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terça-feira, 8 de junho de 2010

O amor segundo o sacrifício e a superação


"De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure." (V.M)


Feliz aniversário, meu amor!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Rapidinha


De lá pra cá são mais ou menos 30 km pela SC-401, estrada com alguns trechos duplicados e outros que são um desafio ao olho humano durante à noite e/ou quando chove. Sim, essa é a Florianópolis real, sem desmerecer essa Ilha maravilhosa que amo.

Mas tenho feito esse caminho todos os dias, praticamente, levando e buscando meu querido Chatinho até que o carro dele saia da loja. Hoje, no percurso de ida, conversávamos sobre libido e cheiros que despertam desejos. Ao contrário de quase todas as manhãs, tínhamos alguns minutos de sobra porque saímos antes de casa. Dia nublado, bastante chuva e, às 6h da manhã, quase nenhum movimento. Pois há um longo trecho da SC-401 praticamente deserto, onde só existe mato e asfalto. Creio que falamos tanta bobagem que a tal libido tomou conta. Alguns segundos de silêncio e ele me surpreendeu:

- Pára o carro.
- Parar aonde, honey?
- Pára no acostamento.

Como a ordem foi acompanhada de uma bela metida de mão por baixo do meu vestido, me tornei a mais submissa das mulheres. Mal parei o carro e ele já estava me engolindo com seus beijos e aquela delícia de mão que sabe me pegar como ninguém.

O clima estava ótimo. Os vidros rapidamente embassaram. Ele recuou o banco e eu subi nas coxas dele, erguendo a roupa que parece ter sido escolhida propositalmente (hum, preciso usar mais vestidos curtos...). Já estava todo arrumadinho e cheiroso para entrar na aula e eu o dessarrumei abruptamente. Não há como resistir àquele cheiro que meu nariz reconheceu como familiar desde a primeira noite.

Agimos rápido, como dois experientes devassos. Não demorou 5 minutos toda aquela volúpia, mas foi o suficiente para impregná-lo do meu cheiro pelo dia todo! Excelente dia eu tive...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Janela indiscreta

Quando cheguei a Florianópolis, em 2007, morei num condomínio novo, desses projetos múltiplos tão comuns agora na Ilha. Duas torres e muita diversão. Uma inusitada eu descobri em algumas semanas... Havia um casal que gostava de exibir suas noites apimentadas nas janelas do seu apartamento. Devido à arquitetura do imóvel, ninguém conseguia detectar exatamente de que andar vinham os gemidos, mas a cada semana eles ficavam mais 'criativos' e intensos.

Eu me divertia com o prazer alheio, mas os puritanos de plantão reclamavam. Era começar a sessão de sexo e os interfones disparavam a tocar. Do 9° andar eu podia contemplar o coitado do porteiro dando voltas e voltas nas torres tentando achar os libertinos, sem sucesso. Na minha fantasia, eles se escondiam todas as vezes que alguém pudesse descobri-los cruamente. Uma vez até a polícia chamaram e, claro, nada pôde fazer!

Pois contei essa fábula da vida real ao meu digníssimo titular da vaga cardíaca atual. Coincidentemente ele mora no mesmo bairro onde vivi meu primeiro ano na capital catarinense. Da janela da sua sala é possível avistar as duas torres do condomínio onde o tórrido casal animou muitas das minhas noites. Ele mora no 5° andar e atrás do prédio há algumas casas com quintais visíveis, numa comunhão forçada de intimidades. O morrinho acentua essa 'invasão' imobiliária; já pude ver a vizinha trocando de roupa para entrar na piscina, já presenciei a moça atravessando a cozinha apenas de calcinha, assim como eles devem ter me visto fumando um cigarro, só de sutiã, escorada no parapeito da janela.

Não contente com essa intimidade, excitado com a minha história, veio da cozinha, onde preparava nosso jantar. Me abraçou longamente pelas costas. O vento batia de leve nos meus cabelos e senti 'alguém' animado. Delícia de sensação de desejo! Perguntei se o jantar estava pronto.

- Quase.
- Falta muito?
- Falta eu te comer

Silêncio e sorriso maroto.

- Como assim?
- Tu me deixou de pau duro com aquela história dos teus ex-vizinhos e eu quero o mesmo. Vamos divertir o prédio um pouco.

Quem se faria de rogada com uma proposta tão deliciosamente indecente? Eu? Jamé...

