segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ode à ausência



Esta play de outubro foi bastante marcante para mim por alguns motivos pontuais, os quais pretendo descrever em posts separados. Tenho muito a dizer... sobretudo a mim mesma. São análises que ainda permanecem fervendo na mente. E decidi, então, começar pelas ausências.

Algumas pessoas foram sentidas na presença e outras na ausência. A mim, especificamente, foram cruciais as ausências dos meus irmãos Cosmo_Vain e Parallax. O primeiro porque é meu cúmplice dentro e fora do BDSM e sua energia é quase vital para mim; o segundo, porque é o Imperador do grupo. E como fica uma Imperatriz sem o Imperador?

Também senti muita falta da Jeh, a sub mais completa que já conheci na vida e uma pessoa que prezo na essência; do bousfieldy, o bottom mais bottom do grupo e o vencedor do troféu ‘guerreiro play julho 2011’; da MistressAmanda, minha sister afastada cuja autoridade está no olhar e ética está em cada gesto e palavra; e do meu mestre bondagista ACM que, por problemas pessoais, não pode comparecer. Dele nem me atrevo a dizer nada agora porque seria tudo redundante ou simples demais diante de tanto talento, generosidade e sabedoria.

A dança das cadeiras rodou e é lindo ver a vida girando e se acomodando conforme as boas intenções e as oportunidades de aprendizado.

Aos presentes na play de 14 a 16 de outubro de 2011, meu muito obrigada nesta abertura de post especiais sobre o evento. Aos ausentes, meu sentimento de ausência e minha saudade...


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Parábola do inverso



- “Quantas vezes já te disse que morra?”
                Todos os dias era assim que ela respondia aos apelos do pobre rapaz insistente, sedento por uma migalha de atenção da rainha de seus sonhos. Redes sociais, sms, e-mails e até cartas ele arriscou usar para ter uma única chance com aquele poço de arrogância que despertava tanta repulsa na maioria das pessoas.


                Permitam-me apresentá-la antes dos pormenores. Natasha era estranha. Não havia melhor palavra para ela. Apesar dos traços suaves vindos da descendência europeia em harmonia com a herança cigana, vestia-se de forma inadequada para uma professora. Os cabelos mudavam de cor frequentemente, assim como as unhas que ostentavam as cores mais bizarras que poderiam existir.

                Em meio à maquiagem e aos acessórios exóticos, Natasha tentava esconder o lado negro da sua natureza. Desde cedo, seu maior prazer era provocar a dor. Não a dor física – esta lhe provocava a graça -, mas a dor moral. Nada lhe fazia mais plena do que trazer à tona os maiores flagelos da alma de quem se submetia aos seus caprichos.

                Era sempre a mesma ladainha. No início, buscavam o chicote e a adoração. Ela aceitava quase piedosa, com alta dose de generosidade. Chegava a ter candura nos olhos. Aos poucos, quando ganhava terreno, tomava conta da alma submissa das suas vítimas. Os flagelos eram muitos; variavam da sensação de impotência à vitimização extrema. Os que antes eram belos homens se tornavam verdadeiros trapos dependentes dos seus carinhos e dos seus conselhos.

                Até que um dia aquele servo que tanto implorava por uma chance de se acorrentar ao inusitado parou de procurá-la. Tão acostumada que estava com os galanteios e insistências, Natasha estranhou. Logo ela, que carregava no nome o código gélido de quem não admite ser interrompida em suas intenções, ainda que aparentemente disfarçadas de recusas. Natashas já são críticas por demais com si mesmas e com os outros...

                Estranhou. Talvez ela nem fosse tão estranha, mas os outros lhe 'pintavam' assim. Passou a olhar diariamente os mesmos locais onde ele costumava deixar suas súplicas. Não mais apareceu. Nem uma palavra. Nenhum “Senhora”, “Rainha” ou Deusa”. Muito menos um “por favor”. Passaram-se algumas semanas e ela já estava perdendo a noção das suas rédeas com os demais, aflita por alguém desistir dela sem mesmo tocá-la.

