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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Leoa no fogo (em fogo)

O significado do seu nome é fogo divino ou leoa doce que almeja pelo espírito em elevação. Não sei o quanto carregamos dos nossos nomes nas nossas essências. E realmente acho que sou muito do que meu nome significa, assim como afirmo que minha filha é "aquela que traz alegria".

Pois bem, a doce leoa que surgiu na minha vida há pouco tempo tem um toque de rebeldia nas suas atitudes, expresso, em parte, em suas tatuagens e peircings, talvez no modo como arruma seus cabelos ou nas asas que adquire pilotando sua motocicleta.

Talvez, coincidentemente, seja leonina...



Ela me esperou por alguns minutos na esquina, onde fica a banca de revistas da quadra. O cabelos castanhos bagunçados em parte pelo penteado, parte pelo vento que soprava forte e morno. Os olhos convidativos perguntaram:

- Pronta!
- Sim, desculpe pelo atraso. Demorei no trânsito e queria passar uma água no corpo.
- Sem problemas. Te esperaria a tarde inteira.

Corei. Pus o capacete e subi na moto.

Foi muito bom sentir o ar em movimento invadindo todo o meu corpo, numa sensação de liberdade que só essas asas em rodas podem nos proporcionar. Timidamente ela procurava minha mão esquerda e a punha sobre sua coxa enquanto manobrava em meio ao trânsito caótico da SC-402 em obras.

Engraçado foi entrar no motel de moto. Nunca havia feito, embora hoje em dia nem seja mais problema porque tudo é informatizado. Claro que sei que há pessoas nos vendo, mas sem o olho no olho a vergonha diminui e muito!

Não quis sacrificar seu 1,60 m de altura e pouco mais de 50 kg; desci da moto da forma mais leve que consegui, sendo essa pessoa 'miúda' que sou. Entrei no quarto falando, como sempre, e ela sorria para mim. Tirei as sandálias e deitei. Ela arrumou as bolsas e capacetes em cima da mesa, tirou a blusa e deitou ao meu lado. Observava como meus lábios se moviam e meus pés balançando no reflexo do espelho lateral. E quando eu finalmente respirei do meu discurso egocêntrico ela me beijou. Um longo e molhado beijo.

Corei. Retribui e a puxei para mim. Interessante como pessoas pequenas podem se tornar leoas quando querem algo. Pois minha pequena leonina 'avançou' em mim com a fúria e sensualidade dos felinos. As mãos ágeis rapidamente tiraram a minha calça, calcinha e o meu sutiã (eis uma dificuldade que mulheres não têm...). Beijou meu pescoço, seios, barriga e parou nela. Sim, a moça tem uma língua que faria qualquer um entregar seu reino.

Lambidas intercaladas com chupadinhas de leve no lugar certo me faziam contorcer todos os músculos do corpo. Aos poucos ela foi colocando um, dois, três dedos. Gozei! Gozei muito! Acho que deixei o rosto dela inundado. Mas ela não parou... Agora colocava um dedo atrás e dois na frente, lambendo sem parar. Rindo, em meio ao êxtase, perguntei se fazia malhação de glúteos e tríceps ou da língua. Parou de me lamber por alguns segundos e disse:

- Quando se tem tudo isso numa cama, a gente até esquece a fadiga muscular...

Voltei e me contorcer e gozei de novo, dessa vez com mais intensidade e por mais tempo. Não tinha mais forças. Pedi arrego!

- Tá, deita aqui nos meus braços enquanto eu me refaço, doidinha!
- Delícia és tu, mulher! Linda, simpática e gostosa. Confesso que não imaginava que fosse assim.
- Deiuxa de ser boba, você é ótima e eu nem fiz nada ainda.
- Mesmo que não fizesse, estou feliz por estar aqui contigo.

Dei um sorriso satisfeito, porém receoso. Como sempre digo, não sou bissexual, muito menos lésbica. Nunca me apaixonei por uma mulher e meu fetiche é muito pontual, por tipos muito específicos e de forma bem esporádica. Meu receio era não saber lidar com o pós. Então mentalizei o meu mantra :"viva o agora, viva o presente" e pronto.