Me pus de costas de novo. Lentamente ele abaixou a minha calcinha, beijando e mordiscando as minhas costas. Afastei as pernas de leve, com a devida pressão que sentia na minha bunda. Sentindo que estava mais do que molhada, de uma vez só ele deu a primeira estocada. As duas mãos se apoiavam nos meus seios e eu não tinha outra alternativa senão segurar o parapeito da janela e gemer.



Não consigo fazer sexo sem gemer, ainda que baixinho. E era um momento de fetiche extremo, então nem me controlei. Em poucos minutos já havia alguns vizinhos das casas de trás observando a cena extasiados. Imagino que eles viam minha cara de satisfação, ouviam meus gemidos e apreciavam o balançar do meu corpo, ora suave, ora agressivo contra a janela. Embora não fosse possível que os espectadores vissem também meu amor me comendo, sabiam que havia alguém comigo pelos barulhos e porque ninguém poderia fingir daquela forma. A máxima do voyerismo...

O gozo veio simultâneo e intenso. Nos jogamos no tapete da sala e rimos, satisfeitos, exaustos, plenos de prazer.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Renovação


Todo ano a gente se despede de um ciclo e comemora outro. Bobagem ou não, é um momento em que todas as energias do planeta estão voltadas para a RENOVAÇÃO. Quem não quer ser feliz? Todos queremos saúde, amor, paz, prosperidade, sucesso, alegrias...

Então, meus queridos que acompanham o Confissões de uma Mistress e aos que virão certamente, aproveito esse post para agradecer a todos vocês que por aqui passaram, comentaram, concordaram, discordaram e acompanharam meus prazeres, meus delírios, minhas tristezas, meus sonhos e minhas realizações. E, claro, desejo que cada um de vocês encontre o seu caminho de felicidade, tendo suas necessidades supridas por Aquele que, não importa o nome, sabe muito mais do que nós do que precisamos e na hora que precisamos.

Que 2010 seja um ano em que possamos nos abrir às energias do Criador e ao merecimento do que de fato é nosso. Ah, não posso esquecer de agradecer duas coisas muito especiais: ter conhecido meu Monstrinho e o meu Chatinho... Um encheu meus dias de 2009 com alegrias, apoio, prazer, diversão, compreensão e lucidez; o outro chegou no finzinho, mas me trouxe um viço que há tempos não tinha, uma nova maneira de acreditar no amor.

Ao primeiro, desejo que conquiste seus objetivos e tenha o retorno de toda sua alegria, brilhantismo, carinho, preocupação, generosidade e criatividade. Ao segundo, desejo plenitude, paz, ordem nas idéias, sossego nos tormentos e que seja muito amado (por mim, claro...), experimentando um carinho e uma dedicação que talvez nunca tenha provado; que reconheça o bom da vida e consiga se desligar do que não presta, vivendo o hoje, planejando e trabalhando pelo amanhã!

A todos vocês o meu obrigado e meus votos de um 2010 tudibão...

Beijos da Vulgata

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Perversões amorosas

Uma cabana simples e viver de amor... quando estamos apaixonados acreditamos que só o amor nos basta. E eu devo ser uma maluca às avessas porque me dá tremendo prazer viver as chatices do dia-a-dia, passar a camisa do namorado que vai trabalhar, limpar a casa juntos, ir às compras, brigar para depois fazer as pazes, jantar no supermercado do bairro, ligar para mil e um amigos atrás de um apartamento novo para alugar. Sim, 'viajo' 30 km todos os dias para ir e mais 30 para voltar se preciso for para apreciar aquele sorriso maroto...

E as perversões? Afinal, nem só de brincar de casinha vive uma mulher como eu. Ah, as perversões... Descobrir o sabor das sacanagens amorosas é um tesão sem fim. O cheiro dele misturado ao meu, nossas dezenas de sabores fundidos na volúpia de fantasias satisfeitas. Surpresa! Ele gosta do que eu gosto! Que bom! Porque seria doloroso e talvez até insuportável por muito tempo conviver com um amor que não aceite e/ou não curta a descoberta dos fetiches.



Não é meu sub, não é meu dom, é um fetichista que estou aprendendo a amar. Dois estranhos perversos fundindo sonhos e sentimentos.

Enfim, achei alguém todinho meu, gentem, e estou muito feliz. Mais feliz ainda porque posso ser eu mesma, nas mais perversas volúpias e nas mais inocentes manias, que ele vai me ouvir, me respeitar e pelo menos tentar. Hoje confesso a vocês, como mistress e sobretudo como mulher, que estou imensamente satisfeita com o meu presente de Natal desse ano...