                Quando reapareceu, já ousava chamá-la por Natasha. Tornou-se um espelho de suas fragilidades. Cada vez que ela lia “Natasha” sem a presença do símbolo mor da “Rainha”, seu sangue gelava; os argumentos eram perdidos; o autocontrole se esvaia sem muitas explicações.

                E sucessivamente a conversa amadureceu despindo o ego da provocação; dando lugar ao profundo, onde não mais residia o prazer. E quem se machucava agora era ela, num ímpeto de masoquismo antes adormecido. Para sobreviver, ela passou a reencontrar velhos caminhos, na esperança de ver novamente o semblante de Rainha no espelho da emoção.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Breve nota sobre lágrimas e gérberas

Parece que um véu escondeu este conto dos meus olhos por todos estes meses, mas agora eu o reproduzo cheia de mim, do fundo do meu coração... By Jonatan Strange


Devia ser agosto, quase setembro, não lembro. Ela era um heterônimo, uma distorção da própria volúpia. Avisou, sem muito explicar, que estaria de branco, cheia de odores do mundo e de outros lugares. Não foi difícil entender do que se tratava. Sexta-feira, lua alta, cheiros de arruda e cachimbo. Quem é de banda, é de banda. Quem não é...
Cabelo vermelho, olhos claros e pele extremamente branca. De tímida, passava longe, mas reparei o como media as palavras, os gestos e a postura. Laura, Wanda, ou seja lá qual for o nome dela, ela era apenas desejo.
Busquei ela num lugar que eu bem conhecia, ou talvez o lugar me conhecesse. Várias esquinas e encruzilhadas que dão em lugar algum. Entrou no carro. Beijo na face e sorriso de canto. Ela indica o caminho do seu apartamento. Subimos. Ela pede para tomar um banho e me oferece a sua cama. Eu sento, zapeio os canais da TV. Pornô, pornô, pornô, futebol, noticiário. Pornô e mais pornô. Parece até programação de motel. Sugestivo.
Ela sai do banho, toalha enrolada no corpo e outra no cabelo. Vi a toalha de cima manchada, tinta no cabelo.

- É, sempre acabo manchando as coisas com o cabelo.

Senta do meu lado, e sem a mínima cerimônia confere o volume da minha calça. Curta e determinada. Mostrou a que veio. Se aproxima, beijo no pescoço. Em contraponto, misturo minha mão esquerda em seus cabelos molhados. Puxo um tanto, afastando o rosto para um tapa. Mal armei a mão, e ela já solta sem respirar.

- Não gosto de tapa na cara. É uma total falta de respeito para mim.

Menos alguns graus no ângulo da minha ereção. Eu realmente gosto de dar tapas na cara. Não é a dor, e sim o ataque moral. Romper a fronte, simples assim.
O mesmo problema, corpos novos são sempre estranhos. Mesmo que o tesão seja extremamente alto, gozar não é objetivo do primeiro coito. É sempre conhecer a intensidade do outro, os gemidos e movimentos. Primeiras fodas são quase artificiais.
Depois de algum suor, perguntei se podia me dar de beber. O de fumar, eu já tinha. Fui na sala e olhei a mesa. Ferro, linda, muito bem trabalhada. Devia ser um tanto pesada. As cadeiras eram no mesmo estilo. Sentei, pedi fogo. Ela não se importou que eu fumasse. Falei o quanto era novo o maldito vício. Olhei para o vaso de flores na mesa. Gérberas muito bonitas.

- São as minhas preferidas - disse ela.

Naquele momento tive um grande dejà-vu, sabendo que tantos outros momentos como aquele eu teria.


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A construção do imaginário



Neste pequeno breviário vou me referir aos dominadores, sobretudo a alguns muitos famosos no nosso meio. Em conversas com alguns amigos do grupo SAT BDSM, e outros sem grupo e de outros grupos, percebi como a construção do imaginário é algo complexo dentro e fora do meio.

No meu estudo, onde recortei um grupo e uma classe de fetichistas, fica explícita, pelas próprias leituras de Sade, Masoch, Bataille, Morin, Millet, Pietroforte, Stanton, Grillet e tantos outros, a percepção de que tudo começa num sonho que pode ou não virar uma fantasia, bem ou mal resolvida na cabeça das pessoas. No geral, todos têm fantasias. Alguns sufocam e outros resolvem assumir.