Tomei uma ducha e voltei pra cama enquanto ela fumava um cigarro, já nua. Contou que só fumava nessas ocasiões. Me ofereceu; recusei e comecei a beijá-la. No primeiro toque da minha língua nos seios dela, as pernas se abriram. Posicionei meu corpo entre suas coxas e fui descendo o movimento da língua e do peircing pela barriga bem torneada até chegar ao sexo. Linda xana, rosada e molhada, com poucos e ralos pêlos, e, contrariando meus amigos queridos, poderia dizer que até cheiorosa é. Um cheiro todo especial que só quem curte o oral assim sabe do que estou falando.

Tentei ser tão competente quanto ela foi. Acho que consegui porque o gozo foi intenso. Mas a ninfomaníaca aqui queria mais e eu subi sobre ela de forma contrária. Se todos soubessem como é bom o 69 entre duas mulheres, ficariam com inveja desse momento. Impus o meu ritmo e as minhas vontades. Embora ela soubesse que sou dominatrix, saí com ela longe dessa pretensão. Só que tem horas que a natureza da gente fala mais alto. Muitos dedos, alguns tapinhas nas coxas, arranhões na bunda e haja língua...


Gozamos quase juntas, corpos tremendo ao mínimo toque. Eletricidade pura era o que corria nas nossas veias. Alguns minutos de intervalo, conversas, risos, falei mais de mim, ela falou bastante dela (e eu notei muitos traços leoninos já velhos conhecidos meus). Ducha e últimas forças para o último orgasmo. Nesse jogo, sairíamos empatadas com todo orgulho do mundo.

Peguei o sabonete e passei pelos seus seios. Adoro a sensação do toque de seios ensaboados. Ela fez o mesmo em mim, com a diferença que os meus devem ser o triplo do tamanho dos dela. Brincou feito criança neles. Deixei e me diverti muito, enquanto a água batia nas minhas costas. E dessa vez o gozo veio individual: primeiro ela, depois eu. O toque suave dos dedos e as carícias nos seios entumecidos de prazer brindou a tarde exótica que tive neste novembro quente em Floripa.

... E qualquer outra sensação vista no espelho do quarto perdeu a importância diante do que ficou na memória das sensações...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Três passos para uma masoquista sem rumo

Passo 1:


Ela fugia. Não sabia do quê, mas tinha dentro do âmago de sua alma a certeza que precisava fugir. Veio do meio do país, lá onde o Governo brinca com nossos destinos. Era doce, de olhos expressivos e boca carnuda. Gostava de sentir na carne o estalar dos dedos e do couro. A dor era sua rendenção. Para ela, tudo era dor, num misto de prazer e fatalidade. Acreditava que a liberdade aprisionava sua alma. Buscava um dono, uma dona... ou ambos...

Na cidade da magia, tudo parecia perfeito, menos a garota de olhos tristes que não conseguia encontrar a alma que a acorrentaria. Meses se passaram, caminhos se cruzaram e numa mesa de bar, diante dos amigos de tempos e práticas, ela sentou na minha frente, fitando-me com admiração e curiosidade.

- Finalmente te conheço pessoalmente. A famosa Lady Vulgata... És muito falada por todos!
- O prazer é meu. Falada? Espero que bem... ou não...kkkkkkkkkkkkk
- Sim, os ditos são os melhores possíveis, o que me fez ficar muito curiosa em te ver
- Hummmmm

Pisquei pra ela e senti que poderia ganhar terreno. Nunca tive uma sub, embora já tivesse feito sessões conjuntas na presença de escravas de outros doms amigos meus. Não me intitulo bissexual porque nunca desenvolvi sentimentos mais profundos por alguma mulher. Algumas, de tipos bem específicos (ousadia, inteligência e atitude), me despertaram tesão e com poucas tive algum contato mais caliente.

Mas não deixo de admirar as mulheres. Sou uma delas com muito orgulho. No geral, somos fortes, versáteis, espertas e sensíveis, além de sabermos explorar muito bem a incrível necessidade que o ser masculino tem de ser o centro das histórias.

Pois bem, depois de algum tempo passado, resolvi entrar em contato com a moça. Alguns recados no orkut, interações no FetLife, conversas no msn e...

