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quinta-feira, 25 de março de 2010

Provocação - Parte 2

(Continuando)

Descanso? Certamente não seria o momento que nenhum dos dois gostaria de repousar…
Percebendo que o ‘rapazinho’ já dava sinal de vida, fez questão de sentir o próprio gosto preenchendo toda a sua boca com aquele membro delicioso. Lentamente subia e descia a língua, roçando de leve seu piercing na glande, o que provocava gemidos abafados do moço. Aos poucos intercalava lábios e língua com uma das mãos, enquanto a outra percorria o corpo firme, de músculos rígidos e desenvolvidos no ponto, maquiados com tintas há muito definitivas.

Depois de deixá-lo ‘em ponto de bala’, subiu nas ancas do rapaz, encaixou seu sexo no dele e imprimiu um ritmo lento, demonstrando as artes do pompoar apreendidas ao longo dos anos balzaquianos desde sempre. Seus corpos viviam espasmos e ele se sentia nas mãos dela. Sim, ela que tanto falara de suas aventuras de dominadora, agora o subjugava de forma deliciosa. E quem disse que ele queria algo diferente de estar sob os comandos dela naquele momento?

Tentou mexer as mãos e ela as prendeu atrás da sua cabeça, segurando com firmeza, olhando em seus olhos, para que ele entendesse que só o faria quando ela quisesse. Assim permaneceu por alguns minutos até que ela atingisse o clímax mais uma vez. Seu corpo foi percorrido por uma descarga de eletricidade que ele pôde sentir pela forma com que ela se cotorceu sobre ele, apertando seus pulsos e fazendo pressão em seu sexo por minutos sôfregos.

Recuperada da multiplicidade do prazer, soltou as mãos do rapaz e as colocou em seus quadris, voltando a cavalgar de forma mais selvagem, em ritmo constante.

- Agora pelo jeito vou presenciar uma fera selvagem (sussurrou)
- Selvagem e no cio! (ela respondeu)
- E como domar…?
- Acho difícil que alguém consiga, mas tente!

Num movimento rápido ele a virou e se pos entre suas pernas, sugando-lhe todo o mel que escorria em abundância, passando a língua suavemente sobre o clitóris. A ela só restava delirar. Nem tentou reagir. E como quem chupa um delicioso sorvete em dia de calor, ele permaneceu naquela posição por muito tempo… tempo suficiente para enfraquecer-lhe os músculos de tanto gozar.
Satisfeito em ver sua exaustão, ergueu seu corpo sobre ela, sorrindo.

- Acho que amansei a fera
- Sim, conseguiste, mas ainda não por completo
- Queres mais?
- Quero te sentir todo dentro de mim novamente!

Ele apenas soltou o corpo, num encaixe perfeito. Enquanto imprimia ritmo, lambia as pontas dos mamilos dela tão entumecidos. Sentindo aquele membro duríssimo dentro de si, ela não demorou a gozar mais uma vez. Ele apenas sorria, vendo seu talento de garanhão confirmado.

Os sussuros ajudavam a dar mais excitação…

- Agora quero algo diferente. Será que a selvagem dama me concede a honra de ter-lhe de quatro?
- Só se você me inundar o corpo com seu líquido.
- Com todo o prazer do mundo!

Ela virou-se lentamente, exibindo seu belo traseiro, o que o deixou mais cedento em comê-la daquela forma primitiva. Segurou seus cabelos e puxou seu corpo contra o dele. Ela, semi-ereta, deixou-se conduzir pelas mãos e braços fortes do rapaz, que foi intercalando os puxões de cabelo com fortes imposições e beliscões pelos seios. E a selvagem dama só conseguia dar gritinhos lascivos, que o enlouqueciam mais e mais na iminência do orgasmo.

Quando ambos não aguentavam mais, ele deu a última estocada forte e permaneceu dentro dela, inundando-a como havia prometido.

Soltaram seus corpos e então sim, após algumas carícias, adormeceram o sono dos justos que se embriagam no prazer.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Desenhos pelo corpo

Cerveja, fim de noite, companhia dos amigos, uma sobremesa com chocolate bem melecado, lambuzado.

O combinado com um dos amigos havia sido feito ainda no início da semana. Há tempos não tomávamos uma; muitos devaneios a compartilhar.