Óbvio que não vou fazer apologia aqui. O mundo não é BDSM. Não acredito nisso. São tipos de fantasias muito específicas que podem se tornar realidade. Mas acredito sim que todos têm um lado B. Sempre falo isso porque observo o quanto isso sufoca e atrapalha a vida prática das pessoas que se podam.
E construir um perfil dominador coloca para fora os sonhos mais remotos, desde os super-heróis que habitaram a nossa infância; o pai que era o Máximo; uma paixão por mitologia e seres com muitos poderes; a sensação de ser adorado e venerado pelo clubinho do bairro; as brincadeiras com os colegas envolvendo as cordas, as vendas e as mordaças; as privações de sentidos envolvendo ar, água, terra, fogo; o polícia e ladrão; os comandados e os comandantes. E por aí vai. A psicologia está cheia de exemplos e links entre essas construções.

Conversando com um ex-sub muito querido, concluímos que pessoas como Sr. Verdugo, Sr. WZ, ACM, Metatron, Parallax, JonatanStrange, MistressBela, Mistress Belle, Rainha Laura e tantos outros dominadores – e me incluo na lista – nem sempre passam uma imagem fiel acerca de suas personalidades. Os motivos, francamente não sei. Mas tenho duas hipóteses: a primeira diz respeito ao imaginário dos submissos que se apegam às fotos, às descrições que estão em suas mentes sobre dominadores, sádicos e figuras do SM idealizadas; a segunda é a força das personagens criadas por cada um de nós propositalmente e, neste sentido, acho até saudável esse distanciamento porque aumenta o interesse e o tesão.

É freqüente ouvir de submissos, masocas e até de dominadores menos experientes uma certa idolatria para alguns desses nomes. Não que eles não mereçam; pelo contrário. Cada um nas suas especialidades merece toda fama e elogios que possam ser endereçados a eles. São pessoas que ajudaram a divulgar e desmistificar o BDSM em nível regional, nacional e até internacional.
Jade, por ACM-BoundBrazil

Mas pensar que Verdugo andará pelas ruas da cidade com um machado ou que sua vida se resume a planejar cenas com sangue a agulhas é até engraçado. Ou imaginar que WZ e ACM vivem com metros e metros de cordas a punho o tempo inteiro. Ou ainda, que Mistress Bela e Mistress Belle não fazem mais nada da vida do que cuidar dos seus mundos fetichistas e seus discípulos. Mais ainda, pensar que Parallax e JonatanStrange – ou mesmo eu – são pessoas más, sórdidas, que vivem planejando meios de derrubar os pobres iniciantes sulistas em armadilhas é patético. Já ouvi a seguinte frase sobre meu brother: “O Parallax deve ser muito malvado porque a cara dele é de poucos amigos”. Olha gente, se existe amizade real, ali está um belo exemplo! Claro que ele só é amigo de quem realmente sintoniza ou que enxerga verdade nas atitudes. E com ele faço meu coro, assim como garanto que a regra valha para todos do meio que tenham personalidade e caráter.

Há quem fique maravilhado porque vê em meu álbum as fotos com o ACM, assim como comentários carinhosos aqui no meu blog. Gente, ele é uma pessoa de carne e osso, tem sentimentos, simpatias e afinidades. Eu o amo e ele sabe disso. Logo, trata-se de uma relação normal de amizade. E ele nem é tão malvado assim...rs

E não escrevi tudo isso para criticar a construção desse imaginário, mas porque passei a admirar mais ainda essas pessoas, as quais acompanho o trabalho, as ideias, os blogs, algumas posturas e suas desenvolturas com seus instrumentos, sejam físicos ou psicológicos.

