E também quero falar de algo muito importante que é o mau uso que os submissos fazem das dommes. Somos usadas por vocês, "senhores" (tsc), e nem sempre da melhor forma. Por que digo isso??? Por que a última coisa com que vocês se preocupam quando estão decidindo se querem ou não querem entrar neste mundo é com os sentimentos e as expectativas das mulheres que ali estão para lhes dar prazer (porque não adianta virem com esse blablablá pra mim que o escravo só existe pra dar prazer pra Rainha - é uma via de mão dupla!).

Que me perdoem as profissionais que cobram por isso, mas eu sou domme por prazer. Não recebo nada em dividendos a não ser as carinhas de felicidade dos meus submissos e essa tal cumplicidade tão difícil de se encontrar por aí. Promessas vocês fazem mil: desde expor-se ao ridículo, até desejar coleiras permanentes ("pode mandar fazer" lembra???). Colocam nossos nomes em seus orkuts e msns, dão presentinhos, mandam sms, escrevem todos os tipos de devaneios para que tenhamos certeza da sua entrega. Mas na primeira crise de consciência jogam a toalha e a descartável domme que se lixe e procure outro que a faça feliz!

Infelizmente não é assim. Com essa atitude de vocês, "senhores" (tsc), muitas boas dommes também já jogaram suas toalhas, desencantadas com essa irresponsabilidade com os sentimentos e tempo alheios. Eu mesma conheci algumas e estou no limiar de ser a próxima. Estou muito cansada. Muito mesmo. E se eu sair do cenário saibam que ainda existe a Lady Vulgata, só que ela perdeu a paciência de tentar ensinar, iniciar, ajudar e abrir as portas do prazer para pessoas que só pensam nos seus próprios umbigos. Talvez ela volte a ser aquela mulher baunilha recatada que foi descoberta 'por acaso' por um aluno insistente. E assim eu vivo minha vida pacata, eventualmente encontro meu Monstrinho (porque este é de fé!) e deixo essa loucura de lado.

Eu também passei por isso. Também fiquei com os meus sentimentos confusos após as primeiras sessões. Até porque era casada e nunca gostei de ser infiel. Porém, procurei compreender, serenar, conversar com o Tolkien, expor meus medos e angústias. O tempo mostrou que ele estava certo e que tudo isso passaria (as angústias, os temores, as dúvidas). Mas eu tive paciência, eu me dispus, eu não chutei o balde antes do tempo! Portanto, se valeu para mim que sou domme, vale para vocês que são submissos e vale em muito na nossa vida. Sim, temos que saber o que queremos pra nós, o que sentimos, o que bancamos, mas precisamos dar oportunidade à vida de nos mostrar todos os viéses daquele novo matiz que nos apresenta chamado BDSM antes de tomar uma decisão final!

Queridos, não façam as dommes de bobas. Sei que há muitas mulheres que não mereceriam ser chamadas de dommes e fazem misérias com vocês, mas estas nem deveriam ser chamadas dommes e nós, mulheres hedonistas por essência, não temos que pagar por elas. Quando encontrarem uma boa mulher disposta a realizar as fantasias de vocês, sejam no mínimo gratos à vida... e espertos em mantê-las...
Jamais estabeleçam compromissos de submissão e de coleira se não têm ABSOLUTA CERTEZA do que querem. Se assim for, se há curiosidade mas não firmeza, sejam honestos. Certamente a boa domme os iniciará com o mesmo empenho, só que ela mesma não criará expectativas acerca de um novo submisso.

Realmente lamento por mais esse episódio. Fizemos tantos planos e eu sei que você estava falando a verdade. Assim como sei que já havia muito mais que BDSM entre nós. O olhar, a pele, o beijo e os abraços não mentem jamais, sobretudo para quem é fetichista. E que o tempo, o mais sábio dos conselheiros, resolva essa situação para ambos que estamos sofrendo!

Desculpem pelo desabafo, mas este é um blog primeiramente de Confissões.

Beijos

LV

terça-feira, 9 de março de 2010

trecho apropriado

Ontem finalmente terminei de reler o "Eu sou uma lésbica", da Cassandra Rios. Me aproprio agora, por emoções recentes, de um trecho que cabe na minha vidinha nem-tão-comum-nem-tão-certinha.

"[...] Não seria possível distinguir essa emoção e paixão da loucura, tal o paroxismo a que chegamos. O calor do seu corpo penetrou-me, num delírio de embriagadora volúpia. As mãos nos seios, a boca na boca, a sandália entre os nossos corpos, o fetiche assassino, o fetiche estuprador, o fetiche simbólico que procurava seu esconderijo, o corpo que se movia para engolir o salto, a sandália metida entre os nossos corpos, rolando na cama, tecido rasgando, gemidos e palavras soltas, sem nexo, sôfregos e dolorosos, entre lágrimas e suor, pernas cruzando, coxas ajeitando-se, borboletas de asas negras entranhando-se numa dança frenética e sensual, numa fantasia que fez uma criança virar monstro e uma mulher se sentir um anjo."

