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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O prazer da inversão

Eis um dos mais polêmicos fetiches: a inversão. Mexe com as fantasias masculinas e femininas, independente da orientação sexual. Pira a cabeça dos machões de plantão, que não conseguem compreender como um homem “de verdade” sentiria prazer fazendo papel de “maricas”. Em contrapartida, muitos dos que já experimentaram lutam contra seus próprios preconceitos para se auto-convenceram de que não são viados.

Well, meus queridos, falarei da minha própria experiência – que não é modesta...


Mais de 90% dos homens com quem pratiquei a inversão são heterossexuais. Dos outros 10%, a maioria tem tendências bissexuais e uma porcentagem reduzidíssima é de fato gay! E por que o gay não curte inversão? Porque o que o atrai é o cheiro, a pele e a “pegada” masculina. Uma mulher que pratica inversão, por mais poderosa e/ou agressiva que seja, será sempre uma mulher, com cheiro, hábitos, pele e formas suaves. Logo, meus caros, livrem-se do fantasma da ‘boiolice’ ao pensarem nos seus desejos. Com todo respeito aos meus queridos amigos homossexuais, inversão é coisa pra macho!

Um dado que corrobora minha experiência é que frequentemente rola sexo convencional após a inversão. O homem fica mais excitado e quer devolver o prazer à mulher com a penetração. E mesmo na hora em que está sendo 'comido', ele curte o toque dos seios, dos cabelos e o perfume da mulher que o penetra.

Algumas pessoas riem de mim quando digo que é preciso ser muito homem para dar o cu. É verdade, gente! Assim como é preciso ser muito homem para namorar uma garota fora dos padrões e sair com ela de mãos dadas no shopping, ou assumir qualquer comportamento socialmente questionável, que vá contra os parâmetros aceitos por gentinha medíocre. Assumir o que se é, o que se gosta e como gosta é, infelizmente, privilégio de poucos. Admiro os homens que praticam a inversão porque vejo neles um rompimento de barreiras em nome do prazer.


Outro dado importante a ser ressaltado aos que se questionam e fantasiam sobre o tema é que ABSOLUTAMENTE TODOS OS HOMENS SENTEM PRAZER ANAL. Sim, podem me xingar, mais eis uma verdade fisiologicamente definitiva. Algumas mulheres também sentem prazer anal, mas muito mais pelas sensações psicológicas do ato do que na fisiologia do corpo humano. Já os homens possuem próstata que, quando estimulada, intensifica o prazer de forma considerável.

Alguns conselhos que posso dar aos homens que se permitirem experimentar é:

1. Procurar uma mulher que realmente goste de inversão, que sinta prazer em dar prazer ao seu homem e se sinta poderosa com o ato. Esta mulher não precisa ser uma dominatrix; pode ser sua própria esposa ou namorada. Basta que ela descubra a sensação de dominar a cena eventualmente no ato sexual.

2. Jamais force sua namorada ou esposa a fazer isso. Além de correr o risco de se machucar, porque ela pode fazer com raiva e trata-se de uma região delicada, você certamente causará um trauma sexual nela. Nem todas as mulheres curtem esse fetiche. Aliás, esse número ainda é reduzido. Estimo pelo que leio e vivo, que para 100 homens que curtem inversão, temos uma mulher que realmente goste da prática. Portanto, converse com sua parceira, tenha paciência com as possíveis barreiras que ela oferecer e saiba respeitar os gostos dela. Caso veja que realmente com ela não rolará, seja franco quanto à sua curiosidade e deixe claro que tentará uma sessão com uma domme ou outra moça que curta o fetiche.

3. Use bastante lubrificante e equipamentos adequados. O tradicional strap-ons ou ‘cinta-caralha’ apresenta muitos formatos, tamanhos e materiais. Sua parceira precisa estar confortável com o modelo. Sabemos que as sexshops nem sempre permitem que se prove o artefato, mas é prudente que o faça sempre que possível. Da mesma forma, cuidado com a escolha do dildo que deve ser preferencialmente de silicone, com uma anatomia que se adapte ao seu formato de prazer. Há homens que toleram dildos mais grossos, texturizados e mais longos, e há outros que prefiram tamanhos e grossuras mais modestas, assim como é com as mulheres e suas anatomias vaginais e anais. Como o objetivo é o prazer, vale testar vários tipos, até porque dildos não costumam ser muito caros e achar um que encaixe direitinho realmente vale a pena. Existe ainda a opção de strap-ons com duas aberturas, onde a mulher pode cololocar um plug que a penetre enquanto faz a inversão. Eu aprovei!

4. Se realmente optar por uma dominatrix, procure uma que tenha certa experiência na prática, além de acordar com ela o que será feito durante a sessão. Tenho algumas amigas que curtem, mas não fazem apenas isso; querem outras práticas associadas. Portanto, a menos que você também seja masoquista e/ou submisso, converse bem sobre os termos do encontro de vocês, seja ela profissional (que cobra para isso) ou não.