Também fiz meu devaneio em cima das conversas com meus queridos. Afinal, são eles que alimentam nossas vaidades, enchem nossas vidas de glamour e de planejamento para tarefas cada vez mais aprimoradas. Viva a prática e viva a diversidade dentro do SM. Meu respeito a todos os mestres e dominadores, e a todos os que se assumem submissos, masoquistas e switchers. Em meio a tudo isso, nem sempre é fácil se sentir com os pés no chão num universo tão fantástico e cheio de possibilidades.


terça-feira, 16 de agosto de 2011

Arquétipos

O nosso grupo BDSM Santa Catarina tem ultrapassado fronteiras, o que nos obrigou - os seis fundadores que ainda permanecem - a criar algumas regras que assegurem o relacionamento saudável entre os membros. Por percebermos que, apesar de irmãos, somos um grupo bastante heterogêneo, notamos que praticamente todos os elementais e biotipos estão presentes entre nós. Por isso, também decidimos identificar cada membro desta irmandade - agora chamada de SAT BDSM - de acordo com um dos arcanos maiores do tarô.



A escolha foi feita levando em consideração os aspectos negativos e positivos de cada carta, as características e gostos pessoais dentro e fora do BDSM, a energia relacionada aos elementais de cada um e a posição que ocupam dentro do grupo.

Inicialmente algumas cartas remetem a análises negativas e outras a somente positivas. Não é verdade. Todos os arcanos possuem pontos a favor e contra. De acordo com o elemental de cada um, montamos uma descrição personalizada que pode definir melhor como é aquela peça dentro deste imenso jogo chamado BDSM.

Nossa pretensão não é sermos uma sociedade secreta, apenas delimitarmos nossas posições dentro de uma irmandade de forma original, já que boa parte de nós é ligado à espiritualidade ou totalmente mergulhado, como eu.

No grupo eu represento o arquétipo III - A Imperatriz:


"A Imperatriz carrega o poder da beleza e da riqueza. Arcano de realização, tem na sua mão o cetro do poder. Desconfiada, é prudente na entrega e aparece com um escudo para se proteger, pois na posição em que se encontra, atrai muita inveja. Sempre preocupada com os seus, é mandona, autoritária e gosta de ser reverenciada. Zela por suas posses assim com as dos demais. Justa e soberana, eventualmente aparece grávida, o que significa que há uma preparação, há um processo que ainda não está concluído. De temperamento errante, o seu reino é a razão e a comunicação, completos pelo arcano II - A Sacerdotisa. Não aceita seguir só a intuição e a emoção, que já possui bem aguçadas, uma vez que tem A Lua a seus pés. Como aspectos negativos, há nela um pouco de arrogância e vaidade pelas conquistas já feitas. Meticulosa, prima pela perfeição e pela lisura nas relações. Pode ter uma serpente e um baú de jóias de cada lado, simbolizando, respectivamente, a sabedoria e a riqueza"  

"Realizo os teus desejos em troca da tua adoração"

Disse Wanda a Severin, em A Vênus das Peles: "Foste tu que me inculcaste o egoísmo, o orgulho e a crueldade, e serás tu a primeira vítima. Agora sinto realmente prazer em ter sob meu poder e maltratar um homem que tem, como eu, pensamentos, desejos e vontades, um homem que é mais forte que eu, física e intelectualmente, e sobretudo um homem que me ama… Amas-me ainda?"

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Oferta de sonhos

Sempre pensei que os sonhos são nosso maior combustível de movimento. Só acreditamos, construímos, modificamos, lutamos, perseveramos e mudamos porque sonhamos. E como amo de paixão a semiótica, não poderia me furtar de apresentar nossas (minhas e do meu querido Kurumin) últimas fotos como signos de transformação.

Nos conhecemos sem grandes expectativas. Ele como sub e eu como domme, na época pensando estar aposentada. A energia e a troca foram boas. Viramos amigos. Ok, sempre amigos coloridos. Nunca passamos mais de três semanas sem nos tocarmos, fosse um beijo, fosse um arreto dentro do carro, fosse uma boa transa.

A dúvida acerca dos sentimentos estava mais na mente dele do que na minha. Na verdade, sempre soube que seria meu par, no mais amplo sentido da palavra. E não era porque me aquecia o coração e os lençóis; mas porque sentia que nossas energias eram complementares.