- Sabia que te acho uma delícia e me coça as mãos de vontade de te dar uns tapas?
- Nossa, que é isso? Será que deus vai ser bom comigo a esse ponto?
- Depende. Pode ser deus ou o diabo. Ou ambos, já que o prazer faz parte da vida. Quero você, menina!
- Quando? Quero ser tua cadela, Mistress
- Antes, tens que aceitar uma condição posterior
- Faço qualquer coisa pra sentir o peso da tua mão
- Farei uma sessão contigo e te matarei de prazer, mas depois terás que participar de uma sessão conjunta com meu sub
- Como ele é?
- Confia em mim! Se quer que eu seja tua domme, tens que confiar que sei o que é melhor pra ti. Mas não se preocupe, Monstrinho é um apelido carinhoso
- Confio... cegamente
- De brinde para teu deleite: ele é lindo!

Sucessões de elogios e rasgações de seda, que em nada contribuiríam neste post, se seguiram. Combinamos que a sessão apenas com nós duas seria em breve e a com ele dependeria de casar as agendas dos três. Mesmo assim, aconteceria em no máximo um mês.

No dia marcado, pedi que ela fosse com uma saia ou vestido curtinho. Marcamos num bar popular no circuito underground da cidade. Ela obedeceu e estava impecável, usando uma gargantilha que imitava uma coleira. Olhos bem marcados pela maquiagem e boca vermelha.

Cheguei causativa, como sempre, porém mais simples do que costumava me apresentar. Vestido pelos joelhos, botas de cano longo pretas, maquiagem mais leve e alguns acessórios no pescoço, orelhas e mãos. A boca, como sempre quando queria impressionar, estava carmin.

Sentamos, nos olhamos um pouco, pedimos uma bebida, conversamos amenidades e eu me aproximei, colocando a mão entre suas coxas. A pele gelada denunciava o nervosismo, mas os músculos a traíram, apertando minha mão com força. Puxei seu pescoço por trás dos cabelos perfumados e a beijei com toda paixão que conseguia demonstrar por uma alma disposta a me dar prazer.

Beijo longo, delicado e delicioso. Os amassos se seguiram, mais e mais quentes. Terminamos o drink em meio a um beijo e outro. Sussurrei no seu ouvido: "agora quero ver o que a cadela sabe fazer". Ela me olhou com uma expressão frágil e maliciosa, que fez subir minha temperatura e molhar minha calcinha. Puxei-a pela mão, pagamos a conta e saímos no meu carro.

Como de costume, não a levei para minha casa porque esta honra só concedo aos que ultrapassaram a barreira da confiabilidade básica e provaram que são bons. Em direção à SC-401, as mãos não tinham posição sobre suas coxas. Dirigindo percebi o desconforto e puxei a mão esquerda dela para meus seios. Rapidamente ela entendeu o que deveria fazer e começou a me bolinar. Minha calcinha já estava molhada, quando ela ergueu meu vestido e descobriu o caminho para me enlouquecer de vez. Os 10 km restantes foram de tortura para esta domme que tentava se concentrar na estrada sem muito sucesso.

No motel, quase todas as suítes ocupadas. Pedi a primeira que vagasse e entrei. Coloquei o carro de qualquer jeito na vaga e sequer baixei a porta da garagem. Tive tempo de pegar minha bolsa onde estavam meus "brinquedinhos". Subimos as escadas do motel nos agarrando e arrancando as roupas.

Perto da pilastra onde a amarraria, já havia deixado a doce masoca sem roupas, só de calcinha; um minúsculo fio dental enterrado naquelas carnes firmes e extremamente alvas, que logo logo ficariam vermelhas de prazer...

Continua...

terça-feira, 9 de junho de 2009

Os longos cabelos de trigo

Este texto é uma homenagem à uma amiga. Foi publicado em outros sites, mas agora eu o reproduzo com todo prazer, relembrando o momento:

O cheiro da pele, o toque de veludo, os cabelos de trigo grudados de suor... O beijo nem tão delicado, nem tão maldito, nem tão esperado.
O sono já era bem-vindo, quando senti tuas mãos invadindo meu corpo e o calor da tua boca dilacerando meu sexo. Nunca te havia imaginado em mim, não desta forma.
Com a plenitude das almas enamoradas, me entreguei a ti, surpresa com gosto de baunilha. Preenche meu vazio, invade meus sonhos, me dá novo sopro para que assim siga meu caminho sem perder o rumo.
Arrancou de mim o gozo, o suspiro, o devaneio. Conquistou em mim uma nova forma de ver o mundo, de enxergar as pessoas, de reler quem amo, de amar de forma múltipla.
No gesto de domingo, muito mais que volúpia... redenção!