5. Se permita novos prazeres. Relaxe e curta a nova sensação. No começo sempre dói um pouco, mas depois eu garanto que será prazeroso. Fale sobre os possíveis desconfortos e posições e tudo fluirá a contento. Seja feliz e goze muito!

Enfim, meus queridos, espero ter contribuído para que mais e mais homens e mulheres encontrem as fontes de prazer que a inversão proporciona.

Um beijo

LV

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Duas Rainhas

Chovia na Ilha. Passava das 23h quando eles estacionaram embaixo do meu prédio, como combinado. Desci com minha bolsa preparada e ele já me esperava com a porta aberta, mesmo em meio aos pingos incessantes, para mostrar sua primeira função bem desempenhada: a de motorista.

Ela já estava lá, linda como sempre, com aquele olhar imponente de quem conduz sua peça com disciplina e carinho. Engraçado como desde o início "bati" com a energia da Poderosa. Ela é uma moça bonita, é verdade, mas não é por isso. Acho que temos pensamentos parecidos sobre submissão e sobre amor. Enfim...

Voltando...

Ele dirigiu até o motel enquanto nós duas conversávamos sobre submissão, dominação, sadismo, masoquismo e aleatoriedades. Chegando lá, o quarto nos surpreendeu. Decoração envolvente, com predominância do preto e uma bela mesa onde pude espalhar meus acessórios.

Os olhos do moço brilhavam a cada "coisinha nova" que eu tirava da bolsa. O que Ela não conhecia, eu apresentava e dava uma breve explicação de como usar.


Mandamos que ficasse só de calcinha e plug - que Ela fez com que ele usasse desde a saída de casa. O pus deitado na cama, prendi seus tornozelos e seus pulsos com uma demonstração modesta de bondage. Dei o flog para ela e fiquei com o meu vermelinho velho de guerra. Vendei seus olhos para que aprenciasse a sensação de ser dominado por duas Rainhas. O moço é bom mesmo. Aguentou uma boa sessão de spanking moderado e bastante cêra quente nas costas e na bunda. Nem precisei amordaçá-lo porque ele mordia os lençóis - já que havia avisado que não queria gritos nem reclamações...

Cansamos de brincar assim. Ordenamos que vestisse a roupa de vadia, com direito a espartilho e meias 7/8. É certo que para mim faltava algo no visual. Ok ok, os cabelos compridos do meu Monstrinho sempre me fazem falta, mas estava disposta a curtir a cena da melhor forma possível.

Tirei a saia e vesti meu strap-ons. Poderosa me ajudou a escolher o dildo e optamos pelo intermediário. Não tirei as botas pois sabia do fetiche do moço por saltos e vinil. Ordenei que ficasse de quatro e empinasse a bunda. Ele, muito obediente, colocou aquele corpão de atleta ao meu dispor. Bela cena, belas pernas, belo rabo ele tem. Estava uma vadia perfeita e a Poderosa se deliciava com a cena, dava uns tapas e batia fotos.

Achei que aquela bunda era deliciosa demais para que eu a comesse numa só posição. Deitei de costas na cama e mandei que sentasse no "meu pau".

- Rebola, sua putinha! - Dizia Ela
- Vai, mostra que tu estás adorando dar o cu pra mim. - Dizia eu

Ele obedecia, como todo bom cachorrinho que se preza. Para brindar a cena, mandei que gozasse nas minhas botas e que lambesse tudo depois.

- Tá quentinho? Limpe bem as botas da Vulgata, hein! Ordenou a Poderosa.

Eu tinha alguns outros planos, mas Ela estava impedida. Mesmo assim, foi uma sessão cheia de tesão, muito interessante, brindando nossa afinidade e nossa amizade, com aprendizado mútuo. Agora, o próximo a ter essa honra, é o meu Monstrinho. ;-)

domingo, 14 de junho de 2009

Ilusão concedida


Toda mulher quer ser única para seu homem, seja ele seu namorado, marido, escravo, amante... ou tudo junto! Mais do que fidelidade, no fundo da alma, todas elas esperam a satisfação do ego em ser especial, ser única, sentir-se singular, numa ilusão concedida...


Era tarde. Noite gelada. A comida estava pronta, os amigos bebendo vinho e todos os pratos à mesa. O celular teimava em não tocar. Incontinente em sua ansiedade, ela sai escada abaixo rumo ao carro. Sim, ele já deveria ter chegado!
Ao entrar no carro, o tão esperado toque do telefone e a notícia mais que esperada.
- Cheguei!
Mais do que depressa ela foi ao seu encontro. Era natural que preparasse tudo com certa antecedência e sempre tivesse um "coringa na manga" em caso de mudança de planos. Mas dessa vez ela sabia que os céus e os Exus (já que era dia deles) iriam conspirar a favor.

Lá estava ele, com seus longos cabelos e seu ar comportado de sempre. A travessura da aparência eram seus cabelos, volta e meia traídos pelos seus olhos verdes.

Ela o levou para seu antro, onde os amigos esperavam ansiosos, mais pela comida do que pela alegria da amiga ou pela curiosidade de contemplar o moço. Tudo parecia perfeito, mas o que ela queria mesmo era ficar a sós com ele. Adorava os amigos, porém aquele seria seu Valentine's Day torto e atrasado.