Quando decidimos assumir o namoro, ainda havia alguma coisa pendente na nossa trajetória. Nem nós mesmos sabíamos do que se tratava, até descobrirmos que o que realmente queríamos era nos tornarmos também domme e submisso de maneira permanente.

E como diz meu amigo e brother de BDSM, Parallax, ainda estou experimentando essa sensação, mas confesso ser um sonho realizado. E na simbologia deste sonho, nada melhor que a ideia dele de me trazer sonhos de padaria para que os pisasse, num dos fetiches que mais nos dá prazer: o crushing.


Ofereço-te meus sonhos em troca dos teus, para que sejamos plenitude no fetiche, no prazer e no amor!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

24/7


Este ano o meu 24 de Julho foi muito especial. Além de estar entre velhos amigos, conheci pessoas muito interessantes. Também tive o prazer de novamente ter sob o meu domínio os meus queridos pupilos MZ e Dudu.
Cheguei em Floripa na sexta-feira (22) quase meia-noite, após mais de 10 horas de viagem entre ônibus e dois aviões. JonJon, CherryLips e Cosmo_Vain já estavam me esperando. De lá fomos direto para a Praia do Rosa em comboio. No caminho encontramos Bousfieldy, Naivara, Mannddy, Shaila, Parallax e sua Jeh. Pexis e Dudu chegaram só no dia seguinte, logo após o MZ, Aurorah, Morgana e seu amigo de lindos olhos azuis.
A união foi fundamental para o sucesso da empreitada desde o começo. O local era uma pousada totalmente roots, com direito a inúmeras pinturas mediúnicas, com aquela atmosfera que só as praias do Sul catarinense têm.
Já postei meu balanço no Fetlife, em post específico sobre as impressões do encontro, mas preciso expressar aqui como me senti abençoada em poder estar com aquele grupo numa data tão especial para quem vive o seu lado B sem pudores.
Começo pelos que não conhecia. A Mannddy é uma gracinha. Linda, muito mais até do que nas fotos; demonstrou humildade e espírito de grupo. Confesso que me surpreendi positivamente, ao contrário da impressão anterior que havia tido por conta de alguns rolos que, agora, não vêm mais ao caso.
A Naivara é uma promessa no SM catarinense. Decidida, cheia de personalidade e com olhos de fetiche, ela certamente ainda fará muitos corações tremerem por aí...
A Shaila me deu algumas lições de convivência e conduta com meus próprio subs; além de me fazer refletir sobre conceitos que já carregava comigo.
A Jeh é um dos mais belos exemplos de entrega que já presenciei na vida, com a condução impecável do Parallax. Ambos, para mim, são atualmente o casal modelo 24/7 no melhor conceito de uma relação de sucesso.
O trio Aurorah, Morgana e menino-bonito-do-olho-azul me trouxe boas impressões de coisas legais que ainda vão acontecer, seja no sentido teórico, quanto prático.
Agora os já conhecidos:
Sobre Bousfieldy, só tenho a elogiar sua performance e sua resistência, além daquela incógnita no olhar que sempre me encantou. Sobre CherryLips, é até difícil descrever sua doçura; foi um incrível prazer ter aquele abraço novamente. Pexis é o cara mais incrível em termos de ideias neste meio. Em nenhum lugar do mundo eu conheci alguém sim, o que me faz ser fã incondicional dele e exigir sua presença sempre!
JonJon, meu amor, meu amigo querido, meu babyboy, tua postura final me encheu de orgulho e tua dedicação à organização e coordenação do evento foi fundamental para que tudo tivesse acontecido.
MZ, meu querido e eterno submisso, nem tenho como expressar a luz que tu trouxeste pro meu coração. Quando avistei os longos e prateados cabelos, foi como se tivesse mais certeza que ficaria feliz. Dudu, meu diamante bruto, sei que o caminho ainda é longo, mas teus passos têm sido firmes e foi extremamente gratificante para mim - não só para o ego, mas muito além disso - ver que nossa cumplicidade e nossa energia continuam as mesmas, quiçá melhores ainda.
O Cosmo_Vain? Bem... é o ápice do meu sentimento de dominação personificado. A troca de sensações e a sintonia não poderiam ser mais perfeitas. Aliás, como sempre acontece nas nossas loucuras, sejam simples ou complexas.
Enfim, quero terminar esse post com meus agradecimentos aos céus por ter sido abençoada com essa oportunidade de participar deste evento e com uma singela homenagem ao meu casal-símbolo do 24/7, Parallax e Jeh. Num momento pré-almoço de domingo, olhei para ambos conversando descontraidamente e este poema me veio à mente. Tive a impressão de que Vinícius os conheceu:

"De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa dizer do meu amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."

domingo, 17 de julho de 2011

A brincadeira

Na minha cabeça, BDSM é e sempre foi brincadeira de adultos e só pode ser bacana em curto, médio e longo prazo se existir respeito e responsabilidade do começo ao fim.

Não vale, no meu entender, burlar ou trair as regras estabelecidas na etiqueta geral, nos grupos dos quais se faz parte e entre os envolvidos. No máximo uma contestação bem argumentada para adaptações que devem ser feitas em concordância.

Vale muito respeitar o outro, sua imagem, suas ideias e principalmente seus sentimentos. Vale muito ter ética, ser leal, ser justo e contribuir para a manutenção da confiança. Vale conversar, dialogar (no mais amplo sentido da palavra) e ser verdadeiro. Vale sempre ser honesto, pelo riso ou pelo choro, pelo prazer ou pelo desgosto.

Entendo o BDSM como algo que acrescenta; nunca que denigra, que ofenda, que maltrate (no pior sentido da palavra, com perdão aos sádicos, quando não há concessão), que não seja SSC. O que for diferente disso pode ter qualquer nome, menos BDSM. E lamento quem me ache arrogante, quadrada, antiquada. Sempre conduzi as coisas assim, é dessa forma que aprendi e é assim que sempre encontrei soluções para os problemas que eventualmente surgiram, de forma amigável, gerando belas amizades.

É certo que relacionamentos são relacionamentos, não importa o tipo ou natureza. Gente tosca, ignorante, mentirosa e traiçoeira existe em qualquer lugar. Mas me reservo o direito de classificar como praticantes do BDSM apenas aqueles que se enquadram nesses parâmetros.

Neste contexto, hoje tive dois bons exemplos de pessoas bem diferentes, mas que são verdadeiras consigo mesmas e com os parâmetros da 'brincadeira': MistressBelle, do Espírito Santo, e Pexis, meu amigo filósofo, de Floripa.

E mais uma vez minha veia de professora fala mais alto...kkkkkkkkkkkkkkkk... Adoro!

Beijos da Vulgata


Meu novo brinquedo personalizado pela doce e talentosa Pekena, do Kadar

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Um jeito diferente de ser submisso

Essa vida da gente, sempre nos surpreendendo. Não que eu não soubesse dos gostos do meu querido, mas não imaginava que poderia obter tanta dedicação e que eu mesma começasse a sentir prazer em algumas ideias sugeridas por ele.
É tão bom viver a cumplicidade e conseguir aliar o fetiche ao companheirismo. Sinto que dei um passo adiante na minha vida fetichista, na minha existência como um todo. Afinal, a plenitude sexual não é mera diversão; faz parte da satisfação do ser humano que busca a felicidade em todos os campos da vida.
Sinto-me feliz, satisfeita e espero que seja apenas o começo de uma longa jornada de aprendizado mútuo para ambos, com muito amor e com o bônus do conhecimento do que e de como cada um gosta.

E aliado a isso, estar trabalhando com o meu amigo e mestre ACM no seu novo longa metragem tem sido um grande prazer e uma grande honra para mim. Taí outra história que pretendo que tenha vida longa, reservando ainda muitos prazeres para ambos e para vocês também! Aguardem novidades...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Obrigada pelo carinho


Recebi este selo do Senhor Etrom, do blog Senhor Etrom e do portal BDSM-DF.

Pelo que li e pela opinião de outras pessoas que respeito muito no meio, fico mais lisonjeada ainda por ter este espaço considerado um local de boas ideias.

Volte sempre!