Recomendo: o livro e a experiência...

quarta-feira, 3 de março de 2010

Indiretas comportadas


Dizem que encontros casuais produzem as mais arrebatadoras paixões. Está nos filmes, na literatura e no empirismo coletivo.

O primeiro encontro foi casual. O que ela queria era apenas jogar conversa fora com amigos e conhecer mais um do meio BDSM considerado 'legal' por sua parceira domme, corroborando sua luta diária para tirar o pessoal do armário. Ok, ok. Foi ótimo. Muitas risadas e conversa animada, regada a cerveja e batata frita.

Uma afinidade muito sutil pode ser percebida por alguns e passou na mesmice por outros.

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Dias de trovão. A vida dela vira de cabeça para baixo, sem aviso prévio, sem lutas, sem surpresas. Porém, que seja doce a dúvida e quem a verdade faz mal. Era o que todos esperavam... Resultado: portas abertas para o novo!

Ele se ofereceu para fazer algo por ela que levantasse seu astral. Ela propos, sem segundas intenções, que fossem dar uma volta e comer alguma coisa. Solícito, ele concordou e a buscou pontualmente, com todo o cavalheirismo e cordialidade que um gentleman sabe ter.

Nas entrelinhas, a submissão.

- Queres ir aonde?
- Dê mais uma volta e escolheremos

Mais alguns quilômetros e ela escolheu um restaurante japonês, saudosa dos sabores nipônicos há tempos experimentados e vividos. Sentaram-se. Comeram. Beberam. Conversaram. Indiretas comportadas eram expostas de forma natural em meio a olhares taciturnos. Ele entendeu. Ela desejou. Ele também.

Ambos se portaram como dois novos amigos com muita afinidade, respeitando a proposta inicial do encontro. Porém, acessórios são uma doce armadilha para um fetichista. No caso, dois. Além do couro dos bancos do carro, que sempre despertam lascívia nos praticantes do BDSM, ele havia comprado 'a coleira', junto com as cordas que há tanto ansiava que fossem usadas em seu corpo. Talvez a consciência o tivesse traído e, lá no fundo, ele havia feito de propósito, prevendo sua luxúria.

Ao colocar a coleira no pescoço dele, a perfeição impensada das medidas contribuiu para que todas as convenções fossem quebradas. Encaixou a guia e o puxou para si num beijo cheio de tesão.

E aquele cheiro que só nosso detector de feromônios reconhece se fez presente, pleno e saudoso por dias mais alegres. Misto de nostalgia e esperança. E seu chicote ganharia plenitude novamente.

Estava selada a união mais sublime entre duas pessoas: a que congrega a química, admiração, afinidade e uma mesma busca...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Wife-sharing

Fetiche é fetiche e, lembrando de uma conversa que tive com meu amigo ACM, reforço que por mais que nos pareça absurda a vontade alheia, o respeito deve imperar. Pois então, com base nessa premissa, segue mais um conto que pode ser real ou fictício... ou ambos... :P

Ela estava confusa com os apelos do namorado. Os fetiches dele lhe pareciam absurdos e ofensivos demais, mesmo para uma mulher de mente aberta, com tantas aventuras no currículo.

Em meio aos diversos 'apelos', o desejo de ser corno. Empolgada de início, visitou vários blogs em busca de informações sobre quem partilhasse do mesmo fetiche. Chegou a ficar excitada com alguns vídeos e fotos, treinou a imaginação, sentiu tesão...

Porém, na primeira chance do fetiche sair da fantasia e pular para a realidade, ele não reagiu como ela pensava. Um sentimento de posse tomou conta do rapaz que a humilhou, disse frases absurdas e a acusou de ser infiel. Confusão e frustração resumiam os sentimentos e pensamentos dela. Com poucos ela partilhou desse turbilhão e, das mulheres, ouviu a mesma frase com palavras diferentes: "no fundo todos eles querem e gostam de ser cornos, amiga!"

Meu deus, ou ela era ingênua demais ou tinha pudores que sequer imaginava. Porém, escreveu uma carta ao namorado colocando seu ponto de vista, exigindo respeito; afinal, não havia feito nada de mais. Pretendia, é verdade, mas também para satisfazer um fetiche dele e não só os desejos dela.

O escolhido era alguém íntimo, amigo de algum tempo e ficante eventual antes dela conhecer o atual namorado. Perfil psicológico ideal, desencanado, bonito, alto astral, bom de cama e fetichista. Casado, não daria com a língua nos dentes. Aos olhos do namorado, no universo das idéias e propostas também parecia o parceiro ideal. Mas por que ele deu para trás?

Enfim...

Apesar do abismo que existia entre as fantasias do rapaz, expressa em comunidades diversas no orkut, e a prática propriamente dita, mal sabia ele que mexeu com a mulher errada. Uma mulher teimosa, determinada e extremamente curiosa. Jamais ela se conformaria em apagar a fogueira sem dar sequer um pulinho nela e provar do seu calor...

Então, uma linda idéia surgiu em sua mente: por que não torná-lo corno com uma mulher e não com um homem para começar?


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Gabriele era o nome da moça que havia lhe dado o telefone há duas semanas. Ruiva natural, do tipo com sardas delicadas por todo o rosto e corpo, com lindos olhos azuis. Elas flertaram rapidamente, trocaram alguns elogios e aquele olhar que só duas mulheres livres sabem o que significa.

Não iria ligar. Não estava a fim de sexo por sexo; além disso, pretendia ser leal E FIEL ao seu novo parceiro, isso incluía as 'muchachas'. Mas agora...


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Gabriele parecia ansiosa. O restaurante estava cheio, porém ainda com zona de conforto. Conversaram alguns minutos e ela abriu o jogo. Disse sentir-se atraída por 'Gabi' e até toparia sair somente as duas algumas vezes, desde que lhe fizesse o favor de 'comê-la' na frente do namorado. De cara, Gabriele franziu a testa, mas depois acabou gostando, sentindo-se poderosa por fazer um homem de bobo.

No dia marcado era quente, mas chovia. Gabriele chegou no horário marcado, 20 minutos antes da hora costumeira dele retornar do trabalho. Despiu-se. Trocaram carícias, denunciando que havia muita química entre ambas. Ela deixou tudo pronto, inclusive Gabi cuidadosamente deitada sobre os lençóis tigrados.

O interfone tocou. Ela atendeu e o recebeu na porta com um longo beijo. Disse ter uma surpresa. Ele elogiou seu perfume e foi indo para o quarto, despindo a camiseta suada. Parou à porta perplexo com a visão da ruiva semi-nua sobre a cama. Olhou para trás, sorriu, aprovou!

Com um sorriso sacana nos lábios, ela se dirigiu ao quarto e pediu que ele sentasse e apreciasse a cena. Deitou-se ao lado de Gabi que, meio trêmula, disse um 'oi' meio sem graça, retribuído por ele com ênfase. O beijo deu a partida para a cena. Ambas estavam apenas de calcinha e sutiã que, aos poucos, foram jogados sobre ele. Rapidamente Gabi estava no meio das pernas dela, sugando e lambendo tudo que via pela frente, incluindo aquele belíssimo monte de vênus já interamente úmido.

O gozo veio rápido pela habilidade de Gabi e pelo olhar guloso dele que acompanhava a cena com uma paixão que ela só havia visto em seus olhos algumas poucas vezes. O volume da calça era evidente e ela sugeriu que ele se tocasse, já que não poderia tocar em nenhuma delas. Assim ele o fez, sem pronunciar palavra. Abriu o zíper da calça, baixou a cueca e começou uma masturbação lenta e firme, enquanto olhava sua doce namorada sendo devorada por outra.

Retribuindo aos três orgasmos que teve nas mãos e na língua de Gabi, ela provou que o hedonismo é o seu lema. Começou com um beijo ardente, desceu pelos seios, onde se deteve por vários minutos; lambeu a barriga e afastou suas pernas. A essa altura, ele não aguentava mais o tesão. Ela tinha certeza que ele queria pular nela. Porém, era proibido! Nesta noite, ela era da Gabriele e ele mero expectador / espectador... corno manso...

Quando Gabi deu o último suspiro do orgasmo, ele fechou os olhos e colocou a mão sobre seu membro, inundando as calças e a barriga de prazer.

Recompostos, tomaram um café, conversaram algumas bobagens e Gabi se foi, prometendo um novo encontro, agora só entre as duas. Mal ela bateu a porta, ele a agarrou, querendo lamber o que restou de ambas no corpo dela. Mas isso é assunto para um outro conto... Com a certeza que, mais cedo ou mais tarde, ele aceitará ver a mesma cena com um homem!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Janela indiscreta

Quando cheguei a Florianópolis, em 2007, morei num condomínio novo, desses projetos múltiplos tão comuns agora na Ilha. Duas torres e muita diversão. Uma inusitada eu descobri em algumas semanas... Havia um casal que gostava de exibir suas noites apimentadas nas janelas do seu apartamento. Devido à arquitetura do imóvel, ninguém conseguia detectar exatamente de que andar vinham os gemidos, mas a cada semana eles ficavam mais 'criativos' e intensos.

Eu me divertia com o prazer alheio, mas os puritanos de plantão reclamavam. Era começar a sessão de sexo e os interfones disparavam a tocar. Do 9° andar eu podia contemplar o coitado do porteiro dando voltas e voltas nas torres tentando achar os libertinos, sem sucesso. Na minha fantasia, eles se escondiam todas as vezes que alguém pudesse descobri-los cruamente. Uma vez até a polícia chamaram e, claro, nada pôde fazer!

Pois contei essa fábula da vida real ao meu digníssimo titular da vaga cardíaca atual. Coincidentemente ele mora no mesmo bairro onde vivi meu primeiro ano na capital catarinense. Da janela da sua sala é possível avistar as duas torres do condomínio onde o tórrido casal animou muitas das minhas noites. Ele mora no 5° andar e atrás do prédio há algumas casas com quintais visíveis, numa comunhão forçada de intimidades. O morrinho acentua essa 'invasão' imobiliária; já pude ver a vizinha trocando de roupa para entrar na piscina, já presenciei a moça atravessando a cozinha apenas de calcinha, assim como eles devem ter me visto fumando um cigarro, só de sutiã, escorada no parapeito da janela.

Não contente com essa intimidade, excitado com a minha história, veio da cozinha, onde preparava nosso jantar. Me abraçou longamente pelas costas. O vento batia de leve nos meus cabelos e senti 'alguém' animado. Delícia de sensação de desejo! Perguntei se o jantar estava pronto.

- Quase.
- Falta muito?
- Falta eu te comer

Silêncio e sorriso maroto.

- Como assim?
- Tu me deixou de pau duro com aquela história dos teus ex-vizinhos e eu quero o mesmo. Vamos divertir o prédio um pouco.

Quem se faria de rogada com uma proposta tão deliciosamente indecente? Eu? Jamé...

Me pus de costas de novo. Lentamente ele abaixou a minha calcinha, beijando e mordiscando as minhas costas. Afastei as pernas de leve, com a devida pressão que sentia na minha bunda. Sentindo que estava mais do que molhada, de uma vez só ele deu a primeira estocada. As duas mãos se apoiavam nos meus seios e eu não tinha outra alternativa senão segurar o parapeito da janela e gemer.



Não consigo fazer sexo sem gemer, ainda que baixinho. E era um momento de fetiche extremo, então nem me controlei. Em poucos minutos já havia alguns vizinhos das casas de trás observando a cena extasiados. Imagino que eles viam minha cara de satisfação, ouviam meus gemidos e apreciavam o balançar do meu corpo, ora suave, ora agressivo contra a janela. Embora não fosse possível que os espectadores vissem também meu amor me comendo, sabiam que havia alguém comigo pelos barulhos e porque ninguém poderia fingir daquela forma. A máxima do voyerismo...

O gozo veio simultâneo e intenso. Nos jogamos no tapete da sala e rimos, satisfeitos, exaustos, plenos de prazer.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O prazer da inversão

Eis um dos mais polêmicos fetiches: a inversão. Mexe com as fantasias masculinas e femininas, independente da orientação sexual. Pira a cabeça dos machões de plantão, que não conseguem compreender como um homem “de verdade” sentiria prazer fazendo papel de “maricas”. Em contrapartida, muitos dos que já experimentaram lutam contra seus próprios preconceitos para se auto-convenceram de que não são viados.

Well, meus queridos, falarei da minha própria experiência – que não é modesta...


Mais de 90% dos homens com quem pratiquei a inversão são heterossexuais. Dos outros 10%, a maioria tem tendências bissexuais e uma porcentagem reduzidíssima é de fato gay! E por que o gay não curte inversão? Porque o que o atrai é o cheiro, a pele e a “pegada” masculina. Uma mulher que pratica inversão, por mais poderosa e/ou agressiva que seja, será sempre uma mulher, com cheiro, hábitos, pele e formas suaves. Logo, meus caros, livrem-se do fantasma da ‘boiolice’ ao pensarem nos seus desejos. Com todo respeito aos meus queridos amigos homossexuais, inversão é coisa pra macho!

Um dado que corrobora minha experiência é que frequentemente rola sexo convencional após a inversão. O homem fica mais excitado e quer devolver o prazer à mulher com a penetração. E mesmo na hora em que está sendo 'comido', ele curte o toque dos seios, dos cabelos e o perfume da mulher que o penetra.

Algumas pessoas riem de mim quando digo que é preciso ser muito homem para dar o cu. É verdade, gente! Assim como é preciso ser muito homem para namorar uma garota fora dos padrões e sair com ela de mãos dadas no shopping, ou assumir qualquer comportamento socialmente questionável, que vá contra os parâmetros aceitos por gentinha medíocre. Assumir o que se é, o que se gosta e como gosta é, infelizmente, privilégio de poucos. Admiro os homens que praticam a inversão porque vejo neles um rompimento de barreiras em nome do prazer.


Outro dado importante a ser ressaltado aos que se questionam e fantasiam sobre o tema é que ABSOLUTAMENTE TODOS OS HOMENS SENTEM PRAZER ANAL. Sim, podem me xingar, mais eis uma verdade fisiologicamente definitiva. Algumas mulheres também sentem prazer anal, mas muito mais pelas sensações psicológicas do ato do que na fisiologia do corpo humano. Já os homens possuem próstata que, quando estimulada, intensifica o prazer de forma considerável.

Alguns conselhos que posso dar aos homens que se permitirem experimentar é:

1. Procurar uma mulher que realmente goste de inversão, que sinta prazer em dar prazer ao seu homem e se sinta poderosa com o ato. Esta mulher não precisa ser uma dominatrix; pode ser sua própria esposa ou namorada. Basta que ela descubra a sensação de dominar a cena eventualmente no ato sexual.

2. Jamais force sua namorada ou esposa a fazer isso. Além de correr o risco de se machucar, porque ela pode fazer com raiva e trata-se de uma região delicada, você certamente causará um trauma sexual nela. Nem todas as mulheres curtem esse fetiche. Aliás, esse número ainda é reduzido. Estimo pelo que leio e vivo, que para 100 homens que curtem inversão, temos uma mulher que realmente goste da prática. Portanto, converse com sua parceira, tenha paciência com as possíveis barreiras que ela oferecer e saiba respeitar os gostos dela. Caso veja que realmente com ela não rolará, seja franco quanto à sua curiosidade e deixe claro que tentará uma sessão com uma domme ou outra moça que curta o fetiche.

3. Use bastante lubrificante e equipamentos adequados. O tradicional strap-ons ou ‘cinta-caralha’ apresenta muitos formatos, tamanhos e materiais. Sua parceira precisa estar confortável com o modelo. Sabemos que as sexshops nem sempre permitem que se prove o artefato, mas é prudente que o faça sempre que possível. Da mesma forma, cuidado com a escolha do dildo que deve ser preferencialmente de silicone, com uma anatomia que se adapte ao seu formato de prazer. Há homens que toleram dildos mais grossos, texturizados e mais longos, e há outros que prefiram tamanhos e grossuras mais modestas, assim como é com as mulheres e suas anatomias vaginais e anais. Como o objetivo é o prazer, vale testar vários tipos, até porque dildos não costumam ser muito caros e achar um que encaixe direitinho realmente vale a pena. Existe ainda a opção de strap-ons com duas aberturas, onde a mulher pode cololocar um plug que a penetre enquanto faz a inversão. Eu aprovei!

4. Se realmente optar por uma dominatrix, procure uma que tenha certa experiência na prática, além de acordar com ela o que será feito durante a sessão. Tenho algumas amigas que curtem, mas não fazem apenas isso; querem outras práticas associadas. Portanto, a menos que você também seja masoquista e/ou submisso, converse bem sobre os termos do encontro de vocês, seja ela profissional (que cobra para isso) ou não.

5. Se permita novos prazeres. Relaxe e curta a nova sensação. No começo sempre dói um pouco, mas depois eu garanto que será prazeroso. Fale sobre os possíveis desconfortos e posições e tudo fluirá a contento. Seja feliz e goze muito!

Enfim, meus queridos, espero ter contribuído para que mais e mais homens e mulheres encontrem as fontes de prazer que a inversão proporciona.

Um beijo

LV

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Nas curvas da estrada que leva ao paraíso

Muitas estradas são belos caminhos que nos levam a destinos os quais ansiamos por visitar, conhecer ou rever. Algumas estradas são apenas metáforas de tempos de saudades, distâncias físicas ou desejos incontidos.

O dia havia sido cansativo. Cheguei em casa e só queria o chuveiro e a cama. Fui arrancando as roupas pelo corredor e me joguei embaixo da água morna. A cabeça, que antes fervia, agora começava a ficar livre das impurezas.

Ouvi o barulho das chaves girando. Pensei que fosse o Cosmo me devolvendo a chave do carro. Silêncio de vozes ou passos e a porta do box se abre. Tomei um tremendo susto, logo recuperado pela visão do meu Monstrinho nu, de cabelos soltos. Não esperava vê-lo aquela hora, naquele dia...

Abracei longamente meu cabeludo preferido que estava com o corpo fervendo, não sei se pelos 36 graus que fizeram durante a tarde, ou pelo tesão acumulado. Senti que estava tão livre de suas próprias resistências que se atirou embaixo da água junto a mim, sem se preocupar em molhar as longas madeixas ou se havia alguém em casa. Se despiu literalmente e completamente. E eu adoro entregas...

Tomamos um ótimo banho, claro, com alguns amassos, mãos bobas e beijos ardentes. Uma toalha para nós dois, muitas brincadeiras, uma leve ameaça de esconde-esconde e eu me esparramei na cama com os cabelos ultra-molhados. Fiz aquela cara de pidona e ganhei uma massagem maravilhosa que começou nos pés e terminou nas costas.

Quase dormi, não fosse pelo fogo que saía de mim. Ele tocou meu corpo para que virasse de frente; ajeitou meu pescoço num travesseiro macio, se livrou da toalha que ainda impunha alguma barreira entre nós e foi até os meus pés. Beijou-os com carinho, chupou meus dedinhos, lambeu minhas solas, acariciou cada pétala da flor que tenho tatuada no pé e tornozelo direito. A estrada que se coloca a sua frente era cheia de curvas, algumas serras e um 'monte' no final. Sem pressa, ele percorreu o caminho com sua língua servindo de veículo.

Por vezes, diminuiu a velocidade e parou para pequenas trocas com as mãos ou mordidas de leve, atiçando mais e mais minha lascívia e meu desejo de ser invadida. Chegando às coxas, abri as pernas o máximo que consegui. Aqueles olhos verdes já cintilavam o resumo do tesão que pairava.

Com sofreguidão, ele abocanhou o 'fim da estrada' e o começo do paraíso de ambos. Meu corpo se contorcia, as mãos dele seguravam as minhas, cúmplices.


Dizer que tive um orgasmo seria um eufemismo ofensivo. Prefiro dizer que foi uma estrada muito bem percorrida, com destino certo e tranquilo, passagem para as outras formas de prazer que nos consumiram por mais algumas horas deste dia incomum!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Duas novidades




Essa semana eu vou publicar dois grandes projetos meus, do Monstrinho e de amigos. Um é o workshop 'Os mistérios e delícias da dominação', que vou promover inicialmente aqui em Florianópolis. Assim que eu estiver com os horários e locais definidos, avisarei pelo blog e por outros meios.

E a outra novidade é a gestação (quase no final) do mais novo portal sobre fetiches do Brasil. Aguardem o iFetiche... Logo logo convido vocês pelo blog, pelo twitter, pelo orkut e por todos os meios que estiverem à minha disposição. Fiquem ligados!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Cantinho secreto


Quem conhece bem Floripa sabe que há muitos recônditos próprios para aventuras amorosas. Há um, em especial, no canto da Praia da Daniela, muito propício para ir à noite ou em dias nublados. O único cuidado a se tomar é com os animais silvestres, já que para chegar lá é preciso atravessar um trecho de mangue ressecado. O mar é calmo e a água sempre morna. Companhias? Eventualmente alguns gemidos de outro casal fazendo amor dentro da água.

Como meu querido não conhece tão bem a Ilha, coube a mim mostrar certos 'cantinhos' a ele. Passeamos por várias praias, fomos ao Mirante da Mole e depois jantamos. Foi muito divertido. Realmente temos muitas afinidades. Depois de rir bastante, voltamos ao carro. Desde a saída do hotel havia dito que teria uma surpresa pra ele. Estava de vestido, como ele pediu. Um vermelho que adoro por deixar minhas pernas e colo lindos. Prendi os cabelos por causa do calor e para deixar minha nuca evidente para as mordidas que certamente levaria...

Fui orientando o caminho e bolinando o moço. Tão bom sentir que alguém sente tesão ao nosso menor toque! Aquilo estava duro feito pedra, querendo escalar as roupas íntimas dele para sentir meus dedos pele a pele. Mesmo assim, quando parávamos no sinal, quem o olhasse nada perceberia. Realmente admiro essas pessoas que não transparecem suas sensações mais íntimas, embora sinta um tantinho de medo delas...

Em 20 minutos chegamos à praia. Ele me olhou um tanto confuso porque o local realmente parece muito deserto. Penso que sentiu certo medo de mim naquele momento, mas eu logo o desarmei com um longo beijo, seguido de um boquete daqueles que (desculpa!) só eu sei fazer.

Deixei ele bem aceso até estar prestes a gozar. Abri a porta do carro e o convidei a sair. Ele o fez. Puxei-o pela mão como duas crianças que fazem alguma travessura. Tirei as sandálias e sugeri que ele tirasse o tênis e as meias. Fez em pulinhos, se equilibrando na areia.

Passando a mini floresta de galhos retorcidos, o luar se abriu refletindo na água bem próximo à orla. A cena era linda e nos entorpeceu por alguns instantes. Embora eu já conhecesse aquele lugar, nunca havia presenciado num cenário tão perfeito. Pensei "estou com sorte DE VERDADE hoje!"

Sim, foi uma daquelas noites onde parece que todo o universo conspirou ao meu favor. Ou melhor, ao nosso favor...

Molhamos os pés na água. Estava convidativa. Uma mulher bem prevenida usa uma bolsa grande e nela há várias coisas, entre elas uma toalha que permitiria que nos secássemos antes de nos vestir depois. Tirei meu vestido e fiquei só de calcinha e sutiã. Ele fez questão de me olhar mais detalhadamente na penumbra da lua. Corei e me senti uma deusa. Puxei o corpo dele ainda vestido e fui tirando sua roupa em meio aos beijos ardentes. Nossos corpos pediam uma fusão e a água ajudaria e muito essa comunhão. Em segundos estávamos nus. Como não conseguia abrir um dos ganchinhos do meu sutiã, ele terminou por rasgar parte da peça. Quem se importa? Adorei ser violada dessa forma com tamanha paixão.


Entramos na água que parecia mais quente, tamanho o fogo que nos consumia. O sal da água temperava os bicos dos meus seios, completamente tesos, que ele abocanhava com fome. Me entreguei nos seus braços, soltei meu corpo e me deixe conduzir por ele. Já estava muito molhada por dentro quando senti a cabeça daquele membro pulsando no meu grelo. Mordisquei seus lábios e sorri, querendo fazer doce. Mexi o quadril, impedindo que ele me penetrasse na hora, fazendo com que tivesse que me buscar na água. Soltei meus braços do seu pescoço e dei algumas braçadas. Ele veio atrás de mim e me pegou. Firmou meu quadril entre seus braços, abriu minhas pernas com autoridade e me preencheu de uma só vez. Doeu um pouco por causa da água do mar, mas foi só eu sentir aquilo tudo dentro de mim pra esquecer qualquer desconforto. Em estocadas fortes e frenéticas, ele me comeu por alguns longos minutos. Meus gemidos poderiam ser ouvidos na praia vizinha. Estava quase gozando quando ele parou, olhou nos meus olhos e me ordenou que virasse de costas. O encaixe dos quadris demorou um pouco por causa do balanço do mar, mas quando conseguimos, ele segurou meus seios, apertando os bicos enquanto mordia minha nuca... e eu fui à loucura.

Não tardou para que gozássemos juntos, com abundância. Virei e nos abraçamos, deixando a marolinha nos levar. Ainda na mesma noite transamos mais três vezes, só que no conforto da cama do hotel. E, sim, eu pude testar os meus dotes de domme de forma leve e descontraída. Felizmente ele gostou.

Realmente o sabor da pimenta com o toque de baunilha é ótimo! ;-)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O infinito particular

Meu mundo não é nada de mais. Sou uma pessoa comum, com desejos, fraquezas, virtudes e defeitos. Sou mulher, mãe, amiga, amante, profissional e tento conciliar as tarefas domésticas, as obrigações de mãe, os compromissos profissionais e os momentos de prazer da forma mais equilibrada que consigo.

Ok, Lady, mas por que esse papo agora se todo mundo que te conhece bem sabe disso? Porque alguns dos momentos mais marcantes da vida da gente acontecem quando encontramos alguém com quem tenhamos afinidade descompromissada. Notem que tudo que falei acima implica de alguma forma em um compromisso: ser uma mulher bonita, ser uma mãe atenciosa, ser uma amiga presente, ser uma amante ardente e criativa, ser uma boa jornalista...


Pois é, meus caros, no último fim de semana eu estive no Rio de Janeiro, a terra onde vivi por mais de cinco anos e que continua linda, com umas das melhores energias que conheço, apesar dos tiros e da má fama que carrega. Fui visitar uma pessoa com quem há tempos conversava, numa afinidade tremenda e admiração crescente. ACM, o melhor bondagista da América Latina, é uma pessoa fantástica. Conhecê-lo pessoalmente provou que minha intuição continua afiada e que realmente não existem acasos.

Foram muitas horas de conversas, passeios, gravações, visitas e eu me senti desobrigada de tudo, com o único compromisso de ser eu mesma. Essa leveza tem um valor inestimável, relaxa, recarrega as baterias e dá um prazer indescritível.

Conhecendo o trabalho do ACM, fui apresentada a pessoas especiais, cheias de talento, carinho, profissionalismo. Conhecendo um pouco do infinito particular do meu querido amigo, pude ter certeza que realmente vale a pena continuar a ser como sou, encarando o fetiche como parte de uma mulher que fez um pacto com o hedonismo!

Obrigada a todos que me receberam com tanto carinho e em especial ao ACM por ser quem é e fazer parte da minha vida. "Cada um dá o que tem de melhor, não é amigo?" ;-)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Relaxando em meus braços

Há algum tempo venho estudando hipnose. Sempre achei algo interessante e uma vez até me submeti a uma sessão em Brasília sob a supervisão de um profissional.

O interesse pela hipnose erótica começou como uma curiosidade do meu Monstrinho no início do nosso relacionamento. Passei a devorar tudo que encontrava sobre o tema e até um curso de técnicas básicas fiz. O que sempre dificultou a prática entre nós é que a hipnose exige testes e tempo. Geralmente não dispomos de muito tempo e acabávamos por matar as saudades de outra forma. Por outro lado, com os outros submissos com quem me relacionei neste ano, não houve afinidade o suficiente para que eu me aventurasse a testar meus dotes de hipnodomme.

A primeira tentativa com MZ foi um desastre. Havia gravado alguns trechos, com direito a trilha celta e tudo, para usar na segunda parte do teste. Porém, não consegui fazê-lo relaxar e ainda por cima a ereção que ele manifestou logo nos primeiros minutos fizeram com que minha concentração fosse por água abaixo. Ok, não podemos acertar sempre de primeira, né... Mas minha natureza é insistente. Enquanto não esgoto as possibilidades de sucesso, não desisto!

Estava planejando como faria para testar novamente, sem muitas perspectivas. Na última sexta em que meu Monstrinho esteve aqui eu realmente não pretendia hipnotizá-lo. Mais uma vez ele não ficaria muito tempo e eu queria aproveitar para experimentar um novo "desenho" de bondage. Porém, a certa altura da noite, senti vontade de colocá-lo no meu colo; nem sei se por impulso de cuidar da sissy ou de realmente fazê-lo relaxar. Foi um momento especial entre nós porque foi muito além do bdsm... foi um momento onde os sentimentos afloraram!

E quem já me conhece um pouco sabe o quanto sou romântica na mesma medida em que sou safada...

Fui falando baixinho no seu ouvido enquanto manipulava algumas partes do seu corpo, alguns pequenos prendedores, intercalando com um lento cafuné. Ele fechou os olhos e fui dando alguns comandos. Percebi que estava cada vez mais relaxado e que, naturalmente, respondia fisicamente aos meus desejos sussurrados. Eu mesma me abismei com a pronfudidade que consegui obter por meio dos meus comandos despretenciosamente hipnóticos. Talvez por isso não tenha ficado muito tempo e o chamei. Tive que dizer três vezes seu nome verdadeiro para que voltasse a si, todo cheio de sorrisos, com os olhinhos verdes brilhando pra mim.


Sim, naquele momento fui mais Rainha do que normalmente sou; rainha porque consegui levá-lo, pelas minhas mãos, a lugares que ambos desconhecemos, mas que com certeza são prazerosos; rainha porque alcancei a plenitude da dominação, ainda que por alguns momentos; rainha porque sei que podemos progredir e realmente alcançar sensações ainda inimagináveis; rainha porque finalmente consegui abrir a porta de um novo fetiche.

Reviso, portanto, um texto anterior meu onde afirmo que um orgasmo simultâneo brinda um momento de afinidade absoluta entre domme e sub. Ainda concordo com isso; mas o que vivemos naquela madrugada prova que há meios de conseguir uma afinidade transcendente, que ultrapassa os limites do bdsm e consagra o amor e o respeito entre dois seres que se permitem o hedonismo!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A Midwinter Night's Dream***

I arrived at my Mistress place and all of my feelings where touched by that pleasant atmosphere. It was inviting enough for wishing a hole life standing there close to my owner. She informed me all the instructions for the night as I entered her garçoniere."-I'm going to set you ready as I'm used to doing. I'm going to leave you alone as long as I want it. I need to take a refreshing shower and latter some delicious meal for dinner. Be polite!, Do not disturb my silence! I want you thinking about how good is this pleasure I offer you!

I was left there naked! My mouth was muted by a silver tape forcing my words inwards. My
silence was enhanced when she inserted those ear protectors due to leave me in contact with the thoughts inside my desire. My Mistress bandaged my head keeping my eyes totally in the dark. Without further words she left.

I was getting blue for feeling nothing but the cold floor under my empty butt. What a sad sadness! I love to be left tied, immobilized for hours and senseless. How I wonder she had tied me, plugged me in! Sad!

Suddenly I felt her hands on my butt cheeks inserting me a toy. My legs were bent to wear some panties. I heard her voice saying "-That makes you more comfortable!".



I was getting excited then I heard a new age song. Calm, soft... my time was coming.

The song was not clear anymore! My Mistress surprised me with her voice, close to my head. I couldn't feel her next to me but her voice. Maybe she was far from me, speaking with her red lips into the microphone.

I got the clue! It was a relaxing game. She was telling me to breath slowly, release the strength I had on my muscles. I was already relaxed with the voice of Her. Everything was perfect! I was constantly ordered not to move my arms and legs.

She told me to feel the scent of patchouli and it was getting stronger! It seemed to be within my nose. I was getting confused! I couldn't tell if my feelings were real or just my mind surrounded by desire.

This feeling play was getting more exciting as I felt a hand pressing my nipples and taking off my panties on my knees. I was confused, and the voice in my brain was telling me lots of nasty words. I was hot! My cock was hard as I've never felt it before.

The tape (as I presume) told me to feel the soft texture of her mouth sliding along my cock. I would love to never stop that feeling. I was put in a trance. I tried hard to move my body but I was immobilized, not with ropes but with my mind. I couldn't move my legs and arms. The voice was there saying what to feel. I was exposed to those words that my body and mind were under control.

I lost the track of reality among those feelings, words and senseless members.

Everything was precisely synchronized that I couldn't notice if I had lost my sanity or not. The voice of my Mistress told me to cum and my cock obeyed! Then I was told to relax and be in silence. It was so confusing, wonderful and inebriating. I was sure my arms and legs where there but I cummed immobilized.

I was relaxed! The voice told me my Mistress was unhappy that she could be healed punishing me. My mind started another cruising trough words and feelings. I was told to imagine a long and flexible cane touching the inner part of the thigh. At first I felt a light burning an then it started a torrent of crackings like rain beating down on my thighs.

Then I heard I would feel a hand turning my body aside to leave my butt free for another punishing act. The voice was telling me the facts that made me deserve those violent blows. I was remembered that I had to be an obedient submissive. That was the only way to make my Mistress happy.

It was so painful each rhythmic stroke I could feel inside my soul. My inert body was taken by the command of my Mistress severe as never.That feeling would remain for a long time as I was informed by the voice not to forget the power of my Mistress.

After consolidating in my mind the sensation of burning in my butt the voice made me relax again. The voice was gone and I could listen to the relaxing music again. The next song came with the presence of my Mistress letting my eyes and ears free again. Then she fed me.

Her skin was fresh and scented as she had just left the shower. The dinner was ready. There was no evidence of incense, cum or cane in the room. Everything was carefully in the same way. My buttocks were burning. That was the only thing that made me sure about everything I'd been through in that room (or in my mind). I touched the burning skin with my hand but it seemed normal. But the burning feeling was there!

*** Conto escrito pelo meu Monstrinho e fofamente traduzido / adaptado pelo Cosmo.