Concessões em excesso, ilusões malfadadas... de tudo aquilo ela estava acostumada a ser acusada. Só que esta era uma ilusão concedida. Era plena porque em seus braços se sentia única e Majestade!

As luzes foram desfocando, as pessoas se dissipando e o calor aumentando. Mostrou-lhe as calcinhas novas, dela e dele. Mandou que vestisse a mais rendada, fio dental. Não resistiu ao ver aquela bunda empinada com a calcinha totalmente enterrada. Era pedir demais que ela esperasse. Mordeu, deu algumas palmadas, imobilizou suas mãos nas costas e finalmente o possuiu, com toda pressa que uma Rainha sentimental tem, impulsionada pelo tesão acumulado.

Vestiu seu strap-ons, segurou suas ancas com firmeza e o penetrou, puxando seus cabelos em movimentos frenéticos. Mas o gozo só viria depois, quando ela entregou seus seios e seu sexo a ele. Mesmo com as mãos imobilizadas, fê-la chegar ao ápice sem tanto sacrifício na língua.

Noite afora se seguiu com mais e mais libido, mais e mais gemidos. Seriam mais notas eróticas num blog censurado pelos hipócritas. Porém, é assim que ela espera novamente o momento da ilusão concedida...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

As práticas e as preferências

Antes de qualquer coisa, é importante que eu coloque minhas preferências, embora elas mudem com frequência de acordo com as descobertas e leituras que faço. Meu Monstrinho (como carinhosamente chamo MZ) tem contribuído para a metamorfose dos meus gostos.

1. Sou praticante e defensora da inversão como forma de prazer máximo aos homens que se permitem prazer total e às mulheres que se deleitam experimentando o falo como instrumento de dominação. Pratico há algum tempo e tenho me aprimorado na técnica.

Nesta prática, tenho um "brinquedinho" que chamamos de Pretinho Básico. Ele tem 23 cm e é objeto de temor para alguns e prazer para outro especificamente. Por ser um tanto pesado, dificulta o suporte do strap, mas nada que a habilidade e a prática não superem.

2. Sou apaixonada pela arte do bondage e do shibari. Mas sei pouco. O básico faço faz tempo, mas estou aprendendo com meu sub (sim, a gente aprende muito com eles...) a fazer nós lindos, com materiais diferentes e com funções diferentes.

3. O spanking é definitivamente O Instrumento de dominação física. Quem nunca levou uns tapas na vida? Além de ser prazeroso bater (e creio, receber), remete às lembranças mais mundanas do íntimo que, frequentemente, trazem um prazer quase inexplicável. Sou adepta do spanking simples ao moderado.

4. Hipnose erótica é minha mais nova curiosidade sexual. Tenho lido e estudado muito sobre o assunto. Minhas práticas ainda sao tímidas, mas deram bons resultados. É o que pretendo me aprofundar com mais intensidade nos próximos meses.

5. Feminização e práticas crossdressers: Para quem não sabe o que é um CD (ou crossdresser), trata-se de um homem, quase sempre heterossexual, que se excita com a própria figura vestida de mulher. Os acessórios como lingeries, corserts, espartilhos, sapatos de saltos, botas, meias e cintas-liga fazem muito sucesso entre os CDs.

Transar com um CD é uma experiência que aprendi a gostar. Inicialmente achei que não iria curtir, mas depois fui tomando gosto pelo ato de subjugar um homem e utilizar a dominação psicológica sobre ele. Muito frequentemente os CDs não se aceitam no seu próprio fetiche e isso abre uma linda brecha para que sejam dominados. Eu particularmente me excito em imaginar que tenho uma putinha na minha cama sob meus comandos.

Já a feminização é o treinamento do sub para se portar como uma mulher. Mas não se resume apenas aos acessórios ou roupas e sim às atitudes femininas, que podem estar ligadas a alguma fantasia bi ou lésbica da dominatrix. Enfim, como dizem que toda mulher é um pouco lésbica, eu me aproprio do conceito porque me é conveniente. Também é uma prática que pretendo me dedicar mais nos próximos meses.

Além dos que detalhei acima, gosto e pratico massagem de próstata, mumificação, candle wax, privação de sentidos, facesitting, vendas/mordaças/plugs/prendedores e outros apetrechos, brincadeira dos cheiros (nome dado por mim ao treinamento olfativo dos meus subs, onde utilizo aromas de frutas, óleos, ervas e essências); cinto de castidade e privação de orgasmos.

Eu faço sexo com meus subs, mas como forma de prêmio. A todos permito que pratiquem sexo oral e frequentemente os brindo com minha habilidade felativa porque me dá muito prazer chupar pau (não há como dizer isso sem ser assim...). O sexo em si é uma paixão e uma delícia. Transaria várias vezes ao dia. Mas entendo que, no caso do BDSM, é uma espécie de ápice da relação. Quando uma domme e um sub conseguem chegar ao orgasmo juntos, está brindada a afinidade entre ambos!