Junto com ele, um estranho, quase bizarro, com o corpo todo tatuado, olhar profundo, grandes lábios, atitude provocativa de todos os nascidos sob o primeiro signo do zodíaco, misturada a uma quase enternecedora timidez.

Simpáticos e receptivos como sempre, acolhemos a nova "figura" com bom humor e a tradicional pitada de malícia que faz de mim e do Cosmo a dupla preferida de conversas pervertidas da Trindade.

Eu era apenas eu, uma mulher despachada, mas na minha minha. Comum até certo ponto. Nada de Lady Vulgata, por enquanto. Até que uma saída de 20 minutos revelou a minha identidade.

Ao voltar, notei que os olhares da mesa mudaram. Fui acompanhada no balançar das cadeiras até novamente me sentar. Um tanto tímida, notei a proposta no olhar de Cosmo (o delator). Ok, agora o estranho sabia da minha identidade secreta. Que fazer? Nada que me exigisse. Apenas fazer jus a personagem que tanto prazer me traz.

Cavou toda a ousadia que existia dentro do seu ser e se convidou para tomar mais uma cerveja na minha casa. Aceitei. Sabia que, antes de mais nada, estava curioso para saber mais dos seus próprios limites.

Estava cansada, confesso, porém preferi confiar na minha intuição e no faro de Cosmo - sempre excelente olho para perversões e conselheiro de boas trepadas. Não me arrependi. Pelo contrário, me surpreendi!

As únicas coisa da Lady que ele obteve, além de cordas num bondage simples, vendas e umas leves batidas de chicote vermelho, foi o olhar autoritário e a lascívia dominatrix. Em todo o resto, fui eu mesma, na essência de mulher voraz.

Me pegou de todas as formas, me virou, me penetrou todos os orifícios possíveis, me abraçou, me possuiu, se entregou, se abriu ao meu mundo naquele instante infinito. Um maravilhoso e invejável instrumento ele tem, é verdade, mas a atitude é sempre o que decide nessas horas. E uma boa pegada, qual mulher não gosta???

- Entendo um pouco de nós. Fui marinheiro
- É? Então se solte, vendado, e venha me comer...

Desmanchou parte dos nós com os dentes e o resto com a tal habilidade de marinheiro, conhecedor de nós!

Com toda autoridade que lhe concede a influência do signo, examinou meu peircing e as tatuagens. Olhou muito da minha intimidade e partilhou da maior delas: o sono! Pouco, mas suficiente para nos dar forças para a dança da manhã, equivalente a muitas cestas de chocolate!

Os desenhos do corpo do delicioso estranho ficaram, em parte, tatuados nos meus lençóis...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Feromônios virtuais


Certa vez, num desses almoços cotidianos, uma nova amiga querida soltou uma frase que corrobora um pensamento antigo meu: os homens nos seguem pelo cheiro.

Pois pois, me questiono sobre isso há tempos, sobretudo quando penso nas relações virtuais...

- Mesmo quando eu brinco, eu falo sério
- E se eu te disser que também senti algo estranho aquele dia na despedida?

Esse algo estranho foi nada mais que um beijinho "bobo", daqueles que a gente erra a bochecha de propósito. Mas rendeu...

E vem rendendo graças aos feromônios virtuais. Ora, nosso objeto de escolha (porque somos nós mulheres quem escolhemos, no caso de uma relação hetero) nem sempre pode sentir nosso cheiro com as narinas, mas sente nossa ardência, ainda que por palavras mascaradas via msn, skype, twitter ou qualquer outro meio virtual!

Suspeito que os feromônios virtuais realmente existam e por conta deles sejamos atraídas ao pecado (ooooohhhhhhh) constante, deliciosamente proibido. Agora resta saber como eles se propagam, por que caminhos se dissipam, qual o algoritmo que os traduz.

O dia em que um vivente descobrir esta fórmula terá consigo a chave de muitas portas femininas preciosas, muitas delas escondidas sob avatares medíocres diante de seus potenciais e beleza.

A nós, simples mulheres mortais, donas de si e das suas vontades, ainda dependemos daquela parte que fica entre os olhos, acima da boca. Claro, com generosas pitadas de repertório gestual e palavras bem colocadas, muita carne, lábios e unhas vermelhas, cabelos bem tratados, um belo decote... e pé no chão